O Projeto Steamlesspunkless “A”

Quando eu tive a idéia de começar um blog e consegui reunir energias para realmente fazê-lo, eu tinha como objetivo falar do mundo que estava criando e também do livro que iria escrever. A idéia era, quando eu começasse o livro, que toda semana falasse um pouco de como estava sendo o processo de escrita e as consequências de todo o preparo antecipado que eu fiz.

Portanto é com orgulho que venho dizer que… Eu já comecei a escrever o livro há três meses.

Bem, a maioria das pessoas que se preocupam em ler o blog já sabem disso, mas deve ter uma ou duas pessoas que não sabem e, com sorte, muitas pessoas futuras que precisarão saber. Meu plano era escrever resumos dos capítulos do início até o fim e desenvolver o grosso do mundo de Cmyvllaeth antes de começar de fato a escrita do livro.

Contudo, eu estava ficando ansioso e irritado. Eu tinha idéias e queria vê-las logo no papel, portanto, adiantei meus planos. Mas não pensem que fui logo direto ao pote, só fiz isso depois de um ano de planejamento e de ter o resumo de três quartos do livro. Para alguns, pode ser muito, para outros, pouco. No momento, para mim é um pouco menos do que o que eu consideraria o suficiente, mas estou me virando.

A quem estou enganando, não consigo escrever com bico de pena =(
(mas essa é uma tinteiro)

Esse primeiro livro que, por enquanto, chamarei apenas de Projeto Steamlesspunkless A (mas que mais tarde darei mais informações), começou a ser escrito em algum ponto de abril, não me lembro direito o dia.

No início, eu pretendia escrever ele todo no caderno… E fiz isso por três capítulos antes de decidir passar pro PC para ver como iria ficar. O resultado foi que… No caderno eu escrevo muito mais. Eu gosto de escrever no caderno, cansa, mas tenho uma conexão maior com a história. O problema é que essa conexão maior faz com que eu me perca dentro do que eu mesmo estou escrevendo e acabe sendo prolixo demais, de uma maneira que até eu acho que é desnecessária, de modo que, em maio, decidi escrever apenas no computador.

Até agora, o planejamento que fiz tem mostrado resultado. Eu tinha já documentado a maior parte dos eventos do livro, o resumo da maior parte dos capítulos e consegui seguir exatamente o planejamento. Alguns talvez digam que esse tipo de prática limita a criatividade, que faz com que o livro não seja espontâneo. A meu ver, o papo sobre limitar criatividade não faz sentido, você ainda pensa na história, só que, em parte, antes de começar a escrever. Sem contar que, mesmo que você tenha um resumo do livro, não tem como definir 100% de como vai ser aquilo, detalhes ainda surgem, a história toma rumos próprios, a organização é meramente um guia e, se quem está escrevendo souber/gostar/quiser usar o recurso, pode se beneficiar muito com isso. Claro que não é algo obrigatório, mas me ajudou muito e a história que “montei”, até agora não se mostrou quebrada, muitos erros e incongruências foram corrigidos na etapa de formulação e só fiz acrescentar pequenos detalhes no “grosso” da trama. Pretendo em um post falar mais sobre como foi toda essa organização. Acho que pode ajudar outros autores, ou algo assim.

De qualquer forma, falando em como a história ainda se mostra viva, percebi que, mesmo com toda a preparação que eu poderia fazer, ainda assim teriam detalhes que me fugiriam. Sério, eu pensei que já havia pensado em tudo o que iria precisar. Mas aí enquanto estou escrevendo uma cena na rua, vem à minha cabeça a questão “existem cartazes nessa cidade?” Pode parecer algo idiota, ou desnecessário, mas cartazes com propagandas são algo culturalmente importante, porque mostram como funciona o mercado de um de lugar e são indicativos do capitalismo. Precisei ler mais um pouco sobre Era Vitoriana (e assistir Sweeney Todd) para saber se no século XIX existiria ou não esse tipo de coisa. Constatei que sim, existiam, e decidi que futuramente iria alterar algumas passagens dos primeiros capítulos. Além de cartazes, a mesma coisa aconteceu com coisas como lojas, estabelecimentos, bibliotecas… Em geral, coisas cotidianas.

Anúncio típico do século XIX. Algumas paredes eram completamente tomadas por estes cartazes.

Os personagens me saíram exatamente como eu tinha pensado. Salvo um deles, que acabou um pouco mais “duro” do que eu previa, e um outro que ficou mais “sensível” do que imaginava, mas no caso do segundo, é mais por causa da situação em que se encontra no momento. Em geral, creio que todos estão cabendo muito bem dentro de seus papéis e conseguem seguir dentro do que havia imaginado para eles, embora teimem em me apresentar coisas sobre o passado que eu ainda não havia imaginado. Diabos, nunca imaginei que um deles tivesse conhecido Arthane Gallahan do conto “A Queda do Forte Belkarrar”!

Ademais, pretendo a partir de agora, a cada semana, na sexta feira talvez, postar sobre como foi o trabalho da semana que passou, que progressos, dificuldades etcs eu passei na escrita do livro. Espero que isso ajude alguém e, se não ajudar, pelo menos me mantém no foco e me impede de esquecer todo o processo de escrever o livro =)

Um gato lendo Harry Potter. Isso deve me trazer mais leitores.

Só pra constar, comecei a passar para o Word o que estava escrito no caderno no dia 18 de maio. E hoje, 30 de agosto, tenho 31.710 palavras escritas, em sete capítulos (o sétimo ainda esta sendo terminado). Isso dá de umas 80 a umas 130 páginas, a depender do formato do livro. Talvez alguma hora eu fale sobre como meu estilo de escrita deixa as cenas bem grandinhas.

Renan Barcellos, que aqui revela que bebia café com leite

E “ba da pa pa“.

P.s.: estou entrando num momento bem crucial de minha pseudo-vida de escritor, então, se você acompanha o blog, tem interesse no projeto, gosta de escrita ou apenas caiu de pára-quedas e leu até aqui, presenteie-me com um comentário, deixe uma opinião =)

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10 comentários sobre “O Projeto Steamlesspunkless “A”

  1. Gosto do seu jeito de contar histórias de histórias! E gosto de acompanhar o blog.
    Sobre o que comentaste, de fazer uma postagem falando sobre o processo dos resumos, acho que podias postar algum “estudo de caso” – pegar um capítulo ou trecho de capítulo e mostrar partes – o resumo, como ele foi crescendo etc. Podia ser o primeiro, por exemplo, pra presentear seus leitores. ^.^

    • É uma boa idéia, acho que vou fazer sim!
      Mas acho que ainda estou muito no início do livro para revelar muita coisa… Não sei, estou tentando esperar um pouco mais de movimento no blog e progresso no livro.
      Mas vou fazer isso com toda certeza =P

  2. Só passei pra dizer que o gato é muito culto *zoa*
    Go go go não deixe o pique cair, que o projeto continue com vigor Foquinha :3

  3. Ver você se organizar tanto assim para escrever seu livro só aumenta a expectativa, na minha opinião. E pensar que eu escrevi o que eu estou publicando na SKYNERD em apenas 1 mês… Vou querer lê-lo quando estiver pronto, com certeza. Boa sorte e não desista! (:

    • Eu me organizei tanto assim porque já tentei escrever coisas grandes e me perdi todo. Mas também não quer dizer que seja a única, ou a melhor, maneira de escrever.
      Até porque, a propria estrutura desse livro pede para ter uma organização maior, já que ele segue uma linha de narrativa meio que não linear.
      De qualquer forma, muito obrigado por ler, é muito importante para mim saber que tem gente que gostou do projeto e está interessado =)

  4. Não desanima… Estou 5 anos lutando por uma publicação, e te digo que quanto mais você espera melhor sua obra vai ficando e no dia que você tiver que falar sobre ela sentirá muito mais orgulho e terá experiência de sobra pra compartilhar!

    • Assim, sempre tem uma hora que acabo dando uma desanimada, mas já to a quase um ano trabalhando nesse projeto, com períodos de alta e baixa. (felizmente, melhorando o rítmo). Algum dia sai, mas a minha meta é terminar primeira versão antes do fim do ano que vem.

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