Saldo de Fevereiro

Em Fevereiro continuei a ter progressos nos meus projetos. Não posso dizer que foi tanto quanto eu esperava, e também não dá para dizer que foi tanto quanto em Janeiro, mas ainda assim, não creio que eu tenha chegado a um nível em que eu precise, digamos, rever os meus métodos.

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Ainda estou trabalhando no conto dos samurai. Creio que o nome ficará algo como “Questões de Honra” ou coisa parecida. Não sou muito criativo para nomes. Bom, o conto já está terminado, ficou com mais de 30 paginas de caderno. O trabalho da maior parte de Fevereiro foi ir passando para o computador e revisar. Tenho feito as duas coisas simultaneamente. Trabalho 50 minutos na revisão, depois trabalho 50 minutos em digitalizar. No momento a revisão é apenas corrigir coisas pequenas e melhorar umas passagens. Quando terminar, irei imprimir ele e então reescrever pedaços, apagar coisas que precisem ser apagadas e, se preciso,  fazer umas mudanças estruturais. Creio que no final o conto ficará com por volta de 14 mil palavras. Sinceramente, não imaginava que meu processo de revisão fosse tão demorado.

Eu não trabalhei na escrita todos os dias. Sábados e domingos ainda tem sido complicados para mim. E como eu “viajei” no carnaval (eu e outras pessoas ficamos hospedados na casa de um amigo jogando RPG, PS3, jogos de tabuleiro e vendo filme), isso acabou interrompendo um pouco meus processos de trabalho e foi um pouco complicado retomar o ritmo. Acho que ainda não retomei o ritmo, pretendo fazer isso agora em março, contudo, nos dias em que coloquei a mão na massa, consegui as duas iterações de 50 minutos de escrita que eu pretendia.

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Pequenas mudanças e outros comentários

Resolvi esses dias dar uma pequena revitalizada no blog. A primeira mudança é bem obvia: mudei o layout. Não tenho nenhum motivo especialmente bom para ter feito essa mudança no layout, mas achei que como pretendia tentar trabalhar mais no blog e alterar uma coisa ou outra, uma mudança de aparência seria interessante. Talvez essa mudança na aparência sirva mais para mim, que vou ver esse espaço, literalmente, de forma diferente e com ares revitalizados.

Creio que a mudança mais importante é no nome. Agora não é mais Steamlesspunkless e Outros Cenários, mas apenas “E Outros Cenários”. O porque da mudança? Bom, apesar de eu não ter abandonado a minha história que se passa num mundo de fantasia vitoriana, não posso dizer que estou produzindo o suficiente – e postando o suficiente – para justificar que seja parte integrante do nome e, portanto, de suma importância para a identidade do blog.

Depois de ficar um pouco pensando sobre que nome eu usaria, meio que por brincadeira, imaginei de só tirar o Steamlesspunkless da frente. Foi aí que percebi que “E Outros Cenários” não é um nome ruim. Na verdade, acho até mesmo que é um nome bom. Me pergunto como é que eu nunca percebi isso antes.

Em todo caso, nessas reformulações acabei percebendo que eu tenho poucos contos postados aqui no blog. Em parte, isso se deve ao problema que já mencionei, de eu ter poucos contos terminados. No entanto, mesmo contos que eu publiquei em outros lugares, por algum motivo eu não publiquei aqui também. Isso me parece um pouco absurdo, idiota, na verdade, então devo postar alguns contos meus por aqui.

Mas tem um problema. Não sei exatamente quais postar. Porque não todos? Bom, é porque existem muitos concursos que pedem que as obras (contos inclusive), sejam completamente inéditos, não podendo nem mesmo ter sido publicado em blogs ou lugar algum da internet. Como as vezes tenho esperança em conseguir algo em concursos assim, acabo ficando indeciso sobre publicar ou não alguns dos meus trabalhos que gosto mais.

Bom, tirando isso, acho que devo dizer que acredito ter sido uma ideia ruim colocar o “Zerando Minha Steam” como semanal, porque acaba que faz com que haja um movimento muito grande no blog caso eu queira postar alguma outra coisa, ou se eu vir a trabalhar novamente em História Não Publicada (coisa que está nos meus planos para breve), mas como eu falei que seria semanal, então semanal vai continuar a ser.

Por enquanto creio que seja só isso. Ainda essa semana devo postar mais coisa.

Renan Barcellos, que estava com preguiça de pegar algo para beber

e que pode ser um pouco egoísta

Saldo de Janeiro

Depois de muito tempo sem ter nenhum progresso regular em meus projetos literários e também em pesquisas e estudos que contribuam para eles, dá para dizer que janeiro de 2015 foi um bom começo.

Eu não fiz TUDO o que eu queria, até porque isso seria praticamente impossível, mas eu consegui estabelecer uma rotina que eu mais ou menos me acostumei e tive um rendimento que, embora não tenha sido o ideal, foi bastante agradável.

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Meu plano era escrever duas iterações de 50 minutos por dia da semana, o que não inclui sábado e domingo. Só consegui uma dessas iterações, o tempo disponível não ajudava, e também não posso dizer que escrevi todos os dias que eu deveria, mas creio que escrevi na maioria deles. Para um início, estou satisfeito com o resultado. Pretendo aprimorar essa rotina em fevereiro. Só com que o fiz em janeiro, QUASE terminei o conto de samurai que eu estava escrevendo. Foram 23 paginas de caderno que eu escrevi. Mais duas ou três eu termino o conto.

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Resenha – Drácula

Mais Que Uma História de Horror

Capa da minha edição
Capa da minha edição

Publicado em 1897, Drácula fomentou reações mistas no contexto vitoriano em que estava inserido. Apesar de colocado como um clássico automático do gênero do Horror Gótico, acima de obras como as de Edgar Alan Poe e de Mary Shelley, a história do conde vampiresco só foi começar a ter destaque alguns anos adentro do século XX. A obra não foi a primeira a romantizar o mito do vampiro, crédito que é concedido a John Willian Polidori com a novela “The Vampyre”, mas, apesar disto, foi o personagem do irlandês Bram Stoker que se tornou o vampiro mais conhecido do mundo e definiu várias convenções sobre as criaturas na literatura.

Plot e Estrutura

Ao contário de alguns de seus sucessores e antecessores, Drácula é principalmente uma história de terror. E isto é passado com as sutilezas normalmente atribuídas ao Horror Gótico, usando do psicológico e principalmente do medo do desconhecido. Os personagens não sabem o que é um vampiro, não possuem esse arquétipo da cultura pop enraizado neles e mal conseguem enxergar nos acontecimentos estranhos que ocorrem ao seu redor a presença do sobrenatural. Numa era de pensamento extremamente científico como a vitoriana, o tema da “Ciência vs Superstição” se revela na dificuldados protagonistas aceitarem a natureza do Conde Drácula e de seus feitos diabólicos.

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A Última Morte de Ciannor Ravorak – Parte 1

(Primeira parte de uma novela que estou escrevendo, depois falo sobre ;) )

A Última Morte de Ciannor Ravorak

Os Portões de Raskanigr

Era meio dia e vida se esvaia em sangue e suor aos portões de pedra negra de Raskanigr.

Ciannor Ravorak sentia os músculos cansados se agitarem a cada nova investida do aríete com o qual tentavam violentar os portões da prisão-fortaleza. Já estavam há algum tempo ali, ele e seus homens, embora não tivesse certeza de quanto tempo realmente se passara.

Dentro do que lhe importava no momento, aquela era a primeira vez que participava do assalto a uma fortaleza, assim como também era a primeira vez da maior parte de seus irmãos. Imaginou que seria tomado pela fúria, que naquela onda de violência, cercado de morte e sofrimento, se entregaria ao torpor de batalha. Ao mesmo frenesi sanguinário que lhe capturava durante um combate e que construíra muito de sua fama como herói.

No entanto, ainda que com sua parte do peso do arrasa portões sobre os ombros, mesmo com seus velhos ossos sofrendo com o choque do encontro entre ponta de madeira endurecida do aríete com a barreira de pedra enfeitiçada que barrava-lhe o destino e a glória, sua mente estava sã. Ainda conseguia encontrar as palavras que em sua época de escriba, naquela mentira em que vivera, usaria para florear o discurso dos ricos e com os nobres.

Mais do que agitar-lhe o sangue, era como se o constante e violento vai-e-vem, em que seus homens dedicavam corpo e alma para derrubar o portão, lhe trouxesse apenas o estupor de lembranças antigas.

Surpreendeu-se com como, mesmo naquele inferno, podia se perder em ecos tanto do passado que outros tentaram eliminar, quanto do pretérito que ele mesmo gostaria que nunca houvesse existido. Contudo, no limiar de sua audição, Ravorak conseguiu ouvir um ruído em uníssono, um berro de várias gargantas trabalhando em conjunto, para então sentir um novo baque. Madeira comum contra pedra e feitiçaria.

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O triunfal retorno do blog (ou mais provavelmente só retorno mesmo)

É isso aí, estou voltando a trabalhar neste god forsaken blog. E sim, para os que talvez não tenham ficado cientes, eu havia parado de mexer nele. Foi sem aviso, admito, repentinamente, ainda quando as coisas pareciam estar normais. Mas pelo menos para me redimir estou aqui dizendo que irei voltar com ele. Sou gente boa, não?

Imagem não relacionada. Procurei por "imagem aleatória cool" no google e saiu isso
Imagem não relacionada. Procurei por “imagem aleatória cool” no google e saiu isso. De alguma forma me lembrou a capa de Neuromancer

Em primeiro lugar, acho que devo uma explicação sobre o porquê ter parado de escrever no blog. Bom, a resposta mais sincera é… Eu não estava a fim de escrever para o blog. É tipo, eu não tava com vontade. Acontece que por algum motivo mesmo os posts simples eu demora umas boas duas horas escrevendo e isso me tomava muito tempo. Resenhas então? Dias escrevendo aquelas porras. E além de tudo, tinha a questão de não ter quase acesso nenhum por aqui. Tudo bem que era algo que eu já esperava, e quase aceitava, mas no fim das contas, quando se pesa os poréns, acaba contando.

– Com esses motivos para parar de escrever no blog, por que diabos resolveu voltar a escrever aqui? – perguntou um leitor entediado que por acaso entrou nesse blog empoeirado.

Bom, basicamente há uma falta de criatividade nos meus motivos, eu estou voltando a mexer aqui porque eu estou com vontade e that’s that. Tudo bem, não é só isso.

Acontece que eu estou há um tempo sem escrever nada, ou, pelo menos, sem escrever muita coisa. E eu acabei percebendo que falar meu blá blá blá sobre o que eu ando escrevendo aqui no blog – com visitantes ou não – me ajudava a ser mais assíduo, ou pelo menos ser mais fiel a uma rotina de escrita.

Isso não quer dizer, contudo, que eu fiquei sem escrever nada nesse meio tempo. Depois de terminar o conto da Última Torre, que não foi aceito na antologia da Editora Bravos como creio que eu falei aqui muito tempo atrás, escrevi uma noveletta para mandar para a antologia Space Opera da Editora Draco. Bom, também não foi aceita, mas ainda assim ficou bem divertida. Além disso, escrevi algumas coisas pequenas em meu caderno de coisas aleatórias, escrevi um conto chamado O Despertador que achei que ficou muito bom e QUASE mando para o concurso cultural de contos Machado de Assis. Ah, e tive idéias, muitas idéias. Algumas desenvolvi, outras só anotei, só uma de fato cheguei a começar a escrever.

E claro, continuei com o projeto Steamlesspunkless A. Mas isso vou deixar para outro post, que tentarei postar na sexta-feira.

Então, o que esperar do blog agora?

Bom, vou continuar postando “História não Publicada” ás segundas feiras. Ocasionalmente postarei algo sobre meus progressos em diversos e aleatórios projetos e ainda outras vezes postarei alguma outra coisa que eu escrever. Com alguma regularidade irei botar aí uma novela Sword & Sorcery que estou escrevendo, essa chamada de “A Última Morte de Ciannor Ravorak”. E pretendo quando eu estiver afim falar sobre uma ou outra coisa que tem me inspirado.

Quanto a resenhas… bem, vão existir, mas ainda não sei com que freqüência. Depende de QUANDO vou terminar de ler Guerra e Paz e começar a ler algo que eu me sinta seguro em resenhar D:

Acho que por hoje é só isso. Se quiser ler coisas minhas, tenho postado no Wattpad, tem coisas lá que não postei/postarei aqui. E se quiser ver vídeos ruins de gameplay, tenho isso também e pode ser encontrado neste link.

Até sexta-feira o/

Ou não.

Renan Barcellos, que bebia café e água (mas não café com água)

e que acha a trilha sonora de Final Fantasy VI a melhor que há

História Não Publicada – Capítulo 7 – Parte Dois

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Na verdade a referencia é mais a um personagem meu, de um conto bem antigo, mas essa imagem vai ter que servir.

Depois de se sentir parecido com Edward Carnby, o escritor ficou vontade de catar um cigarro em algum lugar e então fumar, no sossego de suas próprias idéias. Mas isso era idiota, ele não fumava.

Foi andando pela praça, observando os canteiros, as cercas de metal, pintadas recentemente de preto. Tentou extrair dali algum significado. Mas tudo o que percebia eram suas pálpebras pesadas, seus olhos cansados lhe mostrando uma trêmula visão.

Olhou ao redor, como se tentasse entender aonde se encontrava. Mas sabia onde era, no fim das contas. Era uma cidade pequena, no interior da Bahia. Não sabia direito quantos habitantes tinha. Devia ter pesquisado isso, ou alguma coisa desse tipo. Mas a cidade não era muito menor que Feira de Santana. E fazia frio. Bastante frio. Mesmo pela manhã era comum ver algumas pessoas usando agasalho. Ele mesmo usava, um casaco marrom, cheio de bolsos, como gostava. Usava ele tambem em salvador, mesmo não sentindo tão frio quanto onde se encontrava.

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