História Não Publicada – Capítulo 8 – Parte dois

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Miraculosamente não teve nenhuma referencia nessa parte. Então vai uma imagem de Contos do cargueiro negro, a história dentro da história de Watchmen

– Olha aqui seu filho da puta, – exclamou o Músico na semana passada – não me trate desse jeito não. Eu sou o homem da minha casa faz cinco anos, desde que meu velho morreu. Trabalho, estudo e ainda tiro uma porra de meu tempo para fazer minhas musica. – Apontava o dedo em riste, para o escritor. Tão brusco fora o gesto que seu óculos escuro caíra no chão. De alguma forma caiu.

– Ei, ei calm… – tentou amenizar a coisa, arrependido. Mas não conseguiu.

– Calma o caralho. Eu passei o dia todo depois que acordei de uma porra de uma dormida que não serviu de nada catando coisas que você mandou eu pegar, indo fazer sei lá que porra por causa de nada. Até na porra da internet pesquisar negoço estranho tive que ir. Então se for pra falar comigo de alguma coisa, fale direito e não venha com essa história de “história”. Não fale como isso fosse a porra de um livro que algum babaca estivesse escrevendo. – Parou – E aí?

Primeiro o Escritor não falou. Se esforçou o máximo que podia para conter o riso. E o coadjuvante mostra mais dele, pensava. Tinha se deixado levar pelas emoções, não podia fazer isso. Um líder, um herói não faz esse tipo de coisa. Fora idiota ao se deixar agir daquela forma. Era óbvio que o garoto iria se queixar, explodir. Ele também passara por muita coisa, ainda que não soubesse de nada. E, na verdade, no fim das contas, um héroi age mais por impulso do que por raciocinio. Raciocínio é coisa para vilões. Mas ele era diferente.

– Certo, certo. Foi mal Emílio. – Coçou as costas, pensando na melhor forma de falar aquilo. Fingindo estar verdadeiramente arrependido – É o seguinte. Aquela criatura, seja lá o que ela for, disse que a cada noite ficaria mais forte, certo?

– Sim – respondeu impaciente.

– Então. Aos poucos, ganhará mais poder, ou algo do tipo.

– Hm.

– Não faz sentido que ele se restrinja a essa cidade. Conforme vai ganhando mais poder, sua influencia aumentará, seus horizontes se estenderão e, mesmo que a gente fuja daqui, vá para a puta que pariu, como sugeriu, a gente vai ser pego alguma hora. Contudo…

– Contudo poderíamos ficar fugindo sempre? – Perguntou com certa esperança.

– O que? Não. Isso não daria certo – Colocou a mão na testa. Odiava ensinar, mas sempre se sentia compelido à isso – Se a influencia daquela coisa continuar a crescer, e estou admitindo que o fará, alguma hora alcança a gente e a gente tem que fugir de novo. E vai chegar a hora que, bem, que o mundo não é o bastante. A gente tem que ficar aqui, nesta cidade.

– Porque aqui? O que a gente pode fazer aqui?

O escritor levantou, no rosto um ar pensativo atípico mesmo para ele.

– Porque é aqui que a coisa começou. Não aconteceu nunca em outro lugar, pelo menos que alguém saiba.

– É, bom, pelo menos nunca ouvi falar de uma porra assim.

Começou a andar de um lado para o outro. Tinha que convencer Emílio a permanecer ali. Precisaria do garoto. A história precisava seguir como deveria. O Escritor sabia que para chegar ao final daquilo tudo, teriam que seguir o curso das coisas, enfrentar o que lhe era lançado.

– Então. É sobre isso o que estou falando. Aqui que esta a resposta para seja lá o que esteja acontecendo.

Emílio recuou, como frente a um pesadelo, um monstro que representasse a sua morte.

– Espera, cê não pode ta dizendo isso. Não pera, a gente não vai ir atrás de descobrir que porra é essa.

Renan Barcellos, Que bebia vodka dessa vez

e que tava meio cansado de tentar também

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