História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 1

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Leia o primeiro capítulo.

Capítulo 3

A movimentação que existia lá fora ficou mais clara, a urgência fluiu em Emílio através de sangue e adrenalina. Pegou a sua arma de volta. Dessa vez não ligou para o revólver que o escritor empunhava.

– Caralho, Emílio. Seu tiro atraiu seja lá quem tiver lá fora. Por que diabos você foi atirar? Aqui era tipo uma sala do templo, ou algum lugar assim, seguro e coisa assim.

– Agora a culpa é minha? – um tipo de inquietação diferente cravara suas garras no músico – Cê tentou roubar meu trabuco com algum karatê escroto aí. Eu só queria saber quem cê era.

Olhando para os lado o homem das letras tentou pensar no melhor caminho para sair dali. Mas caralho, o rapaz não parava de falar, dizia algo sobre sei lá o que. O escritor então verificou sua arma. Não queria ser pego com aquela porra sem estar funcionando direito. Começou a andar, mas então abriu a mochila e rabiscou qualquer coisa em uma folha vazia. Percebeu que não havia numerado as ultimas milhões de paginas e resmungou algo ininteligível consigo mesmo.

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História Não Publicada – Capítulo 1

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Um tiro varou a janela. Vidro banhou sua calça jeans e teve certeza de que alguns cacos feriram sua cabeça. Agora eles tinham armas. Armas. Que bosta de sorte. Pensou em correr para o outro lado da sala, mas aí outro tiro foi lá e acertou o quadro com a montanha, aquele que ficava perto do balcão. Era um puta quadro, mas, bem nunca ouvira falar de um quadro que ficasse bem com um furo no meio.

Furo no meio… De alguma forma isso era meio western, mas que se foda.

The Poet and The Muse. The Poets of The Fall. Não sabia porque desgraça a música veio à sua cabeça, não tinha motivo. Não, tudo bem, tudo bem, havia um motivo, havia alguns na verdade. Não tinha nenhum Tom no lugar, se houve uma musa em sua vida, se esqueceu disso faz tempo. Quanto ao lago? Bom, tinha uns dois por ali, mas não como Aquele. A cidade era velha, isso realmente era. Mas se tinha alguma bruxa no casebre não seria nenhuma dama da luz, apenas mais um daqueles fodidos tentando arrancar sua pele. De qualquer forma, a música martelava em sua cabeça, trazendo coisas que não queria lembrar.

Algumas batidas saíram do ritmo da canção. Sempre achou que fosse bom em gravar ritmos, mas isso não era importante naquele momento. Afinal, o som de madeira quebrando não fazia parte da música que dominava sua cabeça.

Um machado, muito bom. Os filhos da puta tinham conseguido um machado. Na verdade não deveria se espantar. Aquele tipo de história SEMPRE tinha um machado, quer dizer, tinham que quebrar as portas de alguma maneira não é?

Uma das tábuas começou a ceder, mas não se importou. Na verdade, se importou pra caralho. Apressou a caneta em sua mão e sua letra se tornou um rabisco. Ia ser uma merda pra entender aquilo depois, mas tinha que terminar de qualquer forma. E pra terminar tinha que sair vivo dali. Ou seja, uma frase clichê para uma coisa clichê.

Guardou as folhas dentro da mochila pesada sem lembrar de numerar, alguma hora iria perceber e iria xingar pra caralho. Ou talvez aquilo só fizesse parte de sua história.

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