Projeto Steamlesspunkless A – Semana 20 – Duas Dezenas Completas

Essa foi a segunda dezena que completei desde que comecei a escrever esses relatórios ou qualquer coisa que eles sejam. Acho que minha situação não mudou muito com o passar do tempo, continuo com as mesmas inseguranças, os mesmos medos e continuo olhando para o livro e achando uma bosta. Na verdade, provavelmente isso se intensificou um pouco. Contudo, é interessante ler posts anteriores e ver que eu ainda estava na primeira parte do livro, ou que sequer tinha atingido 50.000 palavras. Na época isso me parecia bem significativo, uma enorme barreira vencida, agora vejo que foi só mais uma etapa e consigo notar que estou progredindo bastante na escrita do livro. E claro que eu não reli posts antigos, não tenho tempo pra isso.

No decorrer dessas várias semanas, a partir de determinado ponto eu comecei a reclamar que eu estava achando alguma coisa estranha na forma como a narrativa estava saindo, como se estivesse diferente do inicio do romance ou coisa parecida. Foi até por isso que eu voltei a escrever no caderno, para tentar recuperar isso. Bom, eu acabei percebendo o que era. Ou pelo menos parte da questão.

Acontece que no início das coisas que escrevi, eu entrava mais no psicológico dos personagens, sem ter medo de dizer que ele sentiu aquilo ou fez tal coisa por causa disso, contudo, com o passar do tempo, de alguma forma entrou na minha cabeça que eu não tinha escrito dessa forma, que eu havia tentado mascarar isso para o narrador não “entrar na cabeça dos personagens”. Aí em vez de eu falar que tal pessoa sentiu uma raiva assim e assim, eu comecei a dizer que ele parecia com raiva.  Pode parecer uma coisa pequena, mas não junção de vários momentos e em se tratando de outras possibilidades, pode mudar bastante coisa.

Além dessa descoberta, que foi bastante útil, avancei bastante nos capítulos. Terminada o interlúdio no Trapeixe, que provavelmente mudará de configuração, já que ficou um pouco grande, terminei o capítulo 22, que mostra o momento em que os mercenários pela primeira vez entram na propriedade de seu contratante, tudo sob a visão de um deles, para que eu possa explorar mais sua personalidade e passado, e comecei o capítulo 23, que marca uma mudança brusca no ritmo da história. Para falar a verdade, se eu fosse dividir o livro em dois, creio que esse momento seria o melhor para fazê-lo. Inclusive, isso é um pensamento bem recorrente meu, pois “fechar” alguma coisa, diminuiria bastante minhas dúvidas e medos. Além de permitir que eu observe como tudo está saindo. No entanto, estou determinado a terminar tudo primeiro e depois pensar sobre isso.

Um dos pequenos “problemas” que surgiram é que, embora não exista personagem principal, mas sim um conjunto deles, Lorick se sobressai em muitos momentos. Ele morava na cidade, o único que morava na cidade e tem idade para ter uma história lá, então é natural que ele seja de certa forma mais afetado, ou acabe tendo um pouco mais de interação. No entanto, tenho quase certeza de que ele não se parecerá como o personagem mais importante em nenhuma ordem.

Os outros projetos estão seguindo a passos lentos, tirando o projeto da Última Torre, no qual tenho trabalhado quase todos os dias. Gostaria de fazer todos os passos do snowflake com eles, mas alguns ou não fazem sentido para um conto, ou demorariam muito e eu não conseguiria terminar a tempo. Portanto, acho que a iteração 6 será a última que farei antes de começar a escrevê-lo.

Guerra como é no livro que estou lendo agora. Só para ocupar espaço

Em relação à leitura, terminei Pilares da Terra e A lenda do Cavaleiro sem Cabeça, começando a ler O Jogador de Dostoievski e O Tigre de Sharpe, de Bernard Cornwell. Ainda não tenho uma opinião muito sólida sobre o primeiro, pois li pouco, mas o que posso dizer do segundo é que é um livro legal e que será uma interessante leitura para mim por se passar em 1799, uma época bastante próxima da Era Vitoriana e também por tratar de uma guerra, falando de armas e equipamentos, referencias importantíssimas para o meu futuro projeto que se passará no Brasil. E também, vendo senhor dos anéis, tive idéia para um novo projeto.

Renan Barcellos, Que realmente deveria pegar um café 

e sabia que um dia ninguém ousaria desafiá-lo.

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