História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 3

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo.

Roland, O Pistoleiro que busca pela Torre Negra na cidadezinha de Tull. Porque é uma uma boa ideia usar algo mencionado na parte postada como capa.

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No ultimo post eles passaram por um corredor cheio de caixas de madeira. A maioria parecia estar vazia, mas isso não era importante, de qualquer forma. Não poderiam usar para nada. No fim do caminho havia uma porta fechada, o escritor se perguntou se aquela merda estaria trancada, mas logo parou de se perguntar. É obvio que estava. A dupla pararam de correr. Os oito não-zumbis-mas-algo-mais que vinham atrás deles não.

– Você faz música, deve saber abrir essa porra.

– Que?! Isso não faz sentido.

Foi o que Emílio disse, mas ele fez alguma coisa, afinal de contas. Deu um passo para trás e jogou o pé contra o meio da porta. Claro que a porra nunca abriu, quando que em momento de necessidade a porta abre de vez?

– Não no meio da porta, logo embaixo da maçaneta!

Um “crack” delicioso desprendeu do segundo chute de Emílio. O Escritor torceu para que o som tivesse sido produzido pela porta e não pelo pé do rapaz, mas a verdade era que as duas alternativas lhe seriam utéis, de um jeito ou de outro lhe faria escapar, contudo, sendo aquilo uma história, não achava que deveria perder coadjuvantes tão cedo. Afinal, no tipo de coisa que costumava escrever, pessoas morriam. Como não ouviu nenhum grito, imaginou que a porta começava a ceder de sua estrutura.

– Como cê sabia disso?!

– Internet. Internet e eu vi num filme também. Alguns. Agora continua com essa merda e me dá sua arma.

Pegou o outro revolver, quase deixando ele cair. Precisava fazer alguma coisa, ou, se antes não havia nenhum grito, em alguns segundos teriam vários. Pensando bem, pretendida que houvessem gritos de qualquer forma, mas preferia que eles não viessem de duas pessoas imprensadas contra uma porta.

– Comam chumbo! – foi a única frase heroica que conseguiu pensar no momento. As palavras fluiam melhor quando não tentava força-las. “Comam chumbo”. Que porra foi aquela.

Terror mais revolveres, ao menos, terror para ele. Isso era foda. Cool pra caralho, era tipo Edward Carnby nos tempos modernos. Ou Roland matando todo mundo em Tull, até agora sempre Roland matando todo mundo em Tull. Se sentia um pistoleiro.

Preferia uma 9mm.

Começou a atirar, claro. Os dois revolveres disparando quase simultaneamente contra os oito que corriam em sua direção. Pensava se teria oito balas ou ainda menos do que isso. A cada tiro disparado seu braço ia para trás. Os cotovelos pregados na cintura, tentando resistir o recuo da maneira que podia com o seu treinamento em videogame nos fins de semana – tudo bem, na maioria dos dias. Blam, blam blam, diziam as armas, explodindo seu conteúdo cada vez que o gatilho era apertado – e não puxado. Era uma bala para cada um deles, tinha que acertar, precisava acertar. E errou a maioria dos tiros, as pessoas não atiram usando as duas mãos a toa e dois revolveres de uma vez só era mais coisa de exibicionismo do que duelos de verdade.

Renan Barcellos, que tinha doritos e por isso coca

e que também tinha certeza não

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