Zerando Minha Steam Semana 14 – Analogue: a Hate Story

analogue

Analogue: a Hate Story me surpreendeu. Não era exatamente como eu imaginava. Eu já joguei alguns visual novel, neles, o jogador era um personagem que interagia com o mundo, via o desenrolar de uma história como participante ativo, ou ao menos presenciava em primeira mão os acontecimentos. Isso não ocorre em Analogue.

No jogo, o jogador assume o papel de um personagem que precisa acessar os registros de uma nave antiga que está a deriva e que não tem nenhum ser vivo. É o papel dele descobrir o máximo que puder sobre o que aconteceu com essa nave. Se comunicando à distancia com a rede da nave Mugunghwa (tudo é coreano no jogo e este é o nome de uma flor que é um dos símbolos da Koreia do sul), entra-se em contato com uma A.I, a Hyun-Ae.

Essa A.I se comunica com o personagem do jogador da forma que pode. Não pode ouvi-lo e nem mesmo entender oque ele digita, apenas falar com ele e faz perguntas simples de duas respostas. Um problema na rede da nave que acaba traduzindo o gameplay e aproximando ele para a visão que o protagonista teria. Sabendo que ele pretende entender o que aconteceu no passado, Hyun-Ae dá acesso aos logs de registros de mais de 600 anos atrás.

Essa é a parte interessante e diferente. Os logs são diários de personagens nunca vistos e que já morreram. E são diários apenas escritos mesmo. O jogador precisa lê-los para entender o que está acontecendo e então interagir com a A.I para conseguir mais informações e entender qual o papel da A.I naquele panorama.

É uma forma muito interessante de se contar uma história, embora não seja para todo mundo. Creio que a maioria das pessoas odiaria o gameplay do jogo. Mas o fato é que o passado da nave Mugunghwa é interessante, cheio de conspirações e escândalos. Esse passado mostra uma sociedade futurista em relação a nós mesmos, mas que devido aos muitos e muitos anos vivendo apenas na nave-geração (uma nave que deve prover sustento para infinitas gerações humanas até que algum dia um planeta habitável seja encontrado) acabou regredindo a algo semelhante a uma sociedade feudal oriental.

O imperador desta nave é o capitão. E seus súditos imediatos, com status de nobreza e ocupando cargos públicos, são de duas famílias distintas que brigam entre si pelo poder. E esse conceito eu achei muito interessante.

Eu já zerei o jogo. Mas o jogo é fácil de ser zerado. Basta fazer dowloads dos logs assim que puder (o que se consegue ao descobrir a identidade de um personagem chamado de Pale Bride (esposa pálida) que vem a ser a segunda esposa do imperador.

No entanto, esse é o “final ruim”, digamos. E eu pretendo jogar mais um pouco, entender melhor o papel das duas inteligências artificiais da nave e descobrir o que aconteceu no ano de 322 para que a nave fosse destruída e todos morressem.

É um bom jogo. Mas recomendado apenas para quem gosta de ler.

Renan Barcellos, que chegou do trabalho e nem bebeu água 

e que não era nenhum tipo de material explosivo

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