Projeto Steamlesspunkless A – Semana 20 – Duas Dezenas Completas

Essa foi a segunda dezena que completei desde que comecei a escrever esses relatórios ou qualquer coisa que eles sejam. Acho que minha situação não mudou muito com o passar do tempo, continuo com as mesmas inseguranças, os mesmos medos e continuo olhando para o livro e achando uma bosta. Na verdade, provavelmente isso se intensificou um pouco. Contudo, é interessante ler posts anteriores e ver que eu ainda estava na primeira parte do livro, ou que sequer tinha atingido 50.000 palavras. Na época isso me parecia bem significativo, uma enorme barreira vencida, agora vejo que foi só mais uma etapa e consigo notar que estou progredindo bastante na escrita do livro. E claro que eu não reli posts antigos, não tenho tempo pra isso.

No decorrer dessas várias semanas, a partir de determinado ponto eu comecei a reclamar que eu estava achando alguma coisa estranha na forma como a narrativa estava saindo, como se estivesse diferente do inicio do romance ou coisa parecida. Foi até por isso que eu voltei a escrever no caderno, para tentar recuperar isso. Bom, eu acabei percebendo o que era. Ou pelo menos parte da questão.

Acontece que no início das coisas que escrevi, eu entrava mais no psicológico dos personagens, sem ter medo de dizer que ele sentiu aquilo ou fez tal coisa por causa disso, contudo, com o passar do tempo, de alguma forma entrou na minha cabeça que eu não tinha escrito dessa forma, que eu havia tentado mascarar isso para o narrador não “entrar na cabeça dos personagens”. Aí em vez de eu falar que tal pessoa sentiu uma raiva assim e assim, eu comecei a dizer que ele parecia com raiva.  Pode parecer uma coisa pequena, mas não junção de vários momentos e em se tratando de outras possibilidades, pode mudar bastante coisa.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 19 – Crise de fé e a segunda parte do livro

Período: 03/12/2012 – 09/12/2012

Acho que a semana correu naturalmente, ou pelo menos algo parecido. Escrevi as paginas que precisava escrever, trabalhei no mini-projeto da Última Torre e até mesmo tive uma idéia nova para um jogo de tabuleiro/guerra civil voltado para guerras. Acho que o único problema mesmo foi que eu percebi ser bastante cansativa a semana que tenho que passar 1500 palavras para o PC. Não se isso é natural ou por que eu estava bastante distraído. De qualquer forma, quase consegui toda a meta semanal, só ficou faltando umas 800 palavras.

Liek dis

Nesse período, consegui completar o capítulo 21. O que me leva a oficialmente começar a segunda parte do livro, deixando para trás tanto a primeira parte quanto o “interlúdio” em que os personagens estão na Taverna do Trapeixe. Sinceramente, não gosto muito dos capítulos desse interlúdio, embora existam partes interessantes. Creio que o problema esteja no conjunto deles e em um medo meu de que esse momento do livro esteja chato para caralho.  Tem também a questão de que tive que lidar com partes sentimentais de diversos personagens, principalmente de Sares, que é garota e, para piorar, adolescente. Deu trabalho e eu não sei se está forçado ou não.

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O Projeto Steamlesspunkless “A”

Quando eu tive a idéia de começar um blog e consegui reunir energias para realmente fazê-lo, eu tinha como objetivo falar do mundo que estava criando e também do livro que iria escrever. A idéia era, quando eu começasse o livro, que toda semana falasse um pouco de como estava sendo o processo de escrita e as consequências de todo o preparo antecipado que eu fiz.

Portanto é com orgulho que venho dizer que… Eu já comecei a escrever o livro há três meses.

Bem, a maioria das pessoas que se preocupam em ler o blog já sabem disso, mas deve ter uma ou duas pessoas que não sabem e, com sorte, muitas pessoas futuras que precisarão saber. Meu plano era escrever resumos dos capítulos do início até o fim e desenvolver o grosso do mundo de Cmyvllaeth antes de começar de fato a escrita do livro.

Contudo, eu estava ficando ansioso e irritado. Eu tinha idéias e queria vê-las logo no papel, portanto, adiantei meus planos. Mas não pensem que fui logo direto ao pote, só fiz isso depois de um ano de planejamento e de ter o resumo de três quartos do livro. Para alguns, pode ser muito, para outros, pouco. No momento, para mim é um pouco menos do que o que eu consideraria o suficiente, mas estou me virando.

A quem estou enganando, não consigo escrever com bico de pena =(
(mas essa é uma tinteiro)

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Resenha – A Máquina Diferencial

Um romance histórico de um passado que nunca existiu

Capa do livro, muito bonita em minha opinião

William Gibson e Bruce Sterling são conhecidos principalmente pelo mérito de definir o que seria o Cyberpunk na literatura, com trabalhos como Neuromancer e a antologia Mirrorshades. No entanto, A Máquina Diferencial (Editora Aleph, 2012; 456 páginas; R$ 55,00)  não leva o leitor até um futuro distópico. O livro, escrito simultaneamente pelos dois autores durante um período de sete anos, traz à tona uma Era Vitoriana onde vapor e computadores fazem parte do cotidiano. Além de serem os precursores do Cyberpunk, os dois autores acabaram escrevendo uma das maiores referências do Steampunk.

No universo de A Máquina Diferencial, a ciência evoluiu de forma muito mais acelerada que a versão histórica da Era Vitoriana. Conseguindo finalizar o projeto que nomeia o livro, o matemático Charles Babbage acaba trazendo uma série de mudanças não só para a ciência como para o mundo.

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