História Não Publicada – Capítulo 9 – Parte um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo write or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Arthur Dent é esse cara daí
Arthur Dent é esse cara daí

 

E o escritor checou sua arma pela terceira vez. Ou talvez fosse a quinta, não estava contando de verdade. É possível que uma dezena já tivesse se somado.

Fazia 20 minutos que Emílio fora embora. Tentava pensar no que faria dali em diante. Uma história precisa de coadjuvantes, era o que repetia para si mesmo baixinho, para convencer a necessidade da presença do garoto. Uma história precisa de coadjuvantes.

Checou a arma pela sétima vez. Seis balas. Mais seis de reserva, em seu bolso. O revolver .38 estava novamente alimentado e pronto para matar. “Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas.” Tinha visto isso em algum lugar, não tinha certeza se em algum carro que passava, mas um canto tímido de sua mente dizia que fora numa caminhonete, em um filme, um filme dublado, na tv.

As balas foram trazidas por Emílio, claro. O escritor só sabia de armas na teoria e, mesmo que fosse um atirador profissional, desses que faziam as balas curvarem, que acertavam moscas em suas asas, não tinha certeza se iria conseguir encontrar munição naquele lugar. Tinha certeza que não iria. Aquela cidade era um buraco de merda. Por um instante o nome fugiu á sua mente, mas logo voltou, como um pássaro pousando à janela.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 6

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Quarto post sobre o mini-projeto, fim da terceira iteração. Para ler a etapa anterior: Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 4

Aqui a segunda parte do quarto passo do método snowflake. Em uma rápida retrospectiva, esse passo basicamente se resume a expandir o parágrafo feito na segunda etapa em mais ou menos quatro parágrafos, tentando tomar no máximo uma página. No post anterior, havia os dois primeiros parágrafos, neste, os dois últimos.

Iteração 4 – Parte 2

Ao chegar na planície, primeiro Revan fica maravilhado com aquela extensão, aturdido, por alguns instantes acha que está fora do Castelo, no entanto, logo percebe a presença do Castelo a seu redor. Apesar de estar numa planície, pode encontrar corredores pedregosos no meio do nada, salões vazios, pilares que nada sustentam. Ele imagina que ali podem estar testes do Castelo. Conforme vai andando, ele percebe que as coisas parecem um pouco vivas, paredes mudam de coloração, ou ruem desmoronam com a sua passagem, arcos e pedras de construção aparecem onde não haviam. Até que, aos poucos, começa a precisar enfrentar criaturas de pedra polida, golens enviados e comandados pelo Castelo. No fim de todo seu trajeto, avista a Torre ao longe, após um rio, e para atravessá-lo precisa enfrentar seu antigo colega Jequiá, agora um agente do castelo. Quando derrota Jequiá, ele se transforma em pedra, aprisionando sua espada, além de lhe causar um ferimento fatal.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 17 – Semana de descanso trabalhosa

Primeiro de tudo. Minha semana de descanso foi um fracasso. Primeiro porque eu acabei encontrando outras coisas para trabalhar, como por exemplo minha novíssima idéia para um novo projeto de fantasia dessa vez passado no Brasil império.

De uma forma ou de outra, acabei gastando a mesma quantidade de tempo com a escrita, embora tenha sido menos cansativo porque não precisei seguir nenhuma meta ou escrever cinco paginas de caderno por dia. No inicio eu fiquei um pouco receoso de que na volta ao trabalho do projeto Steamlesspunkless eu acabasse não conseguindo pegar o ritmo de novo. Mas, spoiler para o registro da semana que vem, isso acabou não acontecendo.

A semana de descanso não foi bem assim

Como eu havia falado anteriormente, essa semana também foi para tratar de re-organizar a segunda parte do livro. Nenhuma mudança na plot em si, apenas no ritmo e no clima. Eu queria dar um aumento no passing para dar o tempo da história passar a ideia de que o clímax está se aproximando. Sem essa alteração, o clímax praticamente cairia na cabeça do leitor. Creio que possa ser interessante em algumas coisas, mas não iria servir para mim.

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Projeto SteamlessPunkless A – Semana 16 – Fim do quarto mês de trabalho

Período de 12/11/12 a 18/11/12

Em relação ao projeto SteamlessPunkless, essa semana tudo correu bem. Talvez não exatamente bem, mas eu consegui manter-me na meta e cheguei a marca de 90.000 palavras. Acho que o maior problema foi que no meio da semana acabei sendo acometido pelo mal da preguiça e deixado pra passar depois as coisas para o PC. Acabou que sábado eu tinha ainda 5.000 palavras para passar do caderno para o Word. Podia ter feito 2.500 em cada dia, mas acabou que no domingo tive que passar 3.750.

Bom, eu consegui cumprir minha meta mensal de 20.000 palavras (na verdade perto disso, escrevi umas 100 a menos pra ficar próximo de um numero arrendondado e facilitar contagem) e sei lá quantas palavras no Word, mas ainda assim, senti que minha semana foi um pouco desperdiçada. A explicação é: O feriado.

Não que eu tenha viajado ou coisa do gênero, mas ficando em casa o dia todo, tendo mais tempo disponível, eu acabo desperdiçando esse tempo e faço MENOS do que eu faria se tivesse com um dia cheio. Acabou que não consegui me dedicar a projetos paralelos ou à escrita da resenha que eu tinha mencionado querer fazer. Acabei escrevendo 6 paginas a menos de caderno do que deveria… mas sinceramente, estou tão a frente no caderno do que no word que me deixou ter essa regalia… Ou seja, no caderno, virtualmente, escrevi bem mais de 20.000 palavras esse mês.

De qualquer forma, done is done. E a ultima semana não foi desprovida de coisas interessantes.

Porque papel velho é legal.

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História Não Publicada – Capítulo 2 – Parte 2

Para entender melhor este projeto, clique aqui

Para ler o primeiro capítulo, aqui

– Olha aqui, deixa eu te mostrar…

Movimento errado. Não tinha ideia sobre porque resolveu tirar a porra da arma do bolso e mostrar para o Músico. Mais tarde se perguntaria porque não continuava enrolando como estava fazendo, podia fazer qualquer coisa, menos mostrar um revolver, perigoso e letal, para quem já tivera sua vida ameaçada e estava com nervos em frangalhos. Tudo por uma história melhor. Bom, agora iria ter que fazer alguma coisa.

– Baixa essa desgraça! – Emílio voltou a seu estado alerta.

– Calma, calma porra!

Abriu o tambor da arma de fogo com uma paciência que não imaginou que tivesse e tirou as três capsulas vazias.

– Está vendo isso aqui? Três tiros. Três pessoas. Três mortes. Caralho, três mortes.

Jogou uma das capsulas para o chão.

– Um desconhecido que jogou uma porra de uma faca em mim. – Não ousou arriscar o gesto de apontar pro próprio rosto – Ta vendo essa marca em minha testa? Foi o cabo, não a lâmina que acertou. “Kaka”. – Sorriu um sorriso enviesado.

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Sobre o 18 do forte Belkarrar e principalmente sobre os do Forte de Copacabana

O forte Belkarrar é um daqueles fortes que os rumores dizem ser invencível, impenetrável e que, como em toda obra de fantasia que se preze, cai frente a tropas inimigas. O objetivo ao escrever o conto foi mostrar algo épico, mostrar um general que, sabendo da derrota e acompanhado de soldados leais, cientes de que apenas morte e destruição os aguardam, continuam a fazer frente ao inimigo apesar de todas as dificuldades. No entanto, 18 homens nunca teriam esperança contra um exército inteiro.

Foto dos Dezoito do forte… Não os dezoito do Belkarrar, contudo.

Uma quantidade limitada de soldados protegendo uma passagem estreita de hordas de inimigos que se aproximam. Sei que todos assistiram a esse filme, no entanto, apesar de eu inclusive mencionar anteriormente que 300 soldados estavam no lugar quando o cerco começou, o conto e a história do Belkarrar não foram nem de longe baseados nos 300 de Esparta e sua termópilas.

Existiram duas principais inspirações para o conto.

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Uma primeira visão da República de Darai

O Reino de Dwyrain, atual República de Darai, foi a primeira nação que criei para Cmyvllaeth e foi feito com a idéia de ser a principal ambientação para as histórias e contos que eu iria escrever. Na época em que pouco do cenário havia sido pensado, quando o plano ainda era fazer uma história puramente medieval, Darai iria ser uma nação que não se espelhava em nenhum correspondente específico de nosso mundo, seguiria a idéia medieval-fantástico, tendo suas próprias características e um pouco da mistura de várias culturas. Contudo, conforme meus planos foram indo em direção a algo vitoriano e tentando ser cada vez mais steampunk sem ser steampunk, essa noção acabou mudando um pouco.

Com a idéia do vitoriano, Darai acabou tomando como inspiração direta a Inglaterra. Não que seja de fato uma “encarnação” inglesa em um cenário de fantasia, mas toma emprestado dos bretões muitas noções e estilos. Talvez o principal deles seja a iminência de uma revolução industrial pioneira, bem como a redescoberta da magia, que também evoca esse conceito de uma quebra de paradigmas que foi realizado pela Inglaterra durante a Era Vitoriana.

Ruas em Darai, e no continente de Rehquia em geral, possuem aspectos semelhante à desta imagem

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