Sobre como anda o projeto Steamlesspunkless

O projeto não parou junto com as postagens sobre como ele estava se encaminhando. Mas também não está sendo produzido em uma velocidade sequer próxima à que eu estava trabalhando. Porque isso? Bom, tentarei explicar.

No início deste ano (ou foi final do ano passado?) eu comecei a escrever a novela “A Última Torre”, fiz até amostra do snowflake usando essa ela e etc. Acontece que ao terminar de escrever essa novela, eu senti algo que eu não sentia a algum tempo. E que, eu percebi depois de pensar sobre o assunto, me fazia falta. Era a sensação de terminar alguma coisa.

Eu estava me dedicando praticamente de forma integral ao projeto do steamlesspunkless (isso é, dentro do tempo que eu dedicava a escrita, o que era muito). Em pouco mais de um ano nesse ritmo, escrevi mais de “A Gema dos Meahdirr” – este é o nome – do que muitos livros do gênero escritos no Brasil têm em quantidade de palavras. Não que isso seja bom ou ruim, mas apenas para mostrar que, bem eu escrevi um bocado.  E quando eu terminei de escrever o A Última Torre, eu percebi que eu QUERIA escrever outras coisas. E terminar coisas menores também.

Por si só, isso já é um agravante para diminuir o ritmo da coisa. Mas há outros pontos.

Acontece que A Gema dos Meahdirr é o primeiro romance que eu comecei a escrever e cheguei a um ponto de desenvolvimento em que eu me sinta seguro de dizer que realmente trabalhei nele. No entanto, é um livro bastante… Complexo. Ele tem seis personagens principais, seis visões diferentes que sempre interagem entre si e cada um guardando os seus segredos e esperanças sobre o que está ocorrendo. Isso sem falar na cidade, que à sua forma também é um personagem.

Eu creio que poderia lidar com isso, se fosse só isso. Eu havia me planejado para isso, afinal. Mas aí vem outras coisas. Conforme eu ia escrevendo a história, eu fui percebendo alguns erros no planejamento que eu tinha feito (coisa natural de acontecer, até mencionei outras vezes), mas batava acrescentar uma ou outra coisa, mexer aqui e ali, matar um personagem, fazer outro aparecer e então estava tudo resolvido. O problema é que outras coisas foram se complicando. E por culpa minha. Conforme eu ia avançando na trama do livro, eu percebia que havia espaço para mais intriga, para mais motivações na história de alguns personagens e principalmente, para a história recente da cidade. Porque muito, muito envolve a história recente da cidade.

Basicamente, haviam coisas que eu não precisava mudar/acrescentar. Mas eu olhava para o que tinha, olhava, olhava, e chegava a conclusão de que eu queria acrescentar aquilo ou aquela outra coisa. Teoricamente era para ser algo simples, mas eu fui tendo idéias para tornar complexo e, pelo menos para mim, melhor.

Falando tudo isso. Eu basicamente iria demorar muito, muito para escrever a coisa toda da forma que eu quero. E não estou disposto a ficar tanto tempo me dedicando a uma só coisa. Portanto, o que acontece é que a previsão que já não existia, se estendeu ainda mais. É possível que sequer A Gema dos Meahdirr seja o primeiro romance que eu termine. (mas estou confiante que no máximo vai ser o terceiro).

Resumindo, estou levando a coisa num ritmo bem lento, trabalhando lentamente mais continuamente, enquanto trabalho também em outras coisas (talvez eu fale aqui). Inclusive, pretendo fazer posts falando sobre o mundo em que o livro se passa e coisa assim, para ir mostrando como é a realidade em que a história está inserida.

Ah, e não é só isso. Tenho em mente a idéia de escrever uma série de noveletas mias ou menos interligadas que mostrem diferentes aspectos da cidade de Santhem. Isso me ajudará em diversas formas. Primeiro porque estarei escrevendo (e terminando) coisas menores. Estarei desenvolvendo melhor a cidade e conhecendo mais da história recente dela, que será muito usada no “A Gema dos Meahdirr” e também, a depender de como eu faça, posso usar isso para poupar em detalhes sobre a ambientação no próprio a “A Gema dos Meahdirr”.

Então, é isso. Próximas semanas estarei falando melhor sobre as coisas que estou escrevendo agora, sobre idéias para essa série de noveletas e também posts sobre o projeto Steamlesspunkless em geral. (continuar postando “História Não Publicada” e também começar a postar “A Última Morte de Ciannor Ravorak).

Renan Barcellos, que nada bebia

e que lá estava postando outro post novamente.

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