História Não Publicada – Capítulo 8 – Parte três

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo write or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Foi uma das referencias dessa parte. Nada muito difícil de achar.
Foi uma das referencias dessa parte. Nada muito difícil de achar.

– Espera, cê não pode ta dizendo isso. – disse Emílio, atônito, no fim parte dois do capítulo oito –  Não pera, a gente não vai ir atrás de descobrir que porra é essa.

– Ora, claro que vamos, Músico.

– Não, não. Você vai. – apontou de novo – Você vai se você quiser. Mas eu não arredo meu pé daqui. Não mesmo. Se quiser vai para lá pro museu agora mesmo. Mas daqui a uma hora a porra da noite vai chegar e talvez essa merda toda volte a acontecer.

O escritor pegou um pedaço de papel e começou a rabiscar. Eram palavras desconexas, apenas substantivos sem qualquer ligação. Olhava para um jarro de flores. Não para Emílio. Se perguntava onde estava seu poder de persuasão agora. Passeando talvez.

– Emílio. Só aqui podemos dar um jeito nessa situação. Daqui a gente pode dar um jeito nisso tudo. Acabar com essa maldição ou seja lá o que está acontecendo.

O garoto pareceu ponderar. Mas só um pouco. A ideia de permanecer naquele local não lhe agradara em momento algum. Se estava lá até o momento é porque a única pessoa que podia confiar durante aqueles momentos de loucura era o Escritor. O Escritor era o único que dissera a ele o que fazer, que parecia saber o que fazer. Diabos, era o único que não correra atrás dele como um cachorro louco, não conseguia sequer aceitar a palavra dele sem por toda uma barreira de medo do desconhecido à frente.

– E como você sabe que tem como dar um jeito nisso? Talvez essa merda não tenha resposta. Simplesmente seja isso e fodeu. Digo, e a gente se fodeu. – Parecia querer acreditar que existia um jeito. Mas sua mente criava reservas.

Os olhos foram de um canto ao outro da sala. O Escritor sabia porque aquilo tinha um modo de resolver. Não sabia o como, ainda, não podia saber àquela altura. No entanto sabia que existia uma forma. No entanto, não podia contar ao Músico. Ele não acreditaria, ele perderia todo o resto de confiança que depositava em um homem, na prática, desconhecido. Talvez a única salvação, mas desconhecido. O homem das letras coçou a testa e suspirou. Parecendo preocupado. Teria que inventar. Usar o seu dom das palavras e inventar. Fazer o que não parecia correto soar como verdadeiro. Nunca imaginou que coadjuvantes seriam tão complicados de se convencer. Tinha pena de Kira agora.

– Porque isso é como uma maldição. A criatura falou que estava atrás de nós. Falou que iria nos perseguir. Por algum motivo, pretende acabar com as nossas vidas. – Levantou de onde estava sentado, guardou no bolso o papel completamente atulhado de palavras e andou de um lado para o outro – Você mesmo pesquisou na internet sobre os Qzee-nui. Lá dizia o que, senão que eram uma seita do sudeste da europa, extinta há mais de trezentos anos que tinha por objetivo purificar o mundo perante os olhos de algum deus sinistro?

– Sim, isso, isso mesmo.

– Pois então – preparou a falácia na ponta da língua – Seja lá o que fez-se para criar este fenômeno paranormal. Ainda não esta completo, esta em progresso. Precisando de seu termino para que o mundo realmente seja limpo aos olhos de não sei quem. E, pelo o que posso constar, para isso acontecer, nós e os outros temos que sumir da face da terra.

– Os outros?

O escritor havia se abaixado, fingindo checar uma bota que Emílio providenciara para si, desta forma o Músico não pôde ver o sorriso de triunfo que se formou nos lábios do artífice de palavras.

– Sim. Os outros. – parou. Sua expressão mudou e disse como se falasse consigo mesmo E não falo de gente misteriosa que se esconde no fundo da floresta.

– O que, comassim, porra?!

Conseguira fisgar o Músico com a promessa de mais pessoas. Era um bom ponto.

– É simples. Duas pessoas não fazem uma gente. Tem mais pessoas que estão sendo caçadas por aí. Eu vi pessoas mortas. Ouvi tiros. Vi gente, velhas fofoqueiras, comentando de que muita gente morreu na cidade toda, à noite. E nós não rodamos a porra da cidade toda e…

– Olha aqui, palhaço. Eu sei o que você esta fazendo. Acha que eu vou cair nessa pilha de novo, né? Foda-se. Foda-se. To caindo fora. Pegando o ultimo buzão e partindo dessa merda.

O Escritor olhou atônito, conforme Emílio saía do recinto e batia a porta. Pensara que ele estava em sua mão.

Renan Barcellos, que tinha um copo d’agua metade vazio

e que não sabia muito bem qual era o problema com a seda.

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