Projeto Steamlesspunkless A – Semana 20 – Duas Dezenas Completas

Essa foi a segunda dezena que completei desde que comecei a escrever esses relatórios ou qualquer coisa que eles sejam. Acho que minha situação não mudou muito com o passar do tempo, continuo com as mesmas inseguranças, os mesmos medos e continuo olhando para o livro e achando uma bosta. Na verdade, provavelmente isso se intensificou um pouco. Contudo, é interessante ler posts anteriores e ver que eu ainda estava na primeira parte do livro, ou que sequer tinha atingido 50.000 palavras. Na época isso me parecia bem significativo, uma enorme barreira vencida, agora vejo que foi só mais uma etapa e consigo notar que estou progredindo bastante na escrita do livro. E claro que eu não reli posts antigos, não tenho tempo pra isso.

No decorrer dessas várias semanas, a partir de determinado ponto eu comecei a reclamar que eu estava achando alguma coisa estranha na forma como a narrativa estava saindo, como se estivesse diferente do inicio do romance ou coisa parecida. Foi até por isso que eu voltei a escrever no caderno, para tentar recuperar isso. Bom, eu acabei percebendo o que era. Ou pelo menos parte da questão.

Acontece que no início das coisas que escrevi, eu entrava mais no psicológico dos personagens, sem ter medo de dizer que ele sentiu aquilo ou fez tal coisa por causa disso, contudo, com o passar do tempo, de alguma forma entrou na minha cabeça que eu não tinha escrito dessa forma, que eu havia tentado mascarar isso para o narrador não “entrar na cabeça dos personagens”. Aí em vez de eu falar que tal pessoa sentiu uma raiva assim e assim, eu comecei a dizer que ele parecia com raiva.  Pode parecer uma coisa pequena, mas não junção de vários momentos e em se tratando de outras possibilidades, pode mudar bastante coisa.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 9

Sinopse: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita.

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem.

 

 

Penúltima parte do quinto passo do Snowflake. Aqui fiz uma sinopse baseada no ponto de vista da mulher da floresta.

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Iteração 5 – Parte 3

Já faziam alguns anos que Ellira abandonou os corredores de pedra, os grande salões, as cidadezinhas e os amontoados de gente. Havia vivido uma vida complicada, sempre perseguida por causa de sua capacidade de usar a Canção. Não podia negar que gostava de toda a viagem que acabava tendo que fazer, fugindo de agentes do Castelo e das pessoas desconfiadas, mas quando soube estar esperando um filho, decidiu que tinha que dar um basta para tudo aquilo. Que outros cumprissem seu papel.

Isolou-se nos pântanos, um lugar estranho, com pouca gente e perigoso se você não entendê-lo. Mas ainda assim, lá ninguém os procuraria, estariam escondidos dos agentes do Castelo e de outros perseguidores. Por muitos anos viveu em paz, sem contato nenhum além de breves encontros com outros dos elusivos moradores do pântano. No entanto, poucos dias depois de seu filho fazer dez anos, encaminhou à mãe um guerreiro ferido, quase moribundo.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 19 – Crise de fé e a segunda parte do livro

Período: 03/12/2012 – 09/12/2012

Acho que a semana correu naturalmente, ou pelo menos algo parecido. Escrevi as paginas que precisava escrever, trabalhei no mini-projeto da Última Torre e até mesmo tive uma idéia nova para um jogo de tabuleiro/guerra civil voltado para guerras. Acho que o único problema mesmo foi que eu percebi ser bastante cansativa a semana que tenho que passar 1500 palavras para o PC. Não se isso é natural ou por que eu estava bastante distraído. De qualquer forma, quase consegui toda a meta semanal, só ficou faltando umas 800 palavras.

Liek dis

Nesse período, consegui completar o capítulo 21. O que me leva a oficialmente começar a segunda parte do livro, deixando para trás tanto a primeira parte quanto o “interlúdio” em que os personagens estão na Taverna do Trapeixe. Sinceramente, não gosto muito dos capítulos desse interlúdio, embora existam partes interessantes. Creio que o problema esteja no conjunto deles e em um medo meu de que esse momento do livro esteja chato para caralho.  Tem também a questão de que tive que lidar com partes sentimentais de diversos personagens, principalmente de Sares, que é garota e, para piorar, adolescente. Deu trabalho e eu não sei se está forçado ou não.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 6

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Quarto post sobre o mini-projeto, fim da terceira iteração. Para ler a etapa anterior: Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 4

Aqui a segunda parte do quarto passo do método snowflake. Em uma rápida retrospectiva, esse passo basicamente se resume a expandir o parágrafo feito na segunda etapa em mais ou menos quatro parágrafos, tentando tomar no máximo uma página. No post anterior, havia os dois primeiros parágrafos, neste, os dois últimos.

Iteração 4 – Parte 2

Ao chegar na planície, primeiro Revan fica maravilhado com aquela extensão, aturdido, por alguns instantes acha que está fora do Castelo, no entanto, logo percebe a presença do Castelo a seu redor. Apesar de estar numa planície, pode encontrar corredores pedregosos no meio do nada, salões vazios, pilares que nada sustentam. Ele imagina que ali podem estar testes do Castelo. Conforme vai andando, ele percebe que as coisas parecem um pouco vivas, paredes mudam de coloração, ou ruem desmoronam com a sua passagem, arcos e pedras de construção aparecem onde não haviam. Até que, aos poucos, começa a precisar enfrentar criaturas de pedra polida, golens enviados e comandados pelo Castelo. No fim de todo seu trajeto, avista a Torre ao longe, após um rio, e para atravessá-lo precisa enfrentar seu antigo colega Jequiá, agora um agente do castelo. Quando derrota Jequiá, ele se transforma em pedra, aprisionando sua espada, além de lhe causar um ferimento fatal.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 5

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

No quarto passo do método Snowflake, volta-se ao desenvolvimento da história em si. Esta etapa baseia-se basicamente em expandir o parágrafo feito no passo dois em parágrafos distintos, separando um para cada parte do romance (ou conto, como nesse caso). O autor do texto em que me baseei diz para dividir em quatro parágrafos, cada um terminando em uma “catástrofe”. Particularmente, creio que cada história pode pedir uma divisão diferente, então minha sugestão pessoal é: dívida em quantos parágrafos achar necessário, tentando fazer mais ou menos “partes” do que vai escrever, mas não tome mais do que uma página. Se não chegar até uma página, não tem problema também.

Iteração 4 – Parte 1

Os sonhos sobre a Última Torre acompanharam boa parte da vida de Revan, no entanto, só quando ele já está com quase cinquenta anos ele entende a real importância dela. Descobrindo as mentiras que são contadas pelos sábios, ele consegue roubar a chave para os portões da lendária torre e foge. Perseguido por túneis labirínticos, lutando por sua vida e por sonho, ele foge de seus antigos companheiros e compatriotas. Com ferimentos e cansado, consegue escapar de seus perseguidores e, em um salto de fé, livra-se de sua armadura e se joga para uma morte quase certa. Mas sobrevive.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 17 – Semana de descanso trabalhosa

Primeiro de tudo. Minha semana de descanso foi um fracasso. Primeiro porque eu acabei encontrando outras coisas para trabalhar, como por exemplo minha novíssima idéia para um novo projeto de fantasia dessa vez passado no Brasil império.

De uma forma ou de outra, acabei gastando a mesma quantidade de tempo com a escrita, embora tenha sido menos cansativo porque não precisei seguir nenhuma meta ou escrever cinco paginas de caderno por dia. No inicio eu fiquei um pouco receoso de que na volta ao trabalho do projeto Steamlesspunkless eu acabasse não conseguindo pegar o ritmo de novo. Mas, spoiler para o registro da semana que vem, isso acabou não acontecendo.

A semana de descanso não foi bem assim

Como eu havia falado anteriormente, essa semana também foi para tratar de re-organizar a segunda parte do livro. Nenhuma mudança na plot em si, apenas no ritmo e no clima. Eu queria dar um aumento no passing para dar o tempo da história passar a ideia de que o clímax está se aproximando. Sem essa alteração, o clímax praticamente cairia na cabeça do leitor. Creio que possa ser interessante em algumas coisas, mas não iria servir para mim.

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Projeto SteamlessPunkless A – Semana 16 – Fim do quarto mês de trabalho

Período de 12/11/12 a 18/11/12

Em relação ao projeto SteamlessPunkless, essa semana tudo correu bem. Talvez não exatamente bem, mas eu consegui manter-me na meta e cheguei a marca de 90.000 palavras. Acho que o maior problema foi que no meio da semana acabei sendo acometido pelo mal da preguiça e deixado pra passar depois as coisas para o PC. Acabou que sábado eu tinha ainda 5.000 palavras para passar do caderno para o Word. Podia ter feito 2.500 em cada dia, mas acabou que no domingo tive que passar 3.750.

Bom, eu consegui cumprir minha meta mensal de 20.000 palavras (na verdade perto disso, escrevi umas 100 a menos pra ficar próximo de um numero arrendondado e facilitar contagem) e sei lá quantas palavras no Word, mas ainda assim, senti que minha semana foi um pouco desperdiçada. A explicação é: O feriado.

Não que eu tenha viajado ou coisa do gênero, mas ficando em casa o dia todo, tendo mais tempo disponível, eu acabo desperdiçando esse tempo e faço MENOS do que eu faria se tivesse com um dia cheio. Acabou que não consegui me dedicar a projetos paralelos ou à escrita da resenha que eu tinha mencionado querer fazer. Acabei escrevendo 6 paginas a menos de caderno do que deveria… mas sinceramente, estou tão a frente no caderno do que no word que me deixou ter essa regalia… Ou seja, no caderno, virtualmente, escrevi bem mais de 20.000 palavras esse mês.

De qualquer forma, done is done. E a ultima semana não foi desprovida de coisas interessantes.

Porque papel velho é legal.

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