Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 8

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Agora a segunda parte do quinto passo do snowflake. Dessa vez, fiz uma “sinopse” baseada no ponto de vista do castelo.

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Iteração 5 – Parte 2

O Castelo

 A encruzilhada era um lugar interessante. Os humanos ali ficavam em uma rota movimentada, em um local de fácil acesso para várias áreas adjacentes. Até mesmo tentavam organizar algo que existia no lado de fora, um reino. Tinham um Rei, até, embora não fosse ele quem mandava. Quem mandava no lugar eram os tais sábios, os bibliotecários, eles detinham todo o conhecimento que passava pelo lugar, pegavam todos os livros. Dizia para todos que eram contra O Castelo, que queriam derrotá-lo, quando na verdade apenas escondiam informações das outras pessoas, escondendo o que eles sabiam, esperando que o Castelo lhes desse alguma atenção. Particularmente, O Castelo não dava a mínima, achava engraçado aqueles homens, mas isso era tudo. Queria apenas ser um Castelo de verdade e acabava colaborando, ou fazendo o que era esperado, porque isso estava dentro da noção de um reino. De forma que a biblioteca aos poucos passou a parecer uma biblioteca e a sala real uma sala real.

E tudo seguia dessa forma, até que Revan surgiu. Ou melhor, até que Revan se destacou. O Castelo realmente nunca se interessou muito pelos guardiões, tirando Jequiá, que tornou o seu agente, mas aquele guardião, o que já fora escravo, mudou. O Castelo não sabia por que, mas Revan decidiu ficar contra aqueles que o tiraram de uma vida não muito digna. Quando roubou a chave da última torre, tudo passou a ser mais interessante. Quem ganharia? Quem sairia vitorioso? O Castelo instruiu Jequiá a perseguir Revan, pouco depois da chave ser roubada, todos já sabiam quem a roubara, avisados pelo Agente do Castelo. Na fuga, deixou tudo pela conta de Jequiá.

Não tomou muito interesse quando Revan estava no pântano. Nada de muito importante poderia acontecer ali. O humano teria que lutar contra feras, procurar uma saída das arvores, lamas e gavinhas, ou então se perder e morrer de fome. Era mais provável que perecesse, haviam caminhos, mas eram poucos. Até que ouviu a canção. Eram poucos que podiam cantá-la, que conseguiam cantá-la. Sentiu-se forçado a abrir o pântano e a mostrar a Revan as suas planícies de testes, onde dispensava o que não era mais necessário.

O Castelo não gostava da canção, mas também não desgostava. Achava fascinante e aterrorizante como simples humanos conseguiam com palavras impor sua vontade sobre ele. Quando os humanos usavam a canção, via aquilo como um desafio. E foi um desafio que aceitou. Não deixaria que Revan vencesse. Começou pequeno, quase em uma chamada para um duelo. Mostrando que estava prestando atenção, que iria entrar naquele jogo. Mexeu pedras, derrubou coisas. Atrapalhou, irritou. Depois mandou seus construtos, e por fim Jequiá. Conversaram muito os dois antes de lutar, não conseguia entender alguns comportamentos humanóides. Não interferiu, mas ao fim de tudo, tomou a espada do humano. Não precisaria dela para o verdadeiro duelo. Ele vencera seus servos, iria agora enfrentar sua vontade.

Quando Revan chega à aquela torrezinha, O Castelo tenta atacá-lo, prendê-lo. Ele é justo, não usa força excessiva, além do mais, o humano sequer está usando mais da canção. Naquele lugar pode fazer o que quiser, mas já usou tudo que podia de outras vezes, não era tão interessantes. Dá chances para o humano, deixa-o com um desafio. Um verdadeiro desafio, algo que pode ser triunfado. Dá uma trégua para o humano quando ele chega até as ameias da torre, espera para ver o que ele fará, mas ele nada faz, apenas sucumbe ante aos ferimentos. Decepcionado, O Castelo se volta para alguma outra coisa importante. Afinal, porque o homem queria chegar até aquela torre? Devia ter algo a ver com dinheiro, humanos sempre fazem coisas por dinheiro.

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Foi um pouco complicado fazer essa sinopse no ponto de vista do Castelo porque ele é… Bem um Castelo mágico e não pensa ou enxerga as coisas exatamente como um ser humano. Embora eu não saiba se essa personalidade que eu dei para o castelo seja realmente a que ficará (afinal, este setting não foi exatamente idéia minha), ou até mesmo se ele só possui uma personalidade, eu gostei da questão de colocar que, para ele, aquilo não tinha muito significado. Era só um cara chegando em uma torre. A questão da canção eu também inventei na hora.

No próximo post mostrarei o ponto de vista da mulher da floresta ou de Jequiá.

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2 comentários sobre “Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 8

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