Saldo de Fevereiro

Em Fevereiro continuei a ter progressos nos meus projetos. Não posso dizer que foi tanto quanto eu esperava, e também não dá para dizer que foi tanto quanto em Janeiro, mas ainda assim, não creio que eu tenha chegado a um nível em que eu precise, digamos, rever os meus métodos.

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Ainda estou trabalhando no conto dos samurai. Creio que o nome ficará algo como “Questões de Honra” ou coisa parecida. Não sou muito criativo para nomes. Bom, o conto já está terminado, ficou com mais de 30 paginas de caderno. O trabalho da maior parte de Fevereiro foi ir passando para o computador e revisar. Tenho feito as duas coisas simultaneamente. Trabalho 50 minutos na revisão, depois trabalho 50 minutos em digitalizar. No momento a revisão é apenas corrigir coisas pequenas e melhorar umas passagens. Quando terminar, irei imprimir ele e então reescrever pedaços, apagar coisas que precisem ser apagadas e, se preciso,  fazer umas mudanças estruturais. Creio que no final o conto ficará com por volta de 14 mil palavras. Sinceramente, não imaginava que meu processo de revisão fosse tão demorado.

Eu não trabalhei na escrita todos os dias. Sábados e domingos ainda tem sido complicados para mim. E como eu “viajei” no carnaval (eu e outras pessoas ficamos hospedados na casa de um amigo jogando RPG, PS3, jogos de tabuleiro e vendo filme), isso acabou interrompendo um pouco meus processos de trabalho e foi um pouco complicado retomar o ritmo. Acho que ainda não retomei o ritmo, pretendo fazer isso agora em março, contudo, nos dias em que coloquei a mão na massa, consegui as duas iterações de 50 minutos de escrita que eu pretendia.

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Saldo de Janeiro

Depois de muito tempo sem ter nenhum progresso regular em meus projetos literários e também em pesquisas e estudos que contribuam para eles, dá para dizer que janeiro de 2015 foi um bom começo.

Eu não fiz TUDO o que eu queria, até porque isso seria praticamente impossível, mas eu consegui estabelecer uma rotina que eu mais ou menos me acostumei e tive um rendimento que, embora não tenha sido o ideal, foi bastante agradável.

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Meu plano era escrever duas iterações de 50 minutos por dia da semana, o que não inclui sábado e domingo. Só consegui uma dessas iterações, o tempo disponível não ajudava, e também não posso dizer que escrevi todos os dias que eu deveria, mas creio que escrevi na maioria deles. Para um início, estou satisfeito com o resultado. Pretendo aprimorar essa rotina em fevereiro. Só com que o fiz em janeiro, QUASE terminei o conto de samurai que eu estava escrevendo. Foram 23 paginas de caderno que eu escrevi. Mais duas ou três eu termino o conto.

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Projetos (Alguns Deles Contos) Inacabados…

É comum autores bem estabelecidos ao darem dicas para os que não conseguiram se profissionalizar que eles devem terminar as coisas que começam. Neil Gaiman, autor de Sandman e Deuses Americanos, particularmente menciona isso várias vezes. Como publicar um livro? Ele explica: Você escreve. Você termina o que você escreve. E uma dica mais direta dele sobre a importância de terminar coisas: Você precisa terminar de coisas É assim que se aprende, terminando coisas.

Particularmente, eu não acredito que seja assim que se aprende. Mas não tiro a validade da coisa, terminar o que se escreve é necessário para certos aprendizados “literários” e talvez para que sua flua um trabalho continuo. Talvez não terminar o que se começou a escrever acabe levando a pessoa a ter muitas pausas na sua produção porque falta “autoestima autoral” e um costume de pôr os projetos para frente.

Não sei se o que eu falei tem validade, foi algo que me ocorreu agora, mas pode muito bem ser o “mau” que me afligiu em inúmeras ocasiões.

Power of Words
Só uma imagem aleatória

O caso é que eu escrevo já tem  bastante tempo. Fazem sete anos que eu abandonei fanfics e comecei a escrever coisas originais com uma esperança de talvez um dia publicar algo, e fazem cinco que eu decidi que seria escritor e comecei a colocar bastante esforço nisso. Acontece que eu tenho muito menos coisas terminadas do que deveria.

Veja bem, apesar de altos e baixos no nível de dedicação e de produção, eu escrevi bastante. Teve um ano mesmo que escrevi mais de 200.000 palavras, o que é coisa pra caramba, além de mais de 300 paginas de anotações. Isso é muita coisa. Outras teriam terminado uns dois ou mesmo três romances com essa quantidade.

Mas é melhor deixar essa questão de lado. O ponto não é exatamente terminar romances. O ponto é que eu tenho mais histórias não terminadas do que histórias terminadas e isso vem me incomodando cada vez mais. Incomodou tanto que eu resolvi recapitular tudo o que eu havia começado a escrever e não terminei.

E nessa contagem, cheguei a 22 histórias que eu já havia começado e não terminei. Um número que aumenta para trinta e alguma coisa se considerar o que eu não cheguei a começar a escrever mas fiz quantidades consideráveis de anotações e dediquei tempo. Dessa quantidade estão uns 8 romances e o resto se divide entre contos, novelas e noveletas. Muitas dessas coisas estavam na metade, ou em um quarto. Algumas até faltavam só finalizar.

Creio que fazer essa contagem me ajudou a não perceber porque eu meio que já sabia a decidir que era hora de parar com seja lá o que eu estava fazendo e efetivamente terminar umas coisas que deixei por terminar, em vez de trabalhar coisas novas. Foi por isso que decidi a partir desse ano ir terminando coisas passadas.

Não estou pensando em nada mirabolante no momento. Nada de terminar romances de 200.000 palavras antes de tudo. Pretendo terminar os dois últimos contos que comecei — um sobre samurai que deve estar muito chato e outro sobre um cara conversando com um soldado morto em um bar — e depois disso terminar a primeira parte de “Á Última Morte de Ciannor Ravorak”, que da s histórias grandes que tenho, é provavelmente a menor. Depois disso vou pensar no que fazer, que provavelmente vai ser terminar a parte seguinte de Ciannor Ravorak e mais alguns contos.

Também planejo revisar algumas coisas antigas e que eu acho que precisam de mais uma reescrita antes de minha consciência permitir deixar de lado, mas isso é algo que eu ainda vou me programar para fazer.

Renan Barcellos, que estava pensando em café

e que achava que histórias têm que terminar mesmo 

História Não Publicada – Capítulo 9 – Parte um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo write or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Arthur Dent é esse cara daí
Arthur Dent é esse cara daí

 

E o escritor checou sua arma pela terceira vez. Ou talvez fosse a quinta, não estava contando de verdade. É possível que uma dezena já tivesse se somado.

Fazia 20 minutos que Emílio fora embora. Tentava pensar no que faria dali em diante. Uma história precisa de coadjuvantes, era o que repetia para si mesmo baixinho, para convencer a necessidade da presença do garoto. Uma história precisa de coadjuvantes.

Checou a arma pela sétima vez. Seis balas. Mais seis de reserva, em seu bolso. O revolver .38 estava novamente alimentado e pronto para matar. “Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas.” Tinha visto isso em algum lugar, não tinha certeza se em algum carro que passava, mas um canto tímido de sua mente dizia que fora numa caminhonete, em um filme, um filme dublado, na tv.

As balas foram trazidas por Emílio, claro. O escritor só sabia de armas na teoria e, mesmo que fosse um atirador profissional, desses que faziam as balas curvarem, que acertavam moscas em suas asas, não tinha certeza se iria conseguir encontrar munição naquele lugar. Tinha certeza que não iria. Aquela cidade era um buraco de merda. Por um instante o nome fugiu á sua mente, mas logo voltou, como um pássaro pousando à janela.

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Coisas que me inspiram – “The Impresario” do Final Fantasy VI: Balance and Ruin

Resolvi falar de vez em quando sobre coisas que têm me inspirado. Não tenho nenhum motivo muito além de que eu estava afim de fazer isso porque, afinal, eu uso o blog para escrever sobre como anda minhas pretensões literárias e afins.

Em todo caso, vou falar de uma música que tenho ouvido bastante e é remix de parte da Ost de Final Fantasy VI. Ela se chama The Impresario (e está nesse link).

Eu sempre gostei muito de Final Fantasy VI. Mais do que Mario, Megaman, Zelda ou outros, esse foi o jogo que mais joguei em minha infância e que mais joguei. Mesmo não entendo a história por não manjar dos inglês aos sete anos, e também não saber escolher direito qual melhor equipamento para os personagens, eu jogava quando podia e – na maioria das vezes – assistia meu primo mais velho jogando. Depois de um tempo, passei a conseguir jogar sozinho e já devo ter zerado umas cinco vezes. Então, é um jogo que tenho na mais alta conta.

Artwork oficial de Final Fantasy VI. Magitek rlz
Artwork oficial de Final Fantasy VI. Magitek rlz

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A Última Morte de Ciannor Ravorak – Parte 1

(Primeira parte de uma novela que estou escrevendo, depois falo sobre ;) )

A Última Morte de Ciannor Ravorak

Os Portões de Raskanigr

Era meio dia e vida se esvaia em sangue e suor aos portões de pedra negra de Raskanigr.

Ciannor Ravorak sentia os músculos cansados se agitarem a cada nova investida do aríete com o qual tentavam violentar os portões da prisão-fortaleza. Já estavam há algum tempo ali, ele e seus homens, embora não tivesse certeza de quanto tempo realmente se passara.

Dentro do que lhe importava no momento, aquela era a primeira vez que participava do assalto a uma fortaleza, assim como também era a primeira vez da maior parte de seus irmãos. Imaginou que seria tomado pela fúria, que naquela onda de violência, cercado de morte e sofrimento, se entregaria ao torpor de batalha. Ao mesmo frenesi sanguinário que lhe capturava durante um combate e que construíra muito de sua fama como herói.

No entanto, ainda que com sua parte do peso do arrasa portões sobre os ombros, mesmo com seus velhos ossos sofrendo com o choque do encontro entre ponta de madeira endurecida do aríete com a barreira de pedra enfeitiçada que barrava-lhe o destino e a glória, sua mente estava sã. Ainda conseguia encontrar as palavras que em sua época de escriba, naquela mentira em que vivera, usaria para florear o discurso dos ricos e com os nobres.

Mais do que agitar-lhe o sangue, era como se o constante e violento vai-e-vem, em que seus homens dedicavam corpo e alma para derrubar o portão, lhe trouxesse apenas o estupor de lembranças antigas.

Surpreendeu-se com como, mesmo naquele inferno, podia se perder em ecos tanto do passado que outros tentaram eliminar, quanto do pretérito que ele mesmo gostaria que nunca houvesse existido. Contudo, no limiar de sua audição, Ravorak conseguiu ouvir um ruído em uníssono, um berro de várias gargantas trabalhando em conjunto, para então sentir um novo baque. Madeira comum contra pedra e feitiçaria.

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Sobre como anda o projeto Steamlesspunkless

O projeto não parou junto com as postagens sobre como ele estava se encaminhando. Mas também não está sendo produzido em uma velocidade sequer próxima à que eu estava trabalhando. Porque isso? Bom, tentarei explicar.

No início deste ano (ou foi final do ano passado?) eu comecei a escrever a novela “A Última Torre”, fiz até amostra do snowflake usando essa ela e etc. Acontece que ao terminar de escrever essa novela, eu senti algo que eu não sentia a algum tempo. E que, eu percebi depois de pensar sobre o assunto, me fazia falta. Era a sensação de terminar alguma coisa.

Eu estava me dedicando praticamente de forma integral ao projeto do steamlesspunkless (isso é, dentro do tempo que eu dedicava a escrita, o que era muito). Em pouco mais de um ano nesse ritmo, escrevi mais de “A Gema dos Meahdirr” – este é o nome – do que muitos livros do gênero escritos no Brasil têm em quantidade de palavras. Não que isso seja bom ou ruim, mas apenas para mostrar que, bem eu escrevi um bocado.  E quando eu terminei de escrever o A Última Torre, eu percebi que eu QUERIA escrever outras coisas. E terminar coisas menores também.

Por si só, isso já é um agravante para diminuir o ritmo da coisa. Mas há outros pontos.

Acontece que A Gema dos Meahdirr é o primeiro romance que eu comecei a escrever e cheguei a um ponto de desenvolvimento em que eu me sinta seguro de dizer que realmente trabalhei nele. No entanto, é um livro bastante… Complexo. Ele tem seis personagens principais, seis visões diferentes que sempre interagem entre si e cada um guardando os seus segredos e esperanças sobre o que está ocorrendo. Isso sem falar na cidade, que à sua forma também é um personagem.

Eu creio que poderia lidar com isso, se fosse só isso. Eu havia me planejado para isso, afinal. Mas aí vem outras coisas. Conforme eu ia escrevendo a história, eu fui percebendo alguns erros no planejamento que eu tinha feito (coisa natural de acontecer, até mencionei outras vezes), mas batava acrescentar uma ou outra coisa, mexer aqui e ali, matar um personagem, fazer outro aparecer e então estava tudo resolvido. O problema é que outras coisas foram se complicando. E por culpa minha. Conforme eu ia avançando na trama do livro, eu percebia que havia espaço para mais intriga, para mais motivações na história de alguns personagens e principalmente, para a história recente da cidade. Porque muito, muito envolve a história recente da cidade.

Basicamente, haviam coisas que eu não precisava mudar/acrescentar. Mas eu olhava para o que tinha, olhava, olhava, e chegava a conclusão de que eu queria acrescentar aquilo ou aquela outra coisa. Teoricamente era para ser algo simples, mas eu fui tendo idéias para tornar complexo e, pelo menos para mim, melhor.

Falando tudo isso. Eu basicamente iria demorar muito, muito para escrever a coisa toda da forma que eu quero. E não estou disposto a ficar tanto tempo me dedicando a uma só coisa. Portanto, o que acontece é que a previsão que já não existia, se estendeu ainda mais. É possível que sequer A Gema dos Meahdirr seja o primeiro romance que eu termine. (mas estou confiante que no máximo vai ser o terceiro).

Resumindo, estou levando a coisa num ritmo bem lento, trabalhando lentamente mais continuamente, enquanto trabalho também em outras coisas (talvez eu fale aqui). Inclusive, pretendo fazer posts falando sobre o mundo em que o livro se passa e coisa assim, para ir mostrando como é a realidade em que a história está inserida.

Ah, e não é só isso. Tenho em mente a idéia de escrever uma série de noveletas mias ou menos interligadas que mostrem diferentes aspectos da cidade de Santhem. Isso me ajudará em diversas formas. Primeiro porque estarei escrevendo (e terminando) coisas menores. Estarei desenvolvendo melhor a cidade e conhecendo mais da história recente dela, que será muito usada no “A Gema dos Meahdirr” e também, a depender de como eu faça, posso usar isso para poupar em detalhes sobre a ambientação no próprio a “A Gema dos Meahdirr”.

Então, é isso. Próximas semanas estarei falando melhor sobre as coisas que estou escrevendo agora, sobre idéias para essa série de noveletas e também posts sobre o projeto Steamlesspunkless em geral. (continuar postando “História Não Publicada” e também começar a postar “A Última Morte de Ciannor Ravorak).

Renan Barcellos, que nada bebia

e que lá estava postando outro post novamente.