História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 1

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

 

Protection from what?
Protection from what?

 

O escritor se perguntou por que diabos foram para aquele lugar. Só tinha uma saída, só tinha uma entrada. Não era o melhor lugar pra se ir. Caralho, ele tinha lido tudo o que é de zumbi que encontrara pela frente. Jogara vários jogos também. Até assistira Romero, dia, noite madrugada, a porra toda. Não que aquilo fosse realmente um zumbi, um possuído, repetiu para si mesmo. Sim possuído. No entanto fosse o que fosse, estava entrando no galpão, com seis de seus melhores amigos. Pensou em pokemon. Pensou em como sair dali. Mas seu cérebro estava em pane, eles taparam a única saída. Porra, sabia que iria se arrepender daquela merda.

Os possuídos entraram a passos lentos, como que olhando o lugar. Quase farejando. Procurando suas vítimas. Estava escuro, eles não enxergavam no breu, isso era bom. Sem visão noturna, sem bolas de fogo, pelo menos era mais fácil que Doom.

Olhou para os lados, procurando com o que se proteger. A arma, pensou. A arma. A arma descarregada. Puta merda. Se fosse pesada o suficiente pelo menos dava para jogar nos caras, não é, Tommy, pelo menos dava para jogar em zee germans. Mas era leve e…

Caralho. Caralho.  Ele balançou a cabeça tentando pensar. Uma solução não vinha à sua mente, só um monte de coisas dispares, tentativas de formar um pensamento coeso. Tentativas de criar a partir do conjunto de arquivos chamados memória algo que se adequasse à aquele estado.

Ainda não tinham visto os dois. Claro, estava escuro. Escuro pra caralho. Como tinham achado eles lá, afinal? Balançou a cabeça de novo. Fazia isso com freqüência. Tinha que lidar com o agora.

Pegou seu caderno, aquele que escrevia. Precioso pra caralho. Por isso valioso. Posicionou no braço quase ao mesmo tempo que lembrava do interruptor. O desespero se espalhava em seu cérebro como uma nuvem tóxica, corrosiva, clamando suas faculdades, trazendo o medo, Trazendo o fracasso. Mas tinha que sair dali. Ele se conhecia. conhecia muito bem. Respire fundo, respirou fundo. É só uma história.

Só uma história. Se lembrou. Aquilo era só uma história. Tudo bem, é verdade que não era só uma história. Era uma história filha da puta que podia matar ele e Emílio. Por sinal, aonde andava o garoto? Parado num canto, imaginou. Mas talvez não.

Os olhos piscaram. Suor descia da testa. Era uma história.

Uma história… Uma história…

Ele escrevia história. Um estalo, um interruptor ligou a luz de sua consciência criadora. Sabia o que vinha numa história como aquela. Sabia o que poderia vir. E, bem era a única coisa que poderia fazer, no fim das contas.

Tempo. Criar tempo. Trazer tempo.

O caderno, sua única arma. Um artefato com bônus de mais cinco em brainstorm atravessou o escuro do galpão. Podia ver os possuídos que entravam, podia ver a luz da lua que iluminava a entrada, rasgando as trevas em meia luz.

Era a mão, ou então o braço que procurava. Mas o caderno acertou a cabeça. Bom, já era alguma coisa. Era uma boa coisa. O possuído caiu, assustado. Não esperava o ataque. Eles podiam se assustar. Anotou mentalmente. Aqueles possuídos eram mais meia boca do que imaginava. Orçamento ruim, sorriu. Um sorriso amarelo quando pensou que o roteiro ainda não acabara e o diretor era um filho da puta.

Esqueceram o interruptor por um instante. Olharam para as trevas. Não viram o escritor. Não viram Emílio. Mas sabiam de onde o caderno tinha sido disparado. Na verdade, não sabiam que porra era aquela, mas tinha vindo daquele canto da sala. Um canto ocupado por um sujeito que ainda queria chegar no fim da história.

Renan Barcellos, que bebia café com leite e nescau

e que não entendeu porra nenhuma

Anúncios

4 comentários sobre “História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 1

  1. Passei essa ultima madrugada lendo toda essa historia… e sério, não é algo que eu aconselho porque sonhei que tava em terra nova e era, no caso, a escritora. kk’ Mas tô curtindo bastante ela e teu blog, vou tentar ler os outros projetos e tudo. Parabéns.

    • Que bom que gostou da história, Arielle, obrigado por ler a história!
      Terra Nova nova você diz a série do Steven Spielberg? Ainda não assisti ela, mas to com vontade!
      Então ao invés de “zumbis” tinham dinossauros atrás de você? xD

      • Essa mesma, olha se você não se apegar muito alguns detalhes a série é ótima. Sim kk’ foi uma coisa bem louca, mas divertida.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s