Saldo de Maio

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Maio foi meio desastroso. Não consegui fazer nem 50% do que deveria.

Houve uma coisa boa. Eu terminei o conto Questões de Honra e Lealdade na versão final de agora (pretendo talvez retornar a ele daqui a um ano para revisar, mas isso não é uma certeza). No entanto, essa foi a única coisa no campo da escrita que eu consegui realizar.

Eu cheguei a começar a trabalhar emum conto que pretendo terminar  no prazo de um mês e meio. A questão é que eu já havia começado a escrever ele em caderno, a um ano ou dois. No entanto, quando estava passando para o computador, percebi que eu havia escrito muito menos do que pensava. E ao descobrir isso, instantaneamente esqueci o que eu imagina já ter escrito.

O conto se chama “Aquilo que Aprisiona o Soldado Morto” e eu não faço ideia de que gênero ele se enquadra, talvez New Weird, mas enfim. É sobre um sujeito que está “entrevistando” um cadáver ambulante em um bar que existem outros desses mortos irriquetos e tentando descobrir o que prendeu tal morto, um jovem soldado, à não-vida.

O problema é que o soldado fala muito sobre o dia-a-dia da infantaria no exército e na época que comecei a escrever eu tinha lido uns cinco livros que tratavam sobre guerra. Por isso, descobrir que não estava escrito até onde eu imaginava foi meio que um choque e subitamente me vi com dificuldade para continuar.

Mas eu quero continuar, preciso entrar no clima da história. O que talvez seja um pouco complicado depois de passar tanto tempo com uma história oriental, mas estou trabalhando nisso. Assim que terminar Admirável Mundo Novo, pretendo reler Nada de Novo no Front para me ajudar a entrar na sintonia necessária para voltar ao conto do soldado morto.

Isso já foi um balanço grande no meu ritmo, mas aconteceram outras coisas também. A iminencia de uma greve na UFBA foi uma delas, que acabou me deixando um pouco ansioso. Mas a pior coisa, e também a mais idiota, foi que uma encomenda internacional minha ficou em Salvador por quase três semanas sem ser entregue e eu fiquei bastante irritado e na expecativa dela ser entregue logo.  A constante espera fez com que eu ficasse querendo “pular o dia” pra saber se as coisas iriam se resolver logo.

Apesar disso, creio que minhas metas para o ano ainda sejam bastante factíveis, embora isso se deva principalmente a elas terem sido bem leves. A planilha que fiz reunindo o tempo dedicado a cada atividade tem me ajudado bastante no sentindo de avaliar o que eu tenho feito. Com o tempo, creio que poderei usar ela para deteminar como funcionam meus picos de atividade e os momentos de relapso.

Em todo caso, o trabalho continua. A faculdade entrou de greve, mas ainda não sei se realmente terei ou não aula e, portanto, se irei ou precisar adiantar os trabalhos finais das matérias. No entanto, espero que venha a greve (ou o semestre acabe mesmo) para eu ter as manhãs livres e ter um tempo mais factível com o quanto de trabalho eu quero me dedicar.

Renan Barcellos, que só tinha água

e que não estava num sábado do capiroto

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