Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 10

“Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita.

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem.

Última parte do quinto passo do método snowflake. Desta vez, um resumo do ponto de vista de um dos vilões, Jequiá. Sendo este o ultimo personagem a ganhar uma “sinopse”.

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Iteração 5 – Parte 4

Assim que Revan roubou a chave da Última Torre de uma dos cofres da biblioteca, Jequiá ficou sabendo. Quando o ex-guardião tentou fugir, Jequiá soube para onde ele se dirigia. Já fazia tempo que Jequiá ouvia sussurros em sua mente, murmúrios de vozes cavernosas ou cristalinas, ele soube desde o início que era o Castelo quem falava com ele, que requisitava os seus serviços. Havia aguardado por muito tempo por uma grande tarefa, antes disso fazia apenas pequenos serviços para a entidade que abrigava a todos da Encruzilhada e, quando Revan roubou a biblioteca, recebeu a sua chance.

Jequiá não se importa com Revan, foi amigo dele um dia, mas agora estão de lados opostos. Amaldiçoou a sorte do antigo colega quando este fugia pelos corredores até o terraço, ele sempre parecia achar uma passagem. Quando lutou contra ele no terraço estava disposto a matá-lo quando o encurralou, contudo, cometeu um erro, nunca imaginou que o velho guardião iria se jogar daquela altura, carregando armadura, nas águas lamacentas do pântano.

As vozes nunca reclamaram, mas Jequiá sabia que o Castelo estava furioso com seu desempenho. Seguiu as ordens que recebeu cegamente, com alegria, esperando pelo momento em que seria mais uma vez útil. Em sua mente, viu uma torre, viu uma ponte. E soube para onde deveria ir, onde seria o confronto final. Algo lhe disse que ele seria o último obstáculo que Revan encontraria, a última arma. E ele acreditou. Andou por muito tempo, incansavelmente, sem parar. Quando chegou no palco do derradeira batalha, esperou.

No combate final tentou conversar com Revan, não para fazê-lo desistir, mas tentando que seu antigo amigo se arrependesse de desafiar o Castelo. Teria que matá-lo de qualquer forma, mas ao menos ele estaria em paz com o grande devorador. Jequiá viveu o suficiente para sentir sua carne transformando-se em pedra, o desespero só durou um instante antes de perceber que mesmo em morte, estaria servindo ao Castelo.

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Não ficou exatamente muito detalhado, mas creio que pude ter uma noção de quem é Jequiá. Acho que a melhor sinopse foi mesmo a do Revan, embora como a história é pequena, isso é bastante justificado. Eu realmente não tenho muito para falar sobre Ellira e Jequiá, por exemplo. Em um romance, creio que isso sairia de forma diferente. No entanto, escrever isso me deu uma noção maior de como será o comportamento do sujeito, que vai ser um pouco fanático e cego em “sua servidão” para com o Castelo (na verdade, ele que acredita que as cosias são dessa forma, que ele é importante de alguma maneira).

No próximo post, voltarei ao resumo da história, com a sexta iteração do snowflake.

Renan Barcellos, que nem água havia bebido ainda

e que já pediu aos ventos a queda de alguns reis.

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