Pequenas mudanças e outros comentários

Resolvi esses dias dar uma pequena revitalizada no blog. A primeira mudança é bem obvia: mudei o layout. Não tenho nenhum motivo especialmente bom para ter feito essa mudança no layout, mas achei que como pretendia tentar trabalhar mais no blog e alterar uma coisa ou outra, uma mudança de aparência seria interessante. Talvez essa mudança na aparência sirva mais para mim, que vou ver esse espaço, literalmente, de forma diferente e com ares revitalizados.

Creio que a mudança mais importante é no nome. Agora não é mais Steamlesspunkless e Outros Cenários, mas apenas “E Outros Cenários”. O porque da mudança? Bom, apesar de eu não ter abandonado a minha história que se passa num mundo de fantasia vitoriana, não posso dizer que estou produzindo o suficiente – e postando o suficiente – para justificar que seja parte integrante do nome e, portanto, de suma importância para a identidade do blog.

Depois de ficar um pouco pensando sobre que nome eu usaria, meio que por brincadeira, imaginei de só tirar o Steamlesspunkless da frente. Foi aí que percebi que “E Outros Cenários” não é um nome ruim. Na verdade, acho até mesmo que é um nome bom. Me pergunto como é que eu nunca percebi isso antes.

Em todo caso, nessas reformulações acabei percebendo que eu tenho poucos contos postados aqui no blog. Em parte, isso se deve ao problema que já mencionei, de eu ter poucos contos terminados. No entanto, mesmo contos que eu publiquei em outros lugares, por algum motivo eu não publiquei aqui também. Isso me parece um pouco absurdo, idiota, na verdade, então devo postar alguns contos meus por aqui.

Mas tem um problema. Não sei exatamente quais postar. Porque não todos? Bom, é porque existem muitos concursos que pedem que as obras (contos inclusive), sejam completamente inéditos, não podendo nem mesmo ter sido publicado em blogs ou lugar algum da internet. Como as vezes tenho esperança em conseguir algo em concursos assim, acabo ficando indeciso sobre publicar ou não alguns dos meus trabalhos que gosto mais.

Bom, tirando isso, acho que devo dizer que acredito ter sido uma ideia ruim colocar o “Zerando Minha Steam” como semanal, porque acaba que faz com que haja um movimento muito grande no blog caso eu queira postar alguma outra coisa, ou se eu vir a trabalhar novamente em História Não Publicada (coisa que está nos meus planos para breve), mas como eu falei que seria semanal, então semanal vai continuar a ser.

Por enquanto creio que seja só isso. Ainda essa semana devo postar mais coisa.

Renan Barcellos, que estava com preguiça de pegar algo para beber

e que pode ser um pouco egoísta

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Meu problema com nomes no projeto SteamlessPunkless

Existe um problema com nomes no projeto SteamlessPunkless (que a partir de agora passarei a me referir mais como A Gema dos Meahdirr). E antes que certo indivíduo bovino, que saberá que está sendo citado, não se trata dos nomes APARENTEMENTE – deixo claro u_u – sejam difíceis de se pronunciar. Ou pelo menos não exatamente.

Quando eu comecei a escrever as primeiras coisas que viriam a fazer parte do mundo de Cmyvllaeth, onde A Gema dos Meahdirr estará ambientado, eu não sabia ainda que eu iria querer uma fantasia que não fosse medieval. E para falar a verdade, eu não tinha lá tanta experiência literária para pensar em coisas menores como nomes. Então, fiz basicamente o que todo iniciante na fantasia deve fazer quando se trata de fantasia medieval. Nomeei as coisas baseando-me em livros de fantasia medieval que eu conhecia.

Acontece os nomes em tais obras eram basicamente de origem inglesa, celta, escandinava – européia em geral – ou eram criações baseadas em línguas fictícias que embora não estivessem ligadas per se a nenhuma língua, foram feitos tendo em mente leitores de língua inglesa.

Esse é o padrão dos nomes na literatura de fantasia medieval. Senhor dos Anéis é assim, Brumas de Avalon é assim, infinitos livros de RPG são assim. Então é mais do que normal que alguém que está iniciando no gênero siga essa formula de forma um tanto quanto irrefletida.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 29 – Personagens, persongens

Período de 18/02/13 a 24/02/13  —–  Palavras no word: 138.310

Só pra não dizer que não tem imagem, aqui uma de o homem do castelo alto.

Essa semana passada eu voltei ao meu ritmo normal. E devo dizer que consegui cumprir todas as metas que eu tinha. Continuei com a escrita do livro, seguindo o esquema de 1000 palavras diárias escritas usando o Q10. Consegui com isso um bom avanço no capítulo 28, na verdade terminando ele.

Minha opinião sobre o capítulo 28 está um pouco dividida, a primeira cena (que toma a maior parte dele) é apenas a conversa entre dois personagens e o resultado dela. Nela acho que mostro bastante do ponto de vista de um dos personagens principais e também as motivações e personalidades de um dos meus personagens secundários preferidos até o momento. Ficou uma cena extensa, mas eu gostei bastante do resultado e também me trouxe à tona muito material interessante que eu vou tentar explorar nas exaustivas revisões que terei.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 28 – O trabalho continua, mas sem nenhuma previsão

Período de 11/02/13 a 17/02/13  —–  Palavras no word: 133.057

Na última semana eu não fiz muita coisa (nem fiz o registro da semana 27, que foi minha semana de descanso e foi basicamente assistir filme e escrever coisas aleatórias). Escrevi alguns dias, não escrevi outros, fim de semana compensei um pouco da cota de palavras que não havia alcançado em janeiro, mas não exatamente tive muito progresso.

A questão toda é que teve o carnaval, fiquei muitos dias parado em casa, e quanto mais tempo livre eu tenho, menos eu faço. É tudo uma questão de não ter uma rotina para quando eu estiver de folga, aí acabo procrastinando, divagando e fazendo menos do que faria em dias mais cheios. Foi principalmente devido a isso que acabei decidindo aproveitar as folgas para descansar e não me preocupar com metas ou progressos, escrevi só quando a preguiça deixou e pronto. Essa semana pretendo voltar ao ritmo normal.

Apesar de ter escrito menos, essa semana passada não foi vazia de avanços. Pelo contrário, tive algumas ponderações interessantes sobre o livro. Algumas meramente continuações de questões passadas, outras algumas “técnicas” que tem funcionado para mim.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 26 – Sobre metas não alcançadas e problemas na história

Primeiro eu tenho que dizer que desta vez não consegui alcançar a meta. Pelo menos em relação ao livro. Minha meta mensal estava estabelecida como 20.000 palavras no Word por mês e desta vez eu consegui apenas 16.500. O fato me deixa um pouco chateado, afinal eu estava conseguindo manter todos os ritmos que eu havia estabelecido. Contudo, não é exatamente algo que é muito ruim, uma catástrofe ou algo parecido.

Na verdade, eu escrevi MAIS de 16.500 palavras no mês, só que 9.000 delas foram direcionadas à Última Torre. Se contar tudo, escrevi umas 25.500 palavras, o que é um valor 25% maior do que o teto que eu estava colocando, embora contemple um projeto paralelo. Certo, eu não consegui atingir o que eu queria para o livro, mas ao menos em matéria de esforço, eu continuo com o mesmo nível. Sem contar que, as metas não são algo com o qual eu deva me digladiar, mas sim me guiar. Na verdade, seria um grande problema se eu começasse a ficar muito angustiado em não cumprir a meta, pois mostraria que eu estou disposto a forçar a escrita do livro a custo da qualidade que procuro, o que, acredito, não é o caso.

Um meme triste para a meta não alcançada

Tendo dito isso, aos progressos (ou não) da semana passada:

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 25 – ainda escrevendo capítulo 26

O projeto “Steamlesspunkless A” é o projeto da escrita do meu primeiro romance. Leva este nome por se passar em um cenário que se inspira no espírito da Era Vitoriana sem, no entanto, possuir tecnologias a vapor, mas se encaminhando lentamente para sua revolução industrial e também problemas sociais. Nesta série de posts comento semanalmente como está sendo a escrita do livro.

Período de 14/01/13 a 20/01/13  —–  Palavras no word: 122.043

Tendo terminado o conto da Última Torre (mas ainda não a série de posts sobre o design dele, sorry), a semana passada me dediquei inteiramente o livro do projeto steamlesspunkless, pelo menos no que toca escrever no computador. Resumindo o que aconteceu, consegui muito bem cumprir a cota de escrever 1500 palavras por dia nos dias úteis da semana, provando a mim mesmo mais uma vez que posso escrever tamanha quantidade de texto no PC sem me distrair com as infinitas coisas que a internet pode mostrar.

Em relação a escrita em si, o que percebi que é, curiosamente, foi mais fácil escrever A Última Torre, mesmo sendo este conto muito mais rebuscado do que uso no livro. Não sei se isso é devido a ser uma história menor, ou os acontecimentos serem mais condensados, ou até porque uma estrutura de um romance, com inúmeras coisas para se falar, é mais cansativa, mas o fato é que percebi que escrever as coisas pro livro saía de forma um pouco mais custosa, contudo, perfeitamente possível de se escrever.

Uma imagem da Companhia Negra, de Glen Cook, só pra chamar atenção.

Primeiro eu fiquei bastante preocupado que de alguma forma estivesse forçando tudo, que de alguma forma não fosse apropriado para mim passar as coisas diretamente para o PC, em relação ao projeto Steamlesspunkless. Contudo, pude verificar que o capítulo em questão era um capítulo particularmente complicado, por ser predominantemente momentos de tensão, sem haver um combate iminente e sem haver interação entre os personagens. Basicamente, os personagens estão fugindo e andando pela cidade com medo de serem encontrados, tentando alcançar um lugar em que supostamente teriam proteção. Isso, tentando escapar da polícia, da guarda da cidade e das pessoas que estão atrás deles. É um tipo de cena que eu não havia escrito antes e que, no meu estilo meio detalhista, acabou se mostrando difícil. Um lado meu se preocupa de eu estar inventando desculpas pra só escrever no computador, mas acho que não é o caso.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 24 – Outro Editor de Texto

Período de 07/01/13 a 13/01/13

Palavras no word: 114.538

paginas no caderno: 343

Certo, como eu havia falado, na semana passada eu resolvi tentar uma nova abordagem. Por alguns motivos que citei, eu não iria mais escrever as coisas antes no caderno (pelo menos do livro), mas iria direto para o computador. Teoricamente nesta semana que passou eu deveria escrever pelo menos 7.500 palavras para o livro (isso de coisa aproveitável), pois assim ficaria verificado que eu consigo fazer progresso sem ser vitimado pelas distrações do computador. Acontece que para o livro eu consegui escrever apenas 4.000 palavras… E mais 4.500 para o conto da Última Torre.

Na teoria, eu não cumpri a minha meta para o livro, no entanto, somado com o que fiz para o conto (que já terminei e enviei para a antologia, só resta aguardar), pude verificar que eu consigo perfeitamente produzir a quantidade mínima que eu queria. Para falar a verdade, se eu insistisse, eu poderia ter escrito umas 15.000 palavras no total essa semana, mas considerei que era um esforço desnecessário e que iria tomar o tempo que eu estava pesquisando, lendo e fazendo anotações para outras coisas, então deixei de lado a pretensão. Eu digo que eu poderia ter conseguido essa margem porque em um desafio pessoal, na segunda feira escrevi 3.500 palavras somando livro e conto.

Kadath – a maior inspiração para A Última Torre

É justo ponderar sobre se escrever tanto de vez é realmente uma boa coisa. Afinal, pode muito bem acontecer de eu estar escrevendo tantas palavras assim e não está realmente produzindo algo com a qualidade que procuro. No entanto, creio que o conto da Última Torre foi o melhor conto que escrevi até hoje, então tiro daí a idéia de que sim, posso escrever isso tudo aí sem estar escrevendo um monte de besteira. Tudo deve depender de disciplina. Para falar a verdade, olhando o que escrevi do livro (as partes em que foi coisa nova e não simplesmente passar do caderno para o PC), eu não tenho certeza se está tão bom quanto eu gostaria, mas uma vozinha me diz que isso deve principalmente à mudança no “paradigma” da escrita e não em como realmente a coisa está. Pedirei para algum colega ler e me dar uma opinião futuramente.

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