Coisas que me inspiram – “The Impresario” do Final Fantasy VI: Balance and Ruin

Resolvi falar de vez em quando sobre coisas que têm me inspirado. Não tenho nenhum motivo muito além de que eu estava afim de fazer isso porque, afinal, eu uso o blog para escrever sobre como anda minhas pretensões literárias e afins.

Em todo caso, vou falar de uma música que tenho ouvido bastante e é remix de parte da Ost de Final Fantasy VI. Ela se chama The Impresario (e está nesse link).

Eu sempre gostei muito de Final Fantasy VI. Mais do que Mario, Megaman, Zelda ou outros, esse foi o jogo que mais joguei em minha infância e que mais joguei. Mesmo não entendo a história por não manjar dos inglês aos sete anos, e também não saber escolher direito qual melhor equipamento para os personagens, eu jogava quando podia e – na maioria das vezes – assistia meu primo mais velho jogando. Depois de um tempo, passei a conseguir jogar sozinho e já devo ter zerado umas cinco vezes. Então, é um jogo que tenho na mais alta conta.

Artwork oficial de Final Fantasy VI. Magitek rlz
Artwork oficial de Final Fantasy VI. Magitek rlz

Acontece que para mim Final Fantasy VI vai além de ser meu RPG de console favorito. Pra mim ele também tem a melhor trilha sonora de todos os Final Fantasy (de todos os jogos, acho).  Eu reconheço e sei o ritmo de praticamente todas as músicas da OST do jogo desde… Sei lá, desde muito tempo.

Então que recentemente eu soube de algo que me agradou muitíssimo. O site OverClocked ReMix – site não comercial dedicado a fazer versões remixadas de musicas de jogos antigos – havia feito um kickstarter para levantar fundos para fazer álbuns com todas as musicas de FFVI, havia sido financiado, havia acabado de lançar o resultado e era de graça. O nome da coletanea: Final Fantasy VI: Balance and Ruin

Depois de baixar e ouvir algumas músicas aleatórias, eu logo procurei por uma em específico –umas na verdade, já que a coisa em questão é composta por quatro músicas – que é a trilha sonora de uma das partes mais memoráveis de FFVI. E todo mundo que tiver jogado o jogo até o fim, vai saber que é da cena da Opera que estou falando.

Draco no prologo da Opera
Draco no prologo da Opera

Pode parecer pouca coisa hoje em dia, mas para a época, a Opera de Draco and Maria era algo fantástico, impossível de não se lembrar daqueles bonecos pixelados andando de um lado para o outro e das vozes sendo reproduzidas como sons ritmados que o Snes conseguia suportar. Eu estava um pouco com medo de como a música estaria, dada a tendência de coisas remixeseses do OcRemix muitas vezes tem muito som eletrônico que não gosto.

Eu não me decepcionei.

A música The Impresario de Jake Kaufman e Tommy Pedrini reúne as quatro partes da opera (“Opening”, “Aria di Mezzo Carattere”, “The Wedding” e “Grand Finale?”) e além da parte instrumental remodelada, também possui um interprete. The Impresario usa em partes a letra das músicas originais, mas a letra foi quase completamente alterada, além disso sendo bem maior do que no jogo. Essa mudança, aliás, foi uma das melhores coisas do Remix.

A letra nova adapta e modifica a história original de Draco and Maria. Colocando num contexto diferente, alterando eventos e, considero eu, buscando inspirações em outras fontes. Posso estar errado, mas acho que tem algo de Shakespeare em The Impresario. Talvez por se tratar de um casal desafortunado (star-crossed lovers, como a letra mesma diz), mas também por se ter algo de tragédia que o original não tem. Eu imagino como um mix de Draco and Maria e Romeu e Julieta.

Eu fiquei simplesmente maravilhado. Primeiro com como ficaram os ritmos, transformados de Opera em um Rock Opera que me lembrou tanto Bohemian Rhapsody do Queen que eu precisei pesquisar pra comparar minha impressão (e constatei que muita gente acha o mesmo), para então, com minha atenção já captada me ligar nessas alterações que mencionei na letra. Eu gostaria muito, aliás, de falar mais sobre a parte musical, da semelhança que achei com a música do Queen, mas não tenho muito conhecimento para tal. O que posso dizer é que depois de pesquisar achei a estrutura semelhante, a mesma mudanças de estilos da música de Freddie e uso de palavras italianas num momento com ritmo parecido – que pode ser nada, mas ainda assim me deixa pensativo sobre a questão.

Depois de ouvir bastante – e entender o que eu estava ouvindo – foi esmagadora a vontade de escrever algo nesse estilo. Uma tragédia Shakespeariana envolvendo um casal de jovens e usando elementos de Draco and Maria. Ponderei um pouco sobre a questão e tentei avaliar a situação para entender o que, de fato eu queria escrever.

Eu tenho a impressão de que a música não deixa uma época explicita. Mas eu ouço ela como sendo algo moderno, como se a história de Draco and Maria não fosse medieval na música – embora eu não me lembre de algo que confirme isso). Talvez seja por causa do ritmo mais Rock, talvez seja por causa do vocal, mas o fato é que quando fiz o paralelo com Romeu e Julieta só enxerguei o filme com Leonardo de Caprio (que eu acho legal e com ótimas sacadas. O uso da palavra “gang” na música embora talvez não esteja significando isso, também só me fez pensar em algo envolvendo gangues. Portanto, desde o início, eu quis fazer algo no mínimo moderno.

Após pensar no assunto – Tragédia, um casal de duas realidades diferentes, um rival, intriga, todo mundo morrendo no fim, armas de fogo, Draco, Maria – por algum motivo cheguei à conclusão de que a história seria cyberpunk. E no Brasil. De alguma forma, tragédia Shakespeariana Cyberpunk soa muito bem para mim :P

O esqueleto dessa história que me veio está basicamente pronto, embora falte bastante coisa para de fato eu saber tudo o que acontece. Mas os personagens, tenho todos os que tem nome proprio. Tenho até um mini-conto ou coisa parecida que resume o final, talvez eu poste aqui. (já que é pra ser tragédia, comecei pelo final).

Acho que é isso, creio que o post não ficou muito organizado… mas… wtver. Até o próximo.

Maria esperando por Draco
Maria esperando por Draco

Renan Barcellos, que havia acabado sua coca 

e que ouvia outra música do Final Fantasy VI: Balance and Ruins

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3 comentários sobre “Coisas que me inspiram – “The Impresario” do Final Fantasy VI: Balance and Ruin

  1. “remixeseses” que diabos de palavra é essa? Gostei muito do link da música remixada, pra mim ela deu uma nostalgia esquisita, considerando que não tenho que ficar nostálgica se não conheço nada de FF VI que eu me lembre bem.

  2. Outro dia li um artigo em inglês de um cara que superou uma depre com FFVI. O cara discutia um jogo como uma obra de arte, e de fato ela é. Matar Kefka é só uma desculpa para se contar diversas histórias de indivíduos lutando para encontra sentido na vida, e todo mundo no jogo está na merda e perdeu alguém.

    Não pode haver nenhum critério no mundo onde FFVI não seja o maior jogo de todos os tempos, e de fato, acho que vou voltar a jogá-lo pela milionésima vez em breve.

    Além disso eu aprendi inglês e cresci como pessoa tendo várias boas horas com você jogando este clássico

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