Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 7

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Sétimo post deste mini-projeto que tem sido muito interessante para mim. Desta vez passo para a etapa cinco do Snowflake, onde o autor do texto base diz para criar sinopses da história do ponto de vistas dos personagens. Uma pagina para cada personagem principal, meia pagina para cada personagem secundário.

Este é um passo interessante, algo que não fiz no livro que estou escrevendo e que teria sido bastante útil. Talvez não tenha tanta relevância num conto, principalmente pois há apenas um personagem ativo, mas irei fazer da mesma maneira.

Embora o resumo da etapa quatro já seja baseado em um ponto de vista de Revan, farei outro resumo, para ver o que pode sair dele. Após isso, farei um para O Castelo, o que creio que será uma tarefa bem complicada, e um para Jequiá e a mulher do pântano. O Castelo será considerado personagem principal, os outros dois personagens secundários.

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Iteração 5 – Parte 1

Revan

Durante toda a sua vida Revan não se importou com seus sonhos envolvendo a Ultima Torre, acreditando se tratar dos delírios de uma pessoa que no fundo tinha saudades do mundo exterior que conhecera em sua infância. Tudo isso mudou quando descobriu que os Senhores da Encruzilhada não estavam acumulando conhecimento sobre o Castelo, para poder combatê-lo, mas sim escondendo informação que poderia ser útil para entender melhor a construção viva que devorava o mundo. Sabendo que a torre que vira em seus sonhos não era mentira e que a chave para seus portões estava ao alcance de suas mãos, não sentiu remorsos em trair a sua ordem e se lançar em uma desesperada jornada que marcaria o seu fim. O mundo que um dia amara, onde tivera seus pais estava ameaçado da destruição, mas ainda haveria esperança se o castelo não tivesse devorado a tudo que existia. Precisava saber se ainda havia salvação e a torre era seu único meio.

No entanto, o roubo logo é percebido. Antes que consiga alcançar o Pântano da Realeza, Revan começa a ser perseguido. Ele não é um homem mal, tenta não ferir os inocentes, mas não poupa forças quando luta contra outros guardiões da biblioteca da encruzilhada. Sua espada não falha sequer contra Jequiá, seu melhor amigo. Mas em uma luta no topo de uma elevação, deixa-se cair nas águas do pântano, quando descobre que seu amigo sabia que os Sábios ajudavam O Castelo.

Quando acorda, aturdido, Revan vaga pelo pântano labiríntico, enfrentando criaturas estranhas. Sua salvação se dá na forma de um garoto ruivo, que o leva até sua mãe, uma estranha feiticeira que o ajuda sem motivo aparente. Revan desconfia da mulher, mas fraco e sem caminho, aceita a ajuda, passando a conhecer um pouco mais sobre sua misteriosa anfitriã. À noite, ela o ensina uma canção que abriria os pântanos, mas faz uma ressalva: Depois de proferi-la, o castelo saberá de sua presença. Determinado, o ex-guardião se vale das palavras que aprendeu, desvelando uma planície devastada, por onde segue seu destino.

De início ele não sabe dizer por que, mas sente que é o centro das atenções do Castelo. Uma sensação de inquietação cresce em seu peito. Logo paredes começam a ruir ao seu redor, pedras aparecem onde não deveriam estar. Ele vê a vontade do castelo ir de encontro a sua busca. E cada vez que avança, mas forte fica, até que é preciso lutar contra bizarras criaturas feitas de pedra de construção. Quando chega até a última ponte que o separa do seu destino final, a surpresa de encontrar Jequiá lhe esperando dura apenas um instante. O velho companheiro era a muito tempo um agente do Castelo. Em uma ultima luta, Revan mata seu antigo amigo, que ao morrer torna-se pedra, prendendo a espada de Revan em seu corpo.

Desarmado, ferido letalmente pela batalha, mas resoluto, Revan continua a avançar. Por um instante teme que sua chave não funcione, mas consegue usá-la, abrindo o portão da Última Torre. Lá dentro a vontade do Castelo reina quase suprema. E as mudanças que causa não são mais sutis ou com a aparência de acidentais. Correntes surgem do nada para tentar capturá—lo. Degraus se esfarelam sob seu pé, pedras tentam atingi-lo. Barras de ferro se materializam das paredes. Mas Revan avança e triunfa. Chega até o terraço, onde avista o mundo lá fora. Sentindo sua vida escorrer, deixa-se cair pelas ameias do castelo. Sua missão foi cumprida, ainda há esperança. Outros salvarão o mundo. Morre muito rápido para sentir o toque do mundo livro.

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Não ficou tão diferente do resumo feito nas partes 5 e 6 dessa série de posts. No entanto houveram algumas mudanças. Decidi, por exemplo, que Revan nasceu fora do castelo e acredita que seus pais não foram engolidos por ele pois estavam em uma longa viagem. Isso foi a quase quarenta anos, mas a lembrança dos pais e de onde vivia nunca saíram de sua mente, caracterizando um outro motivo mais pessoal para se embrenhar em sua jornada.

Agora que eu terminei esse resumo, uma idéia me veio à mente. Seria muito interessante se ao invés de simplesmente mostrar a história do ponto de vista do personagem, essa etapa deixar o personagem mostrar a história. Ao invés de usar terceira pessoa, como normalmente é usada em sinopses, utilizar a primeira pessoa e a voz do personagem em questão pode ser bem mais instrutivo.

Pensarei em fazer essa “etapa modificada” futuramente. No próximo post, mostro o ponto de vista do grande “vilão”. O Castelo.

Renan Barcellos, que quebrou o código de só beber coca aos fins de semana
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3 comentários sobre “Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 7

  1. “Desta vez passo para a etapa cinco do Snowflake, onde o autor do texto base diz para criar sinopses da história do ponto de vistas dos personagens.”
    Não teria sido mais interessante tentar escrever essa sinopse em primeira pessoa? Mesmo que o conto não seja, talvez te ajudaria a trabalhar mais com sentimentos dos personagens. Sei que não há regras tão fixas para sinopses, mas geralmente penso nelas como curtas, é um tanto engraçado ver essa maior que o parágrafo inicial. Mas continua interessante de todo modo.

    • Eu até falei que poderia ser legal escrever em primeira pessoa, mas eu só tive a ideia depois, então acabei não fazendo. A ideia de sinopse me fez pensar em algo em terceira pessoa, por isso só depois pensei na questão da primeira pessoa.
      Bom, sobre o tamanho dela, sinopse é um resumo, então acho que não tem exatamente um “tamanho”. Inclusive, tem aquelas sinopses que vem na orelha do livro e são gigantes.

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