Saldo de Abril

grafico-crescente_21212912

Abril foi um mês bem mediano. Como de praxe, não consegui fazer tudo que eu pretendia fazer. Eu imagino que eu tenha conseguido ter um progresso razoável, embora talvez tenha sido o mês mais morno de produção até agora. Ou talvez tenha sido melhor do que Março, não sei.

E é por causa desse não saber que resolvi ter uma forma de conseguir analisar o quanto do que eu pretendia trabalhar foi efetivamente trabalhado. Passei uns dias pensando nas minhas rotinas e consegui fazer uma tabela com as atividades recorrentes das semanas e quanto eu espero fazer delas no mês.

É uma lista com bastante coisa (colocarei no fim do post), e que olhando, parece virtualmente impossível de se seguir a risca. A verdade é que é realmente impossível de seguir a risca, creio. Pelo menos, eu não consigo, visto que existem atividades cotidianas, sociais e outros interesses meus que também demandam tempo. Mas o objetivo é aquele mesmo, ter uma meta, tentar alcançá-la e não me frustrar por não consegui. Acho que tem funcionado e imagino que essa  “to do list” vai me ajudar um pouco.

Uma coisa meio que inesperada que ocorreu é que acabei acumulando mais obrigações auto-impostas. Eu já não estava conseguindo cumprir tudo o que eu pretendia fazer, mas ainda assim, resolvi fazer mais coisas.

De certa forma, não é algo absurdo. Teoricamente o tempo dá. Resolvi que iria começar a me empenhar mais em traduzir coisas pois quero desenvolver essa habilidade. Uma hora por dia útil, basicamente. Tenho traduzido basicamente material e contos baseados em cenários de RPG. E falando em RPG, um amigo me convidou para participar de um blog com ele. De inicio fiquei um pouco com pé atrás, não sabia se ia conseguir dar conta de postar em mais um lugar, mas acabei aceitando e estou empolgado com a ideia. Devo fazer dois posts lá por mês, espero que isso me ajude a ter vergonha na cara e postar mais aqui também.

A quantidade de leitura em abril não foi nada de diferente. Li uma quantidade razoavel, terminei dois livros e continuo à frente do que precisaria pra cumprir minha meta anual. O problema é que eu ainda não consegui encontrar tempo/disciplina para ler os livros acadêmicos que eu ainda não terminei (para então começar os muitos outros que estão na fila), mas pretendo conseguir ter progresso nisso em Abril.

Na parte da escrita, bom, eu acabei vacilando um pouco nesse campo. O que estou fazendo agora com o conto de samurai é somente revisão. E eu não  estou acostumado a revisar tanta coisa assim e nem na quantidade de revisão que o conto precisa. Aí acaba que eu trabalho menos do que deveria. Percebendo isso, me programei para revisar o conto inteiro em abril, menos o final que precisa de uma reescrita mais densa. Faltou apenas 5 paginas para conseguir essa meta, mas isso eu posso revisar em apenas um dia, na quantidade normal de trabalho.

Mês que vem pretendo ajeitar minha rotina para algo talvez mais funcional,  ver como vai ser para inserir tradução na minha “carga horária”. Tenho certeza que em maio termino de vez o conto “Questões de Honra e Lealdade”, e já começo outra coisa.

Utopicamente, era isso que eu queria conseguir fazer (além de trabalhar em aventuras de RPG que eu estou desenvolvendo).

4 dias úteis da semana, à noite (cada dia):

  1. Trabalhar 2 horas de trabalho literário
  2. Trabalhar 1 hora em tradução
  3. Ler 50 paginas de livro literário

Manhãs de terça e quinta, as duas juntas

  1. Escrever Uma resenha
  2. Escrever Um conto de mais ou menos uma hora
  3. ler 50 páginas de livro academico
  4. Jogar 1 hora de jogos eletrônicos
  5. Escrever Post zerando minha steam

Manhãs segunda, quarta e sexta (em que tenho aula)

  1. Alcançar 1 ponto de reorganização dos cadernos

Sábados e domingos, os dois juntos

  1. Escrever um post para blog
  2. Jogar 4 horas de jogos eletrônicos
  3. assistir um filme
  4. ler hq
  5. Arrumar 2 horas de estante (nas semanas que eu ficar em casa sábado).
  6. Escrever e postar história não publicada

Renan Barcellos, que não tinha bebido nada no dia

e que não estava se isolando tanto assim

Zerando Minha Steam Semana 17 – Avernum

AvernumDesktop

Antes de começar a jogar Avernum eu estava com bastante medo. Me perguntava porque diabos eu tinha comprado ele, não parecia ser realmente bom. Eu tinha a impressão de que ele seria um tédio completo e, sendo um jogo de RPG pra PC nos moldes de Baldur’s Gate, prometia inúmeras horas de tédio completo.

Felizmente, não é um jogo chato. Para falar a verdade, é bastante divertido.

Avernum segue o estilo um estilo de RPG completamente Oldschool. Gráficos econômicos, jogabilidade simples, um grupo com habilidades diferentes e um mundo repleto de dungeons para explorar. A câmera, claro, é isométrica e as animações são mais simples até mesmo do que jogos de dez anos atrás. Particularmente, é um tipo de jogo que eu gosto, mas eu nunca havia jogado um que não fosse conceituado e “histórico”.

No entanto, mesmo indie, talvez até justamente por isso, Avernum consegue entregar um material agradável e divertido.

O início do jogo é no estilo Eye of the Beholder ou Ice Wind Dale. Você cria um grupo completo de personagens para iniciar a jornada. Existe uma lista de classes, mas não tem realmente muita diferença entre elas. Comecei com um Guerreiro, uma Rebelde, um Shaman e uma Feiticeira. O Guerreiro bate, a Rebelde bate de novo, o Shaman bate e também cura e a feiticeira taca magias. Nos padrões D&D, um grupo equilibrado. Continuar lendo

Zerando Minha Steam Semana 16 – Another World

unnamed

Essa semana eu comecei a jogar Another World e já terminei de jogá-lo. É um jogo curto, de pouco mais de três horas, mas ainda assim é muito desafiador.

Another World é um adventure de plataforma que segue basicamente o estilo que foi estabelecido por Pitfall. O jogador precisa seguir adiante, sem ter quase nenhuma capacidade combativa, e precisa evitar e sobreviver os perigos que encontram pelo caminho.

Mas o jogo não é exatamente como Super Mario, onde basta sair correndo e pulando. Os movimentos do personagem são bem limitados e o gameplay não se foca na ação, mas antes disso, na resolução de puzzles.

O protagonista até pega uma arma durante o jogo, mas ela é mais usada como parte de puzzles, não se trata de sair atirando em todo mundo. Sair atirando em todo mundo só funciona no inicio, quando é pra funcionar.

O jogo foi muito legal, embora eu admita que eu tenha tido dificuldade em me acostumar. Ele é de 1991, essa versão comemorativa de vinte anos não muda muita coisa, só embeleza um pouco os gráficos do background. O grande problema é que ele é de uma “mentalidade” que eu já não estava mais acostumado. Precisa-se pensar mais do que em jogos mais atuais, os puzzles não são impossíveis, mas não são óbvios e na maioria deles o erro é letal.

Sim. Letal. Fez uma coisinha errada e puft, morte. Eu devo ter morrido mais de 100 vezes nas 3 horas e pouco de jogo. Muito mais mortes do que em 3 horas de dark souls 2.

Enfim, Another World é um jogo muito bom. Um dos primeiros a apresentar “cutscenes”. O jogo mostra um cientista que após um acidente com um acelerador de partículas (será que na versão original era um acelerador de partículas?) é levado para um planeta alienígena hostil e precisa sobreviver.

Recomendadíssimo.

Tempo total de jogo: Três horas e vinte.

Renan Barcellos, que estava bebendo água

e que não conseguia focar a mente numa coisa só

O Russo Negro – Resenha

Mais Próximo do Noir do que de Agatha Christie

O_RUSSO_NEGRO__1367523877B

Nascido na ilha da Tasmânia e morando atualmente em Sidney, Lenny Bartulin não é um autor muito comentado nas terras brasileiras, embora seu primeiro livro tenha sido publicado em 2008. Tendo pouco reconhecimento ao redor do globo, coube ao selo Casa da Palavra da editora Leya uma tímida publicação da série protagonizada por Jack Susko. O Russo Negro(Casa da Palavra; 256 páginas; 2013) é o segundo livro dos “Mistérios de Jack Susko” (“A Jack Susko Mistery”, no original. O nome da série não foi incluído na publicação brasileira), mas pode ser lido de forma independente do anterior sem que haja nenhum problema de compreensão da trama ou dos personagens.

Continuar lendo

Zerando Minha Steam Semana 15 – Analogue: a Hate Story

analogue

Eu sabia que Analogue: A Hate Story era um jogo curto, mas foi até mais curto do que eu esperava. Com apenas pouco mais de 3 horas de gameplay, consegui terminá-lo com um dos finais “bons”.

Depois de ter descoberto basicamente tudo de “chave” que aconteceu na nave Mugunghwa, restou apenas entender o que motivou as ações de certos personagens que viveram 600 anos antes da história do jogo começar.

Como todo o resto, foi por meio dos diários.

No jogo temos duas A.I que presenciaram os acontecimentos narrados no diário e até mesmo interagiram com alguma das peças chaves para a destruição de Mugunghwa, mas elas em momento nenhum contam o que aconteceu, apenas comentam o que o jogador descobre a partir das entradas nos diários.

Isso tem um objetivo muito claro. Christine Love, a designer do jogo, quis que os jogadores tivessem contato com os pensamentos e sentimentos dos personagens a partir de sua própria perspectiva. O jogador, não cria uma impressão sobre o que vê os personagens fazendo ou através da palavra de terceiros, mas explora o que eles sentem sobre si mesmos e entendem sobre a situação ao seu redor. Essa proposta foi muito bem executada.

No jogo, é possível conquistar alguma das garotas (as A.Is), mas isso nem de longe é importante ou é o objetivo da obra. Apesar de ser um visual novel, Analogue de forma alguma é um “simulador de namoro”. Não poderia descrevê-lo de outra forma que não uma armadilha para fazer os jogadores incautos pensarem sobre temas complexos como relações homossexuais, machismo, liberdade e entender o que uma sociedade opressiva e patriarcal pode causar a uma mulher.

É um jogo muito bom, apesar de só poder ser aproveitado por quem gosta e têm paciência para a leitura (o que em minha opinião DEVERIA ser o caso da maioria dos gamers). Uma crítica que tenho apenas é que, por questão de fortalecer o gameplay, a relação entre o personagem do jogador e as A.Is poderiam ser melhor exploradas. O relacionamento entre eles acaba avançando rápido demais e o jogo valorizando apenas um dos dois tempos que são apresentados.

Tempo total de jogo: 3 horas

Nota 8

Próximo Jogo: Another World

Renan Barcellos,   que estava bebendo chá preto

e que estava com preguiça de fugir para as montanhas

Zerando Minha Steam Semana 14 – Analogue: a Hate Story

analogue

Analogue: a Hate Story me surpreendeu. Não era exatamente como eu imaginava. Eu já joguei alguns visual novel, neles, o jogador era um personagem que interagia com o mundo, via o desenrolar de uma história como participante ativo, ou ao menos presenciava em primeira mão os acontecimentos. Isso não ocorre em Analogue.

No jogo, o jogador assume o papel de um personagem que precisa acessar os registros de uma nave antiga que está a deriva e que não tem nenhum ser vivo. É o papel dele descobrir o máximo que puder sobre o que aconteceu com essa nave. Se comunicando à distancia com a rede da nave Mugunghwa (tudo é coreano no jogo e este é o nome de uma flor que é um dos símbolos da Koreia do sul), entra-se em contato com uma A.I, a Hyun-Ae.

Essa A.I se comunica com o personagem do jogador da forma que pode. Não pode ouvi-lo e nem mesmo entender oque ele digita, apenas falar com ele e faz perguntas simples de duas respostas. Um problema na rede da nave que acaba traduzindo o gameplay e aproximando ele para a visão que o protagonista teria. Sabendo que ele pretende entender o que aconteceu no passado, Hyun-Ae dá acesso aos logs de registros de mais de 600 anos atrás.

Continuar lendo

Zerando Minha Steam Semana 13 – Anachronox

Anachronox

E finalmente termina Anachronox.

Não com um final feliz, não com um final triste, mas com um cliffhanger.

Pois é. Isso é algo que eu já sabia, mas creio que não mencionei aqui. Anachronox foi projeto para ter o triplo do tamanho. Para não ficar muito grande, dividiram em três. Mas apenas a primeira parte foi feita.

Talvez alguns pensem que isso faz com que o jogo seja inútil, mas não. É um jogo muito bom e apesar do final aberto, vale o tempo que foi jogado.

O final foi bem divertido. Uma pequena mega dungeon (sei que é paradoxal, mas é como eu consigo descrevê-la) onde tive que montar dois grupos diferentes. Muitos puzzles que envolviam os dois grupos (e o robozinho PAL-18 que estava numa infiltração solo).

Após isso, uma luta contra boss. Aquele tipo de boss chato que tem mais de uma fase.

Por sinal, foram 3 bosses. E as lutas em certo ponto forma dificeis pra caramba. O tipo de dificuldade que não deveria ter nesse jogo. Não era algo que dependia de estratégia. Não era um tipo de mecanica que você poderia conseguir evitar ou minimizar. O chefão soltava ataques e ataques poderosos que tiravam quase metade da vida e tinha-se que lidar com isso sem ter um grupo completo.

Foi difícil, realmente. Mas também meio frustrante. Não foi uma luta bem planejada.

O jogo continua bom ainda assim.

Tempo total de jogo: 23 horas.

Semana que vem continuo com o próximo da lista. O visual novel “Analogue: A Hate Story” =)

Renan Barcellos, que estava bebendo água

e que não sabia como estava a lua