História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 4

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo.

Não gosto do Resident Evil 4, mas Leon e os ganados foram uma referência que apareceu nessa parte.

No último capítulo o escritor começou a atirar, claro. Os dois revolveres disparando quase simultaneamente contra os oito que corriam em sua direção. Pensava se teria oito balas ou ainda menos do que isso. A cada tiro disparado seu braço ia para trás. Os cotovelos pregados na cintura, tentando resistir o recuo da maneira que podia com o seu treinamento em videogame nos fins de semana – tudo bem, na maioria dos dias. Blam, blam blam, diziam as armas, explodindo seu conteúdo cada vez que o gatilho era apertado – e não puxado. Era uma bala para cada um deles, tinha que acertar, precisava acertar. E errou a maioria dos tiros, as pessoas não atiram usando as duas mãos a toa e dois revolveres de uma vez só era mais coisa de exibicionismo do que duelos de verdade.

Cinco das balas passaram longe dos alvos. Indo se acomodar nas paredes do lugar ou então em alguma das caixas de madeira.  As duas primeiras, as que foram disparadas antes do coice das armas atrapalhar a porra acertaram alvos diferentes, na barriga, mas acertaram. A terceira acertou alguém  mas o escritor não teve tempo de perceber quem foi.

Não matou ninguém, é verdade. O papa só ia ter que pagar por dois, até agora. Mas um tiro na barriga dói. E mesmo os moradores da cidade estando infernalmente loucos, ainda sentiam dor. Os dois homens que estavam na frente refrearam sua corrida, amontoando os que estavam atrás. Foi uma boa brecha a que deram, e também uma boa visão para o Escritor, que via seu tempo de vida aumentar potencialmente.

– Anda lo…

Não precisou completar a frase, com um ultimo chute o Músico conseguira abrir o caminho. O batente se partiu e a porta se abriu com violência. Não havia ninguém com um machado esperando do outro lado.

– Bom trabalho, garoto prodígio, agora mecha esse traseiro gordo.

– Pera aí, você não derrubou nenhum deles?

– Cala a boca e continua correndo!

Passaram para a próxima sala. Uma saleta sem nada de especial. Material de limpeza decoravam o lugar. Daria até para fazer outro Molotov, mas não achava que tinha tempo dessa vez. Ainda estavam atrás deles.

A próxima porta que encontraram, por sorte, estava aberta, e lhes entregava a liberdade de um beco. No final das contas a rota improvisada tinha dado certo.

– Para onde agora? Você deve conhecer esse lugar melhor do que eu. – falava enquanto corria, sua voz já mostrava sinal de um conhecido cansaço que retornava.

– Tem uma garage por aqui, eu e a galera ensaiava lá. – falava rápido, parecia ser de Salvador. Não devia morar lá à muito tempo.

– Lead the way. – disse o escritor.

– Que?!

– Anda logo, mostra o caminho porra.

O rapaz virou em uma viela e continuou correndo. O escritor achava que não tinham sido seguidos, de qualquer forma, se foram, haviam despistado os filhos da puta que estavam atrás deles.

Não viram ninguém vivo nas ruas, o que era bom, pois tinha certeza de que não eram zumbis.

Claro que não eram zumbis. Nem nada que Leon Kennedy tenha enfrentado, na verdade.

Renan Barcellos, que tava bebendo suco de cajú

e que também esperava pelo dia dele

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