Zerando Minha Steam Semana 2 – 1954 Alcatraz

O jogo melhorou. Mas não muito. Na verdade não sei se o que melhorou foi o jogo ou a minha capacidade de relevar as partes em que eu achei a jogabilidade e o gameplay meia-boca. Felizmente, duas semanas foram o suficiente para terminar o jogo.

As críticas ao gameplay continuam as mesmas. Mesmo se considerando que é um point ‘n click, a forma como o jogo prossegue me pareceu muito desanimadora. E eu gosto do gênero. Pra falar a verdade, teve uma parte que foi muito bizarra. No jogo, é possível usar o botão direito ou esquerdo do mouse para “checar” pontos de interesse. Com o direito o personagem efetivamente vai até a coisa, com o esquerdo, ele dá apenas um parecer sobre a coisa. Até aí tudo bem, acontece é que o uso do botão direito só é mencionado na primeira cena e em momento nenhum ele é necessário ou lembrado. Aí, em uma parte do jogo, a única forma de resolver um enigma é usar esse recurso de jogabilidade que o jogador muito provavelmente não vai sequer se lembrar. A única forma. Se tivesse alternativas, tudo bem, mas não foi o caso.

Capa do jogo
Capa do jogo

A história também continuou na mesma. Não teve grandes reviravoltas, nem nenhuma mudança na plot. Já era o que desde o início se conhecia. Algumas sequências até me agradaram. Uma conversa que Christine tem ao ir numa galeria de arte com sua a pintora Bernadette ao tentar convencer o dono do lugar a exibir os quadros da artista. Esse diálogo não tem opções, basta ir clicando na única fala disponível. No entanto, sempre antes de dar uma resposta para o curador, a protagonista olha para o lado e fala sobre o sujeito e a situação, como se estivesse conversando com o jogador. É uma coisa simples, mas a forma como foi trabalhada ficou bem legal.

O final do jogo também teve umas boas sacadas, mas a execução não foi tão boa. Poderia ter sido bem mais dramático e com uma carga emocional mais bem trabalhada. Mas o que aconteceu foi apenas de dar duas escolhas que, apesar de serem interessantes para o tipo de história contada, acabaram não servindo de nada. Depois de escolhido a opção – uma boa e outra má, digamos – só mostrava uma cena qualquer, como se isso realmente servisse para mostrar o final da história. Final aberto fica muito bom em certos roteiros, em outros, fica apenas parecendo um final apressado e mal trabalhado, como foi o caso de 1954 Alcatraz.

Apesar de todos os defeitos, o jogo até tem uns méritos. O background histórico que ele coloca não é dos piores e consegue aproveitar as coisas da época, principalmente do campo cultural. Além disso, ele é muito amigável com questões de sexualidade, gênero e etnia. Personagens homossexuais são representados entre membros expoentes do cenário beatnick da cidade, Joe – um dos protagonistas – é negro e sua esposa, também protagonista, não espera ninguém para fazer o que ela acha que tem que ser feito. Inclusive, a questão de casamento interracial e racismo é mostrada sob o ponto de vista da época.

Eu tinha muita esperança que o jogo fosse legal. No entanto, não é. Nem de longe. A melhor parte é a cena de introdução ao começar um novo “new game”, mas isso dá pra ver no youtube.

Nota 5 porque melhorou um pouquinho.

Essa semana começo a jogar “Afterfall InSanity”

Renan Barcellos, que estava bebendo (e aprovando) rum com leite e mel

e que nem a pau que estava no inverno

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