Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 11

“Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Agora começo a sexta etapa do snowflake. Esta etapa é novamente sobre expandir o conteúdo da história. Aqui, é preciso transformar cada um dos quatro parágrafos que resumiam a história em uma pagina completa.

Nesta postagem, terá a pagina que foi escrita baseada no primeiro parágrafo, então dando seguimento, mostrarei as páginas subseqüentes.

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Iteração 6 – Parte 1

Por toda a sua vida os sonhos acompanharam Revan, no entanto, apenas com cinqüenta anos que a realização o atinge e ele percebe que aquele é o seu destino, que é o que precisa fazer. Sendo um dos mais confiáveis homens de armas da encruzilhada, um dos Guardiões da biblioteca, não foi difícil entrar nos cofres onde residia a chave da Última Torre, e ele a pegou sem remorso algum. Não poderia se arrepender, não depois de saber que os sábios haviam lhe contados mentiras por toda a sua vida, que ele havia trabalhado em ajuda a exatamente aquilo que pensava combater. Contudo, Revan não imaginava que seria descoberto tão rápido.

A história começa quando Revan se liberta de seus devaneios sobre a Última Torre logo após abandonar a Encruzilhada por caminhos menos usados. Ele houve o barulho de passos apressados e de vozes que vêm atrás dele. Ele adianta seu caminho, imaginando que não estão atrás dele, não pode estar atrás dele. Contudo, após se esconder em uma reentrância escura, em um momento em que ficou em dúvida se aguardaria quem vinha atrás dele ou se esconderia, descobre a partir de dois jovens guerreiros que realmente estão atrás dele. E estão tentando fechar a única passagem que pode levar Revan até o complexo que ele pretende atingir.

Esperando que os soldados se retirem, Revan consegue se evadir. Ele adianta o passo, querendo chegar antes que a passagem seja fechada. Ele vai com cautela, mas dessa vez não pretende se esconder. Luta com alguns soldados, antigos colegas e comandados seus, companheiros naquela vida de escravidão dentro do Castelo. Eles agora o vêem como um traidor, um perjuro, um inimigo. Revan sente por isso, mas não abandona sua missão, é verdadeiro aos seus objetivos e persiste. Ele tenta não matar seus inimigos, e sua perícia com a espada permite isso, e embora ele tente acreditar que não matou ninguém, não tem como estar certo disto. Chegando até a passagem, consegue encontrar o caminho liberado, mas precisa matar o único aprendiz que teve em sua vida, para que possa passar. Ele explica seus motivos no leito de morte do homem, que sorri e lhe deseja boa sorte.

Entrando num labirinto de pequenas passagens e corredores com pouca manutenção, sujos, com pedras deslocadas e plantas nascendo em cantos estranhos, Revan percebe que está sendo seguido. E que seu perseguidor era um Guardião. Revan avança pelos corredores, percebendo que de alguma forma o Castelo tenta lográ-lo de sua missão. Ele tenta chegar até os portões inferiores que levam até os Pântanos da Realeza, contudo, não consegue achar o caminho, mesmo tendo estudado aquelas passagens por muito tempo. A corrida se intensifica e ele acaba se vendo cada vez mais indo para cima, em direção ao terraço daquela região.

Quando Revan se vê no topo do terraço, perto das ameias, seu perseguidor logo se revela, e ele percebe estar lidando com Jequiá, seu mais antigo amigo e também companheiro seu na ordem dos Guardiões da Biblioteca da Encruzilhada. A conversa deles é breve, Jequiá tenta dissuadi-lo, Revan de alguma forma desconfia que ele está com o castelo, ele sabe mais do que deveria. A luta é breve, pouco mais de alguns golpes são trocados, durante o conflito Revan consegue se livrar de sua pesada armadura e então no fim se joga das ameias, em direção às águas lamacentas do Pântano da Realeza.

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Foi um processo bem interessante fazer essa pagina pois, por se tratar de um conto e não de um Romance, eu praticamente mencionei praticamente tudo o que realmente acontece. Inclusive, acredito que se eu me aprofundar, acabarei criando detalhes que extrapolariam o tamanho que pretendo atingir com esse conto (isso se já não tiver extrapolado, o que é bem possível :x ).

Renan Barcellos, que percebeu que só costuma beber a partir do almoço

e que tentava se manter acima da tristeza

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