Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 13

Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Este aqui é o penúltimo post da sexta parte do Snowflake. A ideia se mantém a mesma, expandir um dos parágrafos que resumia a história para uma pagina inteira, ou perto disso. Acho que nesse ponto não é preciso ser rigoroso, se você escreveu, escreveu e chegou a duas paginas, não apague ou tente diminuir, minha opinião é que não tem problema pecar pelo excesso nessa parte do design, se surgir algo interessante, vá escrevendo.

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Iteração 6 – Parte 3

Revan avança sobre a planície, maravilhado. Ele nunca havia visto um lugar tão aberto como ali, tão limpo. Por um instante, pensa que está do lado de fora do Castelo e anda vários metros, maravilhado com a idéia, contudo, logo percebe que é tolice pensar aquilo, ele ainda está preso no onipresente Castelo, ao longe, bem ao longe, consegue divisar a silhueta de imensas muralhas, ele segue em frente. Revan logo começa a ver pedaços aleatórios de alvenaria, paredes solitárias, colunas caídas e se pergunta o que afinal, seria aquele lugar. O que fazia o Castelo ali.

Com o passar do tempo, a quantidade de detritos começa a aumentar, e por Revan começa a sentir que alguma força invisível está contra ele. Pedras aparecem nos piores lugares, lascas de tijolos que ele tinha certeza não estarem ali, o fazem tropeçar. Começa muito discreto e discretamente a sensação vai aumentando. Paredes desmoronam logo ao seu lado a areia do lugar torna difícil a sua passagem. Primeiro começa com uma paranóia, mas logo ele percebe que realmente é o centro das atenções do monstruoso Castelo. Começa a acelerar o passo, temendo o que possa ser feito contra ele.

Um teto quase desaba sobre si, vasos de cerâmica explodem quando ele passa, tudo começa a ficar muito mais vivo, como se de alguma forma estivesse esperando que passasse. Quando começa a acelerar seu passo, pequenas criaturas formadas de entulho passam a atacá-lo, depois as pedras tomam vida em pequenos golems. O castelo parece estar moldando um arsenal de criaturas sem vida para atacá-lo. No entanto, Revan persiste e triunfa sobre a dificuldade.

Quando começa a sentir a exaustão e a dor de cabeça por estar em um deserto, que ele agora imagina ser alguma forma de campo de testes do Castelo, vê ao longe uma torre. Uma torre alta demais, que ultrapassa as imensas muralhas. A última torre. O Ex-guardião derrota seus inimigos com presteza, começando a correr em direção ao lugar, numa fuga desesperada. Mais inimigos surgem, tentam atrapalhá-lo, ele rechaça a todos, até que percebe que há apenas um caminho até o seu destino. Uma ponte, e uma pessoa o aguarda. Os últimos inimigos se afastam, como que mostrando respeito, e deixam ele seguir até Jequiá, que o aguarda na ponte.

Revan primeiro conversa com Jequiá, dizendo que imaginou que ele estivesse do lado do Castelo, mas não sabia que seria daquela forma. Jequiá diz que ser servo do Castelo lhe possibilita caminhos secretos, então prega sobre a magnificência do Castelo, de todo o poder que ele recebe. Jequiá tem o brilho dos fanáticos, mas antes de que a luta comece de fato, os dois antigos amigos se despedem, sabendo que ali acaba a vida de algum deles. Eles lutam, a ponte parece tremer sob o clangor das espadas. No fim, Revan acaba ferido mortalmente, mas seu golpe mata Jequiá, que sorri para ele e se transforma em pedra, capturando para sempre sua espada.

O Ex-guardião sabe que recebeu um golpe mortal. Desarmado e morrendo, segue em direção a Última Torre.

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Acho que essa parte da história foi a que mais ampliei desde o passo anterior. Para falar a verdade eu não tinha muita ideia de como preencher o gap entre a nova luta com Jequiá e o momento em que Revan sai do Pântano da Realeza. E é interessante que não foi nada muito forçado, talvez pelo tipo de história, não sei dizer, mas os detalhes os quais fui acrescentando vieram fácil. Fiquei bastante satisfeito com o resultado.

Renan Barcellos, que tinha bebido nescau

Watashi wa eru desu

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