Projeto SteamlessPunkless A – Semana 16 – Fim do quarto mês de trabalho

Período de 12/11/12 a 18/11/12

Em relação ao projeto SteamlessPunkless, essa semana tudo correu bem. Talvez não exatamente bem, mas eu consegui manter-me na meta e cheguei a marca de 90.000 palavras. Acho que o maior problema foi que no meio da semana acabei sendo acometido pelo mal da preguiça e deixado pra passar depois as coisas para o PC. Acabou que sábado eu tinha ainda 5.000 palavras para passar do caderno para o Word. Podia ter feito 2.500 em cada dia, mas acabou que no domingo tive que passar 3.750.

Bom, eu consegui cumprir minha meta mensal de 20.000 palavras (na verdade perto disso, escrevi umas 100 a menos pra ficar próximo de um numero arrendondado e facilitar contagem) e sei lá quantas palavras no Word, mas ainda assim, senti que minha semana foi um pouco desperdiçada. A explicação é: O feriado.

Não que eu tenha viajado ou coisa do gênero, mas ficando em casa o dia todo, tendo mais tempo disponível, eu acabo desperdiçando esse tempo e faço MENOS do que eu faria se tivesse com um dia cheio. Acabou que não consegui me dedicar a projetos paralelos ou à escrita da resenha que eu tinha mencionado querer fazer. Acabei escrevendo 6 paginas a menos de caderno do que deveria… mas sinceramente, estou tão a frente no caderno do que no word que me deixou ter essa regalia… Ou seja, no caderno, virtualmente, escrevi bem mais de 20.000 palavras esse mês.

De qualquer forma, done is done. E a ultima semana não foi desprovida de coisas interessantes.

Porque papel velho é legal.

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Uma primeira visão da República de Darai

O Reino de Dwyrain, atual República de Darai, foi a primeira nação que criei para Cmyvllaeth e foi feito com a idéia de ser a principal ambientação para as histórias e contos que eu iria escrever. Na época em que pouco do cenário havia sido pensado, quando o plano ainda era fazer uma história puramente medieval, Darai iria ser uma nação que não se espelhava em nenhum correspondente específico de nosso mundo, seguiria a idéia medieval-fantástico, tendo suas próprias características e um pouco da mistura de várias culturas. Contudo, conforme meus planos foram indo em direção a algo vitoriano e tentando ser cada vez mais steampunk sem ser steampunk, essa noção acabou mudando um pouco.

Com a idéia do vitoriano, Darai acabou tomando como inspiração direta a Inglaterra. Não que seja de fato uma “encarnação” inglesa em um cenário de fantasia, mas toma emprestado dos bretões muitas noções e estilos. Talvez o principal deles seja a iminência de uma revolução industrial pioneira, bem como a redescoberta da magia, que também evoca esse conceito de uma quebra de paradigmas que foi realizado pela Inglaterra durante a Era Vitoriana.

Ruas em Darai, e no continente de Rehquia em geral, possuem aspectos semelhante à desta imagem

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A Queda do Forte Belkarrar

 Depois de um pequeno hiato, volto com mais um conto. É um conto antigo, creio que até já foi mencionado antes. Ele pertence ao cenário de Cmyvllaeth. Está desatualizado, pois muita coisa mudou desde sua concepção, contudo, vários aspectos permaneceram.

Caso os leitores peçam, farei um post explicando sua relevância para o mundo de Cmyvllaeth e de onde veio a inspiração (algo como fiz com o Anjos em Ethandun). Não irei me estender porque postei o conto na íntegra, sem divisões. Adianto que pretendo reescrevê-lo em algum momento, porque ele fala de coisas que influenciam o livro no qual estou trabalhando no momento.

Boa leitura =)

O Belkarrar tem um aspecto semelhante ao de um forte gótico…

O comandante estava em pé, numa das áreas mais altas do forte Belkarrar. Olhava, com certo pesar, para a planície logo à frente da região montanhosa em que a fortificação se situava.  Aquela era uma posição estratégica para o reino de Dwyrain, pois defendia um dos únicos caminhos conhecidos por entre a Serra dos Dois-Passos. O militar refletiu sobre aquele nome decerto agourento, sabia que histórias contadas por gerações diziam que era impossível não encontrar algo mortal após um simples caminhar. Suspirou. A cadeia de montanhas era decerto perigosa, mas as pessoas da região têm o costume de aumentar uma historia toda vez que ela é contada.

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Uma breve história da magia moderna de Darai.

Diferente da maioria dos cenários de fantasia onde a magia é um fato presente no mundo, em Cmyvllaeth ela não foi descoberta a eras atrás, possuindo um passado conturbado, e tampouco foi dádiva dos deuses para a humanidade. Pelo menos, se esse foi o caso, se alguma força divina trouxe a magia para os mortais, ela teria uma grande dificuldade em convencer os cientistas, estudiosos e magos de que essa é a realidade.

Um dia a magia foi algo grandioso, onde magos se agrupavam em grandes escolas e universidades, passando adiante o conhecimento do arcano que iria transcender as gerações. Magia era simples, dependia apenas do da força de vontade e da habilidade em manipular a energia do próprio mundo. Mas a civilização dos construtores a muito desapareceu, mas seu legado seria descoberto e a pratica da magia voltaria ao mundo.

Livre de tabus acerca explorações aos resquícios de uma poderosa nação, após anos de pesquisa feita por entusiastas acabou encontrando o primeiro livro em bom estado de conservação e este único livro, depois de feita sua tradução, acabou alvoroçando toda a comunidade científica daquele reino.

Um mago Meahdirr talvez fosse bem próximo disto. (E juro que não procurei por imagem de Raistlin, foi o primeiro mago que apareceu quando pesquisei Mage)

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O Diamante Amarelado e os Primeiros Passos de Cmyvllaeth – Relatos (parte 2)

(Caso não tenha lido a parte 1)

Lembro que quando comecei a escrever “O Diamante Amarelado – Guerras em Norrath”, eu tinha a sensação de que aquela seria “A” história. Eu sabia que ainda não escrevia bem o suficiente, mas o ponto é que eu pensava que aquela seria a história que eu escreveria do início ao fim num ímpeto digno de Anne Rice.

Logo no primeiro capítulo eu comecei com algo que logo chama a atenção. Um ladino em uma masmorra, procurando por um tesouro. Pensando bem, é uma idéia bem clichê, mas acho que ainda assim tem certo apelo. Armadilhas, coisas antigas e quebradas e até um toque de terror estavam naquele capítulo, que terminava com o dito mercenário recuperando o tal diamante de uma espécie de pedestal. Sem querer, libertava os vilões que destruiriam seu mundo. Nunca ficou claro em lugar nenhum, mas aquilo tinha sido armado por alguém que comandava uma organização poderosa e queria tirar do que viria o seu quinhão.

O segundo e último capítulo escrito começava quase como um RPG para videogames. Um jovem de uma cidade pequena que é acordado pela sua mãe e levado a fazer algum serviço ou missão. No caso de Beren (mais um nome emprestado, esse tirado de Tolkien), ele precisava levar mantimentos para os mineiros que trabalhavam em minas bem ao norte de seu vilarejo, as chamadas minas de velho Lunge (nome que não faço idéia de onde saiu). Este capítulo mostrava pouco da história, mas falava da vila de “Velha Árvore”, de seus moradores e mostrava um rápido panorama da nação onde se situava.

O início de “O Diamante Amarelado”, após o prologo, me lembrou bastante este jogo que nenhum de vocês deve conhecer.

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Os Construtores, ou Os Meahdirr ou Aqueles que Usavam Magia

Olá, possíveis leitores. No post de hoje (que, caso se lembrem, é sobre o mundo de Cmyvllaeth), vou tentar falar sobre um dos pontos principais que fizeram com que as nações de Rehquia não seguissem uma evolução tecnológica igual à do nosso mundo. “Magia!”, alguém poderia dizer, mas não. Falarei sobre os Meahdirr (mé-Á-dir).

Por toda Rehquia é possível encontrar o que outrora podem ter sido majestosas construções, de uma arquitetura peculiar, semelhante à utilizada em Tirasli, mas ainda assim, com diferenças fundamentais. Talvez fossem de uma beleza quase idílica, como se cada galeria e cada salão fossem um mini-monumento, se comparado com o que pode ser visto nos tempos atuais de Cmyvllaeth em matéria de edificações. Contudo, tais obras se encontram em ruínas que datam além dos registros de qualquer cultura Rehquia.

Os Construtores, como ficaram conhecidos no início da colonização das terras que há muito tempo se chamavam Dwyrain, ou Os Meahdirr, como são chamados na atualidade, são um povo – ou povos, como tentam afirmar as hipóteses de alguns arqueólogos – cuja história foge a qualquer registro histórico das nações ainda vivas. Toda sua existência é torneada de mistérios, nenhuma cultura alega ter tido contato real com esse povo fantástico que existiu há milhares de anos atrás. A única prova de sua existência são as construções que deixaram para trás e que sobreviveram ao tempo.

Eu não pensava nisso quando idealizei os Meahdirr. Mas a ideia das ruínas deles espalhadas lembra o antigo reino de Arnor.

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O Argumento, Ou a Pedra Fundamental de Cmyvllaeth

Ao longo do processo de desenvolver o projeto SteamlessPunkless, ou seja, o mundo de Cmyvllaeth, surgiram algumas ideias principais que foram como guias, algo como as pedras fundamentais que sustentaram o processo de desenvolvimento deste cenário. Penso nesses pontos como aquilo que diferencia este mundo fantástico e que, quando apresentados, podem mostrar uma primeira visão de como funciona. Seria como o argumento por trás da criação, o primeiro escopo do cenário.

Neste post vou tentar falar um pouco destes temas que, à primeira vista, ou tem uma maior importância, ou um maior diferencial dentro de Cmyvllaeth.

O primeiro de tudo e mais importante é algo que já foi citado: Cmyvllaeth não é um mundo medieval.

Muitos séculos se passaram desde a “era das trevas” desse mundo, onde as grandes civilizações eram povoadas por camponeses ignorantes que aravam sua própria terra, praticavam escambo para conseguir o que eles próprios não produziam e tinham que pagar dízimo aos seus reis, que eram o poder único e absoluto. Nos tempos atuais (369 depois do grande êxodo, segundo Darai), as nações do continente de Rehki (agora chamada de Rehquia) possuem bancos, papel moeda, uma sociedade que preza a produção artística, método científico e apenas Riddahri ainda é governada por um poder absoluto.

Existem lugares onde ainda reina a selvageria e a ignorância, na própria Rehquia ainda existem povos que vivem como bárbaros em comunidades em regiões montanhosas e frias. Outros continentes também abrigam culturas menos avançadas ou simplesmente exóticas. Para todos os efeitos, Rehki é como se fosse o equivalente à Europa de Cmyvllaeth, um lugar onde o cidadão de respeito precisa estar com seu chapéu e os cavalheiros mais ricos passeiam em charretes usando terno, na maioria das vezes gravata, bengala e uma cartola ou chapéu coco, de momento em momento checando a hora nos seus insanamente caros relógios de bolso.

Alguém muito rico em Tirasli ou Darai se vestiria neste estilo.

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