Projeto Steamlesspunkless A – Semana 26 – Sobre metas não alcançadas e problemas na história

Primeiro eu tenho que dizer que desta vez não consegui alcançar a meta. Pelo menos em relação ao livro. Minha meta mensal estava estabelecida como 20.000 palavras no Word por mês e desta vez eu consegui apenas 16.500. O fato me deixa um pouco chateado, afinal eu estava conseguindo manter todos os ritmos que eu havia estabelecido. Contudo, não é exatamente algo que é muito ruim, uma catástrofe ou algo parecido.

Na verdade, eu escrevi MAIS de 16.500 palavras no mês, só que 9.000 delas foram direcionadas à Última Torre. Se contar tudo, escrevi umas 25.500 palavras, o que é um valor 25% maior do que o teto que eu estava colocando, embora contemple um projeto paralelo. Certo, eu não consegui atingir o que eu queria para o livro, mas ao menos em matéria de esforço, eu continuo com o mesmo nível. Sem contar que, as metas não são algo com o qual eu deva me digladiar, mas sim me guiar. Na verdade, seria um grande problema se eu começasse a ficar muito angustiado em não cumprir a meta, pois mostraria que eu estou disposto a forçar a escrita do livro a custo da qualidade que procuro, o que, acredito, não é o caso.

Um meme triste para a meta não alcançada

Tendo dito isso, aos progressos (ou não) da semana passada:

A semana passada eu foi a que escrevi menos, apenas 4.500 palavras. E cada uma delas foi para terminar o capítulo 26.  Todo dia que passava eu achava que aquele era o ultimo que o capítulo 26 veria, mas ele foi persistente e disse que iria continuar e continuar. Ao todo, este capítulo ficou com umas 9.000 palavras, o que é bastante, é um dos poucos os quais, acredito eu irei cortar um monte de coisa, sem nem esperar algum editor ou leitor critico pedir para que eu o faça. O problema não é o tamanho, eu não quero diminuir este capítulo para que ele fique melhor, só que existem algumas partes que não estão se encaixando bem dentro dele e que eu precisarei retirar (uma delas eu vou colocar mais à frente no livro, porque gostei muito).

Eu também descobri algo importante, embora ruim. Muito ruim. Apesar dos planejamentos que eu fiz, conhecendo toda a trama de antes de escrevê-la eu percebi que há uma falha na história. Na verdade, não é uma falha. No final, tudo se encaixa e até onde posso perceber não há contradição alguma, seria um ótimo final… Para o início de uma série.

E qual o problema de ser um bom final para o início de uma série? Bom, porque embora eu tenho planos para continuar essa história, eu quero (e preciso), que esse livro funcione sozinho. Que a história nele tenha início, meio e fim e que quem leu perceba que acaba ali. Que aquela etapa chegou ao fim e o que vem depois é uma outra história. O que não está exatamente ocorrendo da forma como as coisas estão. E eu tenho quase certeza que o que estava me incomodando sobre a segunda parte do livro e o seu final (coisa que comentei várias vezes) é justamente isso.

Mas qual a diferença?

A diferença é que em uma série, ou um livro com continuações, uma batalha tem que ser resolvida, mas uma guerra não precisa. Para que eu (e provavelmente também os leitores) consigam encarar o livro como um livro solo, é preciso que a guerra seja resolvida, podendo deixar gancho para outras guerras que virão. É algo parecido com metaplot que alguns cenários de RPG possuem. Sinceramente, eu não sei se estou falando besteira ou não, mas sinto que há muito sentido no que estou dizendo e em recônditos escondidos da minha mente, tenho quase certeza que já li sobre isso em algum lugar que falava sobre literatura (mas com palavras mais bonitinhas e explicativas do que usei). Para os que assistiram O Hobbit, pensem no Orc branco que foi incluído no filme, ele é uma tentativa de deixar a primeira parte do filme com um conflito (algo que realmente a primeira metade da história precisa se você dividir em duas), que não é resolvido, mas que tenta dar a impressão de que o filme tem começo, meio e fim (embora, não, não tenha, desculpa Peter Jackson)

Tendo percebido isto no ponto em que estou ainda é possível consertar (inclusive já li um livro sobre isso). Na verdade, é mais do que possível consertar, porque eu não precisaria mudar o que foi escrito, apenas o que ainda não foi escrito. Contudo, entretanto e todavia, eu decidi (decidi agora, enquanto escrevo isso para falar a verdade, ou talvez tenha percebido), que eu QUERO cometer esse erro. Eu quero ver como a história vai sair do jeito que está. Quero dar uma chance ao final que pensei? Não sei. O que eu consigo dizer é que eu quero cometer esse erro para eu sentir ele e aprender com isso.

Essa decisão me trás ainda duas outras considerações:

Então aquela organização toda que você fez antes de começar a escrever foi inútil?

De forma alguma, pelo menos para mim, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Deveria até ter me demorado mais nela (e talvez evitado isso), mas a questão é, gosto muito da história como está e ela não estaria dessa forma se eu não fizesse todo esse preparo. Muitas idéias não teriam surgido e certamente não teriam vindo durante a escrita do livro. (a narrativa não linear, por exemplo). Sem contar os personagens, que não seriam nem sombra do que eles são no momento.

Então quer dizer que você vai ter um trabalho dos infernos depois que terminar de escrever?

Provavelmente. Eu realmente me planejei para evitar esse trabalho de consertar a história. Queria que a revisão fosse só para melhorar apresentação, destruncar parágrafos, deixar mais fluidas as coisas, mas vi que não vai ser assim. É possível que eu precise de muita reescrita no livro. Bom, talvez não tanta, já que talvez não seja tanto assim que precise ser mudado, mas pelo menos será bem mais do que imaginei. O que quero dizer com isso é que a versão final do livro não tem previsão alguma agora. Antes eu queria terminar tudo, fechar 100% até o fim desse ano, mas agora tenho certeza que não dá. Talvez até o meio de 2013, quem sabe?

Ps: Post grande demais pra falar de livros (terminei O Jogador e comecei O Caçador de Apostolos) e dos outros projetos. Penso em fazer um post sobre outros projetos no meio da semana. Bye =D

Renan Barcellos, que tinha sede de café mas não iria bebe-lo

e que também vislumbrava caos e problemas futuros…

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