História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Eu tinha medo desse filme. Muito medo.

Na semana passada, envoltos pela escuridão e surpresos, os possuídos esqueceram interruptor por um instante. Olharam para as trevas. Não viram o escritor. Não viram Emílio. Mas sabiam de onde o caderno tinha sido disparado. Na verdade, não sabiam que porra era aquela, mas tinha vindo daquele canto da sala. Um canto ocupado por um sujeito que ainda queria chegar no fim da história.

O escritor correu abaixado, tentando não fazer barulho. Mas era difícil não fazer barulho quando se corre no escuro por um lugar desconhecido e  com armadilhas feitas especialmente para alguém tropeçar.

Três dos adversários seguiram ele, seguiram o som. O escritor rolou no chão quando caiu, sabia fazer isso.

Não pense. Não pense. repetiu baixinho. Faça. Escreva. Seja. Ele sabia a posição dos inimigos. quando o herói esta no escuro sabe por onde vem seus alvos, que saíram da luz. O movimento é reto, é movimento é continuo. Já vira essa cena antes. Não viriam os três colados, não fazia sentido. Algo sobre Indiana Jones. Não sabia dizer o porque. Na verdade, não devia ter um porque. O brilho, o brilho do metal, o brilho de uma faca. Era isso.

Chutou. Mawashi geri. Bom, talvez não fosse um Mawashi geri, mas lembrou de um quando chutou. Tinha que ser na cara, foi no peito. E não foi no que tinha a faca. Porra, não iria chutar alguém que tava com uma faca. Derrubou alguém  Achou que derrubou alguém  Deve ter derrubado. Deu dois passos para trás, esperou a surpresa passar. Quase tropeçou de novo, mas conseguiu se derrubar.

Não sabia onde tava Emílio. Onde estava a bosta do garoto?

Os três que o seguiram sabia agora exatamente onde estava. Viram o movimento, viram o que os atingira. Os outros quatro, na porta, pensavam o que fazer, ou faziam alguma coisa. Vislumbrou, mas não viu de verdade. E se parasse para ver não veria mais porra nenhuma, foi pro lado na hora que uma faca buscava acertar sua carne. O casaco não foi tão sortudo. Merda, eles gostava do casaco. Todo personagem gosta da roupa que esta, quando ela rasga. Com ele não seria diferente.

O Escritor deu um passo para trás. Mas também deu outro chute. Não um mawashi, um que vinha mais de longe, um que era pra manter distancia. Doía ainda assim, mas o cara ainda tinha a porra de uma faca. Porra. Uma faca. E o lugar não era tão grande assim, uma hora iria ficar cercado.

Aquele que estava desarmado tentou agarrar O escritor. Não conseguiu, quase pega o casaco. Bem que tinha pensado que aquilo não era uma vantagem. mas porra, cidade fria do caralho. Era uma cidade fria, o homem das letras sabia disso.

Um barulho. Ouvia ao longe. Não, não longe. perto, ali. Ecoava nas paredes, não de um modo ruim, de um modo bom. Pelo menos foi o que achou. Não entendia muito bem de música.

Emílio munido de duas baquetas tocava bateria. Não via, mas sabia. Podia nunca ter tocado um instrumento bem, mas sabia o som de uma bateria. Já tinha ouvido o som de uma em um lugar tipo aquele. Aquilo distraiu os possuídos  Pareceu afetá-los de modo estranho. Seriam Sensíveis à som? som afetaria a influencia de seja quem estivesse no controle? Não, não iria ser tão fácil assim. Música só funcionava contra alienígenas  sabia disso desde os sete anos.

Mas o escritor não de pensamento lento. Aquilo era uma brecha. Não podia dizer que reconhecia todas, mas aquela definitivamente era uma uma. Girou enquanto se deslocava para o lado. Não precisava fazer isso, mas fez, de alguma forma pensou que tornaria as coisas mais fáceis  Se juntou ao garoto. Pondo sua base de luta mais parecido com uma base de verdade.

A bateria tinha sido uma boa sacada, mas sua força acabara. Onde estavam as armas quando precisavam delas? O escritor chegou a conclusão que balas erma mais importes.

– E agora?

Ele sabia o que viria agora. A história não acabava daquele jeito. Conhecia histórias o suficiente para saber o que vinha depois.

– E agora, você diz?

Bom, não sabia como seria que iria acontecer. Queria dizer. Parecia um herói, ou um protagonista, essas merdas assim.

Então, quase ao mesmo tempo em que ligaram o interruptor, que convenientemente era difícil de achar, olhou para o lado de fora e entendeu.

– Agora o Deus Ex Machina, claro. – Disse recordando o inicio daquela história

Renan Barcellos, que precisava realmente beber algo alcoolico

e que primeira abertura de Death Note

Anúncios

2 comentários sobre “História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 2

  1. Ainda não consegui ver esse filme – Mars Attacks – todo, algo nele não me prende. Mas, ainda não sei bem o que é, algo me prende nessa tua historia kkk’.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s