Relatos de um início, ou “como comecei a escrever fantasia medieval”

Cmyvllaeth começou a se formar no final de 2008, quanto eu estava no terceiro ano. Naquela época esse mundo era simplesmente de fantasia medieval, um bom genérico, inclusive. E também não tinha esse nome. Na verdade, não tinha nome eu o chamava de Norrath quando tinha que chamar de alguma coisa, porque era um nome legal (embora fosse o mundo do MMORPG Everquest).

Naqueles tempos eu já escrevia há algum tempo, há quase dois anos eu acho, mas tinha escrito apenas uma fan fiction¹ de Resident Evil, um tanto de uma história sobre vampiros (do tipo que não brilha!), o conto “Caminhos para a Verdade” (que apesar de escrito nas coxas é um dos meus preferidos e muito importante para minha “carreira”) e uma redação que muitos meses mais tarde seria reescrita sob forma do conto de terror “Às vinte horas na rua 12”, cujo título eu já considerava terrível naquela época.

Este é o verdadeiro mundo de Norrath e, desde aquela época o meu cenário não se parecia nada com ele.

Mesmo sendo fã de fantasia medieval desde os oito anos eu nunca havia pensado em uma história desse gênero ou de outro parecido para escrever. Até que eu vi numa banca uma daquelas revistas que vêm com CD de jogos e essa trazia o RPG Maker².

Quando voltei para casa naquele dia, resolvi baixar o RPG Maker novamente, jogar alguns dos jogos que eu conhecia e achava massa. Então, como de tempos em tempos acontece comigo, veio a vontade de fazer um jogo. Do início até o fim. E, como das outras vezes, prometi que daquela vez eu ia conseguir.

Naquela semana então fui na casa de um amigo, Michael, O Emo (por sinal, ele pediu para eu dizer às garotas que ele está disponível) e conversei com ele sobre fazermos um jogo no RPG Maker. Conversa vai, conversa vem, discutindo sobre como poderiam ser as histórias para o jogo, referências para histórias e coisa e tal, e então ele me contou de um jogo que havia jogado no Playstation 2, Forgotten Realms: The Demon Stone.

Não gostei muito do jogo, mas ele tem uma capa bem legal

Michael falou como era a história do jogo. Depois eu descobri que ele tinha contado tudo errado, mas quando ele terminou de falar, a história errônea que ele tinha me falado havia me dado uma grande idéia. Era uma história épica, com diversas nações de um continente tendo que se unir contra não um, mais dois inimigos que queriam apenas destruir um ao outro, mas dominavam tudo à sua frente para fortalecer seus exércitos.

Era uma história com uma premissa legal, estava mais bem definida do que comentei, mas ainda havia muito o que se decidir. Comecei então a ver charsets³ do RPG Maker para os tipos diferentes de personagens, pois cada um dos vilões era diferente dos humanos comuns e comandava criaturas fantásticas em seus exércitos. Passei algumas semanas nisso, tendo problemas em achar os gráficos que eu precisava, modificando os tipos de criatura que cada vilão teria em seu poder devido à restrição do material que eu tinha disponível. Na verdade foram até mudanças que eu gostei, deixaram tudo mais conciso.

Mas, em determinado momento, eu novamente descumpri a promessa de terminar um jogo daquela vez. Eu pensei algo do tipo: Diabos, eu escrevo, e escrevendo não tenho restrição nenhuma.

Então abandonei o projeto e comecei a pensar em como escrever aquilo.

Logo depois eu comecei a escrever uma história de nome ridículo, mas que foi o pontapé inicial para tudo: “O Diamante Amarelado – Guerras em Norrath”.

No post da próxima sexta, contarei como foi escrever essa história e que importância ela teve.

Renan Barcellos, que estava bebendo chá

e ouvindo Nightfall do Blind Guardian

¹ – História baseada em algo já criado (jogo, livro, filme etc) e escrita por um fã.

² – “Programa” que permite a criação de jogos de RPG de forma bem intuitiva.

³ – Gráficos de personagens e objetos presentes no jogo.

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8 comentários sobre “Relatos de um início, ou “como comecei a escrever fantasia medieval”

  1. Você deu uma volta pra enrolada no início para explicar e achei que no final faltou um link para o diamante amarelo, se falou de seu primeiro trabalho, amostre-nos, ora.

  2. Links para os textos, já! u_u’ Deivide tem razão, não dá pra não mostrar algumas coisas.

    Gostaria de ler especialmente o Diamante Amarelo e o Caminhos para a verdade. Mas acho que todos os teus textos citados, se estiverem disponíveis, deveriam aparecer.

    (Gostei do fato de ter sido um post mais conciso.)

    • Eu deixei para colocar o link de Diamante Amarelado no proximo post, porque eu falo um pouco mais sobre essa história. :P
      Quanto à outra que falei, prefiro dar uma boa revisada antes de divulgar :x

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