Resenha – Metrô 2033

Um mundo dentro de um metrô

Metrô 2033

Capa do livro. Simples, mas dá para o gasto.

Em Metrô 2033 (Editora Planeta; 2010; 416 páginas; R$ 39,90) o autor e jornalista russo Dmitry Glukhovsky apresenta para o leitor uma Rússia devastada por uma guerra nuclear. Com a superfície tomada por radiação e criaturas mutantes que surgiram para preencher o vazio no ecossistema, a única forma que os moscovitas encontraram para sobreviver ao ambiente hostil foi refugiando-se na vasta rede de túneis que descansa abaixo da capital russa.

O livro, de ficção-científica e tema pós-apocalíptico, foi lançado pela primeira vez em 2002, pela internet, sendo apresentado na íntegra no site do autor. Mais tarde, conforme o sucesso e as visualizações aumentavam, foi transformado em uma experiência imersiva e em 2009 já havia sido traduzido para mais de 20 países. Com o crescente sucesso, logo foi transportado para o mundo dos jogos pela 4A Games, que conseguiu tirar da história do livro um jogo de tiro em primeira pessoa bem competente.

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Resenha – A Máquina Diferencial

Um romance histórico de um passado que nunca existiu

Capa do livro, muito bonita em minha opinião

William Gibson e Bruce Sterling são conhecidos principalmente pelo mérito de definir o que seria o Cyberpunk na literatura, com trabalhos como Neuromancer e a antologia Mirrorshades. No entanto, A Máquina Diferencial (Editora Aleph, 2012; 456 páginas; R$ 55,00)  não leva o leitor até um futuro distópico. O livro, escrito simultaneamente pelos dois autores durante um período de sete anos, traz à tona uma Era Vitoriana onde vapor e computadores fazem parte do cotidiano. Além de serem os precursores do Cyberpunk, os dois autores acabaram escrevendo uma das maiores referências do Steampunk.

No universo de A Máquina Diferencial, a ciência evoluiu de forma muito mais acelerada que a versão histórica da Era Vitoriana. Conseguindo finalizar o projeto que nomeia o livro, o matemático Charles Babbage acaba trazendo uma série de mudanças não só para a ciência como para o mundo.

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Resenha – Fracasso de Público: Heróis Mascarados e Amigos Encrencados

Leitores, pessoas de passagem e afins, sei que no início do blog falei que o mesmo iria ser um lugar onde eu iria postar sobre coisas que eu escrevo, minha pequena trajetória na escrita e coisas neste tema. No entanto, resolvi escrever umas resenhas e acho justo posta-las aqui, já que mostrar o que leio e o que entendi do mesmo é uma forma de apresentar o que me influencia, o conhecimento que vou construindo e que é essencial para meu escrever.

Não sei com que frequência postarei resenhas, imagino que tentarei fazê-las na medida que for lendo livros e encadernados (porque fazer resenha de toda HQ mensal que leio ia ser… complicado.)

Bom, sem mais blá blá blá, aí vai a primeira resenha que escrevo.

Capa do primeiro encadernado: Heróis Mascarados e Amigos encrencados.

Fracasso de Público – Heróis Mascarados e Amigos Encrencados (Editora Gal; 2009; 240 páginas; 38 reais) é o primeiro encadernado da série escrita por Alex Robinson. Publicada de forma independente nos Estados Unidos, os quadrinhos conseguiram um Eisner de Talent Deserving a Wider Recognition em 2001, faturar o Prix Du Premier Album no Festival Internacional de Angoulême, além de ser considerado a melhor Graphic Novel Indie de todos os tempos pela Wizard Magazine sem se valer do tema de super-heróis, que domina o mercado Americano.

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