Certo, mas então, foi assim que veio o SteamlessPunkless

Olá pessoal que perseverou e voltou para o segundo post do blog. Dessa vez vou tentar explicar um pouco do por que de eu chamar o meu cenário com esse nome grande, chato e complicado: SteamlessPunkless.

É mais ou menos comum quem escreve fantasia e ficção científica – e também quem lê – se referir às obras pelo gênero e principalmente o subgênero delas (e também por classificações que não chegam a ser subgêneros). São coisas como cyberpunk, steampunk, noir, fantasia medieval, fantasia urbana, ficção especulativa, ficção política, pulp, pós-apocalíptico, new weird e outros inúmeros termos (inclusive a editora Draco parece ter por nobre missão lançar antologias voltadas para todos esses sub-temas).

Essa imagem passa bastante um clima Noir

No grupo de escrita do qual participo, o Taverna do Trapeixe, era comum nos referirmos aos nossos diferentes projetos pelo “subgênero” a que ele pertencia, uma forma de identificar o nicho e também mostrar logo uma “cara” para aquele cenário. É comum ouvir nas reuniões coisas como: “Meu cenário de fantasia medieval” ou coisas parecidas como “um steampunk pós-apocalíptico, pelo menos no início”.

Quando eu comecei a trabalhar no mundo de Cmyvllaeth (miv-la-É) eu sempre identificava ele como “meu mundo de fantasia medieval”, por que na época de sua concepção era isso que ele era.

No entanto, em determinado momento da criação do mundo, no ano passado, depois de ler o livro “O Mapa do Tempo” (muito bom, inclusive, recomendo), eu comecei a pensar: E se as culturas do mundo fossem baseadas em algo tipo a Era Vitoriana?

Para quem não sabe, a Era Vitoriana foi um período na Inglaterra que compreende parte do século XIX e início do século XX. Nessa época, a industrialização já estava forte e a tecnologia baseada a vapor começava a ficar comum na sociedade. Foi também uma época de bastante avanço nas artes, devido a um período sem guerras. Inclusive foi a época em que Julio Verne começou a lançar seus livros e o capitão Nemo viu a luz do mundo.

Eu achei uma boa idéia. E logo os camponeses sujos, mercadores barrigudos e heróis andando por aí de armadura completa foram substituídos por pessoas de casaca e chapéu e mulheres de bonet, corset e anáguas. Uma tecnologia bem superior também. Quanto aos heróis? Ainda existiriam, de forma ligeiramente diferente, afinal, ainda era fantasia, mas precisariam de uma pequena revisada (não se preocupem, os personagens não ficam na varanda tomando chá e conversando sobre o tempo ruim. Há guerras, há espadas, machados para os que gostam de mais violência. Nem todos são “gentlemans e a Belle Époque é um pensamento hipócrita e alienado”).

Isso é fantasia medieval… Mas você já sabe.

Mesmo que eu tivesse decidido  inserir um tema “Vitoriano” em meu mundo, ele ainda assim teria uma tecnologia muito inferior à da Era Vitoriana dos Ingleses. Primeira coisa decidida: não haveria pólvora. Devido a evoluções científicas diferentes, nunca se investiu em armas de fogo como conhecemos. Segundo: não haveria tecnologia a vapor, o nível tecnológico iria se assemelhar ao do século XVI, só que com diversas diferenças, afinal, existe magia e isso mudaria tudo.

Tendo essas coisas decididas, ficou complicado eu continuar a chamar meu cenário de fantasia medieval. Diabos, não era mais medieval. Então, certa vez, na tentativa de explicar como seria a ótica do meu mundo, eu disse:

“Seria algo com estética Vitoriana, tipo um steampunk¹, mas sem vapor e com fantasia. Então, algo como Steamlesspunk.”

“Não parece muito punk…” Comentou Juliana, minha colega da Taverna e também a primeira pessoa a postar no primeiro tópico do blog.

“Hmmm… Então… Ele é steamlesspunkless D:” Foi a conclusão.

Bom, o apelido pegou, pelo menos para mim. Ninguém fala ele porque é muito complicado (quando eu falo acaba saindo steampunkless), mas, embora não seja um sub-gênero real e sim uma piada interna, não consegui pensar em nenhuma forma de “batizar” o projeto. O que estou escrevendo deve ter algum sub-gênero mais “formal”, mas não faço a mínima idéia de qual seria.

E assim, ficou steamlesspunkless. Essa é a história do nome. E na hora de batizar o blog, foi um dos nomes que veio à minha mente por ser bem… Peculiar e característico.

E isso é SteamPunk com fantasia e, se não conhecia, agora espero que tenha ideia do que é.

Espero que tenham gostado, ou achado interessante, ou achado engraçado, ou, pelo menos, não achado nada pior do que idiota.

Mas e aí, o que você acha da idéia de um “SteamlessPunkless”?

                Renan Barcellos, que estava bebendo café frio e

Ouvindo “Fade to Black”, do Metallica.

¹ Para quem desconhece o termo, steampunk é um subgênero no qual se pega a tecnologia empregada por volta da Era Vitoriana, principalmente a tecnologia a vapor, e se extrapola ela, tentando mostrar algo mais fantástico, mas ainda assim principalmente tecnológico (algo como o que Júlio Verne fazia antes de praticamente todo mundo). A parte do punk varia bastante, mas seria algo como uma sociedade decadente, corrompida, violenta e muitas vezes com sérios problemas em seus governos. Existem obras onde se usa nosso próprio mundo, como em “A Máquina Diferencial” de William Gibson, mas também pode ser combinada com fantasia, como no cenário de RPG “Reinos de Ferro”. Futuramente haverá no Taverna do Trapeixe um post mais detalhado sobre este e outros sub-gêneros.

Você pode ver mais sobre steampunk no steampunk.com.br e um blog sobre um cenário puramente steampunk no Steamage. Há tambem a antologia Vaporpunk, da editora Draco.

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18 comentários sobre “Certo, mas então, foi assim que veio o SteamlessPunkless

    • Eu estava pensando em no proximo post grande (devo postar algo menor antes), passar uma “definição” do mundo, como se fosse um argumento. Sabe, os pontos “chave” do cenário. O diferencial (além de ser uma ótica diferente). O que acha?

      • Será uma boa, tanto que tou precisando de uma ambientação nova, existe um pequeno grupo de jogadores que puxam meu pé pra jogar, mas a todo momento que começa uma campanha medieval, reclamam por não ser original demais e não ser igual a uma certa guerra de reis em algum continente frio.
        Pegar esse pessoal de surpresa com um material novo (acredito eu que, eles ainda não tenham jogado algo intermediário com medieval e futuristico).

      • Acho que no proximo post não teria material suficiente para alguem pensar numa aventura. Mas derrepente da para tirar alguma ideia. Contudo, se eu for bem sucedido em meus planos malignos, acho que daria para mestrar uma aventura neste mundo sem muitos problemas.

    • Inlusive, fantapunk não foi um bom exemplo para ser usado, eu só vi usarem o termo umas duas vezes e ele é, na verdade nome de um cenário de RPG, brasileiro inclusive.
      Creio que irei apagar para não acabar passando informação equivocada nos exemplos de subgêneros.
      De qualquer forma, obrigado pelo comentário, pessoa desconhecida =)

  1. Eu… acho que faltam links de referências para as coisas citadas. E… prefiro quando os edits de posts ficam claros (ou seja, não excluem de fato as coisas, apenas riscam ‘-‘).
    Ah, e concordo com Deivide Elven. o/

    • No fim de semana (ou quando eu tiver internet), vou editar e colocar mais links para referências. Pode sugerir algumas coisas que valem a pena ter referencias direta?
      Sobre o edit, não gosto de riscar porque pode poluir um pouco. Mas que tal colocar no fim do post as edições?

      • Acho que funciona a questão de colocar no fim do post, tipo:
        EDIT: bla bla bla
        Sobre as referências, creio que poderia haver links para os gêneros e subgêneros citadas, por exemplo. =)

  2. Ainda não ví mapas…

    Vamos Ranan, kd os aspectos politicos? a sociedade? a relação dela com o mundo?
    XD

    Aprese-se! Estamos ansiosos!
    sauhahsuashhuas

    Agora, que puta nome difícil vc foi arrumar em?!

    chama de Chronno Cross… XD (Foda-se, vivo de nostalgia).

    Bom, pelo que entendi ele é tipo o mundo de fullmetal ou “allods”. Existe armas, tecnologia, transporte avançado, mas existem hérois que usam preferencialmente armas menos tecnologicas…
    E quanto a magia, alchemia, skill, KI, Ou qualquer coisa do tipo, ela existe?

    • Vou começar a falar mais incisivamente na proxima semana. Tentar começar a apresentar esses pontos que citou.
      Sobre o nome, tem toda uma explicação sobre o porque da escolha dele… Mas a depende de como eu trate certas coisas, seria o maior spoiler possivel.

      Na verdade tuti, é um pouco o contrário, embora eles tenham um nivel cultural e de desenvolvimento proximo ao do mundo de Fullmetal e da Nossa epoca Vitoriana, nunca investiram na tecnologia à vapor e na polvora. De forma que eles não tem armas de fogo ou trens, por exemplo. No entanto evoluiram em outros aspectos, como nas ciências, na magia e na engenharia usando metodos que não a tecnologia a vapor.
      Mas o nivel de tecnologia e arquitetura deles é muito superior à era medieval, supera até mesmo a renascença em alguns aspectos.
      Bom, falarei mais disso no futuro xD

      Quando a batizar de Chrono Cross… talvez, quando eu for millhonário e possa pagar o preço dos direitos D:

  3. É uma boa explicação e conseguiu me deixar ainda mais curioso sobre Steamlesspunkless… O jeito é esperar pelos posts informativos mesmo.

    Não que eu não vá ler os outros dois tipos de post, não se preocupe! D=

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