Uma breve história da magia moderna de Darai.

Diferente da maioria dos cenários de fantasia onde a magia é um fato presente no mundo, em Cmyvllaeth ela não foi descoberta a eras atrás, possuindo um passado conturbado, e tampouco foi dádiva dos deuses para a humanidade. Pelo menos, se esse foi o caso, se alguma força divina trouxe a magia para os mortais, ela teria uma grande dificuldade em convencer os cientistas, estudiosos e magos de que essa é a realidade.

Um dia a magia foi algo grandioso, onde magos se agrupavam em grandes escolas e universidades, passando adiante o conhecimento do arcano que iria transcender as gerações. Magia era simples, dependia apenas do da força de vontade e da habilidade em manipular a energia do próprio mundo. Mas a civilização dos construtores a muito desapareceu, mas seu legado seria descoberto e a pratica da magia voltaria ao mundo.

Livre de tabus acerca explorações aos resquícios de uma poderosa nação, após anos de pesquisa feita por entusiastas acabou encontrando o primeiro livro em bom estado de conservação e este único livro, depois de feita sua tradução, acabou alvoroçando toda a comunidade científica daquele reino.

Um mago Meahdirr talvez fosse bem próximo disto. (E juro que não procurei por imagem de Raistlin, foi o primeiro mago que apareceu quando pesquisei Mage)

Infelizmente o livro encontrado não trouxe à luz a técnica sobre como utilizar a magia, séculos seriam necessários até que o ser humano desenvolvesse esta prática, no entanto, o achado mostrou as possibilidades que a arte Meahdirr podia trazer, sobre como uma pessoa poderia dobrar a natureza e a realidade, não só criar objetos encantados. O próprio nome Meahdirr, surgiu deste livro, pois no dialeto utilizado pelo povo antigo (que possuía semelhanças com as línguas modernas) originalmente magia era chamada de meahdira, sendo seus praticantes chamados de meahdirr, título que começou a ser utilizado para se referir àquela cultura de nome desconhecido.

Se por um lado não trouxe o conhecimento sobre como, de fato, realizar feitos mágicos, o livro de tradução “Por trás da magia”, mostrava de que forma os feitiços alteravam a natureza, sobre como a magia influenciava a química. O estudo de tal tratado então trouxe avanços consideráveis nesta ciência, e mais, trouxe à tona a chamada alquimia, que seria a forma mais elementar utilizada pelos Meahdirr de se moldar a natureza e transformar determinadas substâncias em compostos que, de outra forma, não seriam conseguidos.

Poucos avanços foram conseguidos no campo da alquimia, contudo. Embora a química a física e a engenharia progredissem como nunca, a alquimia caminhava a passos lentos, sem que realmente se elevasse à categoria de ciência, pois conseguia-se apenas reproduzir formulas contidas no “Por Trás da Magia”, sem que realmente fosse possível entender como aqueles efeitos eram produzidos e dificilmente chegando até novas técnicas estáveis e reproduzíveis.

Com o passar das décadas a maioria da comunidade científica abandonou o estudo da magia, considerando-a impossível de ser reproduzida, e marginalizando os que ainda estudavam a alquimia, por ter um avanço vagaroso e não sair do campo técnico, sendo suas descobertas baseadas na tentativa e erro.

Foi somente com o achado de um novo livro Meahdirr que tratava sobre magia que a comunidade científica novamente voltou seus olhos para esta técnica, no entanto, embora o livro descrevesse os processos utilizados para se lançar um feitiço, novamente o grosso dos acadêmicos abandonou seu estudo. Alegando que, para se valer da magia era necessário utilizar a energia do mundo, o mana, coisa que, ou não mais existia, ou que não podia ser utilizado pelos humanos.

Mas alguém provou que eles estavam errados. Sim, não era possível usar o mana, na verdade, sequer conseguiam entender direito o que de fato era essa energia, sua explicação pertencendo apenas ao campo das hipóteses, portanto, precisavam de uma outra forma de “alimentar” as mudanças que seriam impostas na natureza. Era sabido que um feitiço Meahdirr seguia três passos. Sendo o ultimo deles a manipulação do mana que iria alimentar a mágica. Então o que precisavam era de uma mudança neste terceiro passo, algo que pudessem utilizar como fonte de energia.

Um mago de Darai da primeira geração se pareceria mais com esse cara. Cuidado, ele pode fazer você estar morto e vivo ao mesmo tempo!

Foi Faerdos quem descobriu a resposta para este dilema. E também foi ele o primeiro usuário de magia. Utilizando a energia de seu próprio corpo, conseguiu implodir uma cadeira a alguns metros de distancia. Contudo, louco pelos anos de estudo e por utilizar técnicas mentais que deveriam ser reservadas apenas para o uso de magia, não considerou as diferenças de poder entre o mana e sua própria vida, ignorando os efeitos que aquilo poderia ter em si mesmo.

Faerdos morreu ao lançar o primeiro feitiço da magia moderna, mas seus alunos e aprendizes continuaram seus trabalhos, iniciando a primeira das três gerações de mago que existiram até a época atual de Darai e finalmente trazendo a magia ao título de ciência.

Renan Barcellos, que nada bebia

E que sorriu no momento em que morria.

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3 comentários sobre “Uma breve história da magia moderna de Darai.

  1. Hail!

    Gostei da possível cara dos magos de Darai agora. =P
    No mais, confesso que achei este post um pouco corrido, ou algo que o valha. Como foram muitos acontecimentos, pensei que talvez algo como uma timeline funcionasse bem para acompanhar…
    Isso me fez pensar que talvez pudesses usar alguma ferramenta para ir registrando alguns eventos históricos, que talvez pudessem ser compartilhados com os leitores e seguidores do blog.

    Eu conheço essa: http://www.tiki-toki.com/
    Mas não sei se funcionaria para eventos passados (em relação à contagem do tempo, sei lá), nem se o estilo combinaria com uma história ambientada em um cenário steamlesspunkless…
    Entretanto, de repente serve de ponto de partida pra encontrares alguma outra ferramenta legal que possa tanto te amparar quanto ilustrar alguns posts. o/

    Força aí nos escritos!

  2. Esse tal Faerdos é a Marie Curie do teu mundo… XD
    É massa ter um tipo de magia onde é necessário estudos e sacrifícios, ao invés de frases legais, um chapéu e uma varinha…
    Parece que na tua história os magos terão mais ligação com a sociedade e a tecnologia, do que ficar destruindo pontes alheias. XD
    ;DDD

    PS: Desculpa minha demora?

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