Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 12

“Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Ainda na sexta etapa do snowflake, aqui vai a extensão do segundo parágrafo.

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Iteração 6 – Parte 2

Revan acorda aturdido depois de horas desacordado. Ele passa alguns instantes olhando ao redor sem reconhecer muito bem o panorama que tem diante de si. No entanto, logo reconhece as redondezas e percebe que foi bem sucedido. Alcançara os pântanos e ainda estava vivo. Saindo das águas lamacentas, ele tenta se limpar como pode, tentando purgar de seu corpo as impurezas do pântano da realeza. Depois de muito persistir, caminho para dentro das charnecas.

O caminho não é fácil de encontrar, ele está com frio e não encontra uma direção a seguir. Tropeçando em raízes escondidas, vencendo poças profundas, ele continua sem se demover de seu intento. No entanto, perdido anda sem rumo à procura da Última Torre. Aos poucos, as horas vão passando e a luz vai diminuindo. A noite cai, sem que o ex-guardião encontre qualquer lugar para que possa guiar. Teme estar andando em círculos.

Depois que anoitece, não demora muito até que comece a ouvir barulhos estranhos. Pássaros que nunca viu piam em cima de galhos retorcidos, pequenos animais farejam ao seu redor. No entanto, logo tudo fica silencio e o exímio guerreiro percebe que há algo em seu encalço, algum predador faminto por sua carne. Não demora muito para que Revan precise se defender de famintas criaturas de dentes afiados e temperamento hostil. Armado apenas com sua espada, rechaça os predadores, seguindo em frente e torcendo para que não seja atacado por algo pior. Mas ele é. Uma fome de dias o acomete, bem como as dores de tudo o que havia passado. Insone, faminto e com várias escoriações, continua sem rumo, temendo por sua vida, até que encontra um garoto.

Primeiro Revan pensa que o garoto se trata de algum espírito, alguma fantástica criatura que habita aqueles pântanos, mas depois de uma rápida conversa, entende que ele mora nas proximidades com a mãe. O garoto está curioso, não parece ter tido muito contato com pessoas e logo oferece para levá-lo até onde a mãe está. Revan aceita a oferta sem demora e, cambaleando, segue até a choupana onde mãe e filho moravam. Quando alcança o local, não consegue muito mais do que um vislumbre da mulher antes de finalmente desmaiar.

Quando Revan acorda, vê a mãe do garoto em um banco ao lado da cama, lendo um livro antigo, uma cena quase surreal naquele lugar. Ele se levanta e descobre o nome dela, Ellira. Ela diz que tratou das feridas dele, e que pode encontrar comida na mesa. Dolorido, ele se levanta e pega a comida, logo em seguida sentando na cama de volta. Perguntando como pode retribuir aquilo, Ellira diz que ele pode falar para ela novidades de outras partes do Castelo, pois a muito tempo não encontra nenhum viajante e as pessoas que moram no pântano não costumam saber muitas coisas. Eles conversam e Ellira fica sabendo do motivo da viagem do guardião, o que atenua um pouco o ceticismo e desconfiança que ela apresentava anteriormente. Revan pede então por um meio de sair do pântano, Ellira apenas lhe diz para dormir, coisa que ele faz instantaneamente.

No dia seguinte, Revan acorda grogue, com Ellira lhe dizendo que irá ensinar e ele como abrir o pântano, como forçar o castelo a fazê-lo. A mulher o faz gravar palavras estranhas, rigorosamente, até que se dá por satisfeita e diz que agora ele pode partir. Revan se despede dela e do garoto, antes de sair, Ellira lhe diz para ter cuidado, pois ao proferir as palavras, a Canção, o Castelo tomará consciência de sua presença. Revan sai e fazendo o que foi instruído, acaba por revelar uma passagem para uma extensa planície.

Acordando depois de desmaiar, Revan se vê nos Pântanos da Majestade, um local de acesso proibido para os moradores da encruzilhada. Anoiteceu, com frio, ele segue se embrenhando no local, lutando contra criaturas selvagens que vão atrás dele. Perdido e com fome, tropeça na escuridão a procura de uma saída, até que é encontrado por um garoto ruivo, tomando por um espírito ou uma criatura fantástica. Mas logo é levado até a casa da mãe do garoto, onde recebe um leito, comida e conselhos. Aprende com a mulher uma forma de passar pelos pântanos, uma canção que faz com que O Castelo deixe a pessoa passar, mas que chama sua atenção. Ao sair da cabana, Revan tenta a canção e logo se vê em uma planície.

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Renan Barcellos, que pensava em pegar café

e que não se importaria de visitar Asgard

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