História Não Publicada – Capítulo 6 – Parte Única

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Não tem uma referencia explicita dele, mas creio que a ideia surgiu de Lovecraft.
Não tem uma referencia explicita dele, mas creio que a ideia surgiu de Lovecraft.

Capítulo 6

A luz do amanhecer banhou o chão, trazendo os primeiros raios de um novo dia àquela cidade esquecida não só por Deus, mas por todo filho da puta que já clamou um reino divino. O sol brilha para todos. Frase de algum lugar, veio à mente do escritor.

Com o inicio de um clarear, veio a salvação. Os possuídos estacaram, como robôs perdidos em meio ás ordens humanamente confusas que tinham que seguir, repetiram os movimentos que faziam, como um disco arranhado. Algo como uma peça fora do lugar.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 24 – Outro Editor de Texto

Período de 07/01/13 a 13/01/13

Palavras no word: 114.538

paginas no caderno: 343

Certo, como eu havia falado, na semana passada eu resolvi tentar uma nova abordagem. Por alguns motivos que citei, eu não iria mais escrever as coisas antes no caderno (pelo menos do livro), mas iria direto para o computador. Teoricamente nesta semana que passou eu deveria escrever pelo menos 7.500 palavras para o livro (isso de coisa aproveitável), pois assim ficaria verificado que eu consigo fazer progresso sem ser vitimado pelas distrações do computador. Acontece que para o livro eu consegui escrever apenas 4.000 palavras… E mais 4.500 para o conto da Última Torre.

Na teoria, eu não cumpri a minha meta para o livro, no entanto, somado com o que fiz para o conto (que já terminei e enviei para a antologia, só resta aguardar), pude verificar que eu consigo perfeitamente produzir a quantidade mínima que eu queria. Para falar a verdade, se eu insistisse, eu poderia ter escrito umas 15.000 palavras no total essa semana, mas considerei que era um esforço desnecessário e que iria tomar o tempo que eu estava pesquisando, lendo e fazendo anotações para outras coisas, então deixei de lado a pretensão. Eu digo que eu poderia ter conseguido essa margem porque em um desafio pessoal, na segunda feira escrevi 3.500 palavras somando livro e conto.

Kadath – a maior inspiração para A Última Torre

É justo ponderar sobre se escrever tanto de vez é realmente uma boa coisa. Afinal, pode muito bem acontecer de eu estar escrevendo tantas palavras assim e não está realmente produzindo algo com a qualidade que procuro. No entanto, creio que o conto da Última Torre foi o melhor conto que escrevi até hoje, então tiro daí a idéia de que sim, posso escrever isso tudo aí sem estar escrevendo um monte de besteira. Tudo deve depender de disciplina. Para falar a verdade, olhando o que escrevi do livro (as partes em que foi coisa nova e não simplesmente passar do caderno para o PC), eu não tenho certeza se está tão bom quanto eu gostaria, mas uma vozinha me diz que isso deve principalmente à mudança no “paradigma” da escrita e não em como realmente a coisa está. Pedirei para algum colega ler e me dar uma opinião futuramente.

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História Não Publicada – Capítulo 2 – Parte 2

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– Olha aqui, deixa eu te mostrar…

Movimento errado. Não tinha ideia sobre porque resolveu tirar a porra da arma do bolso e mostrar para o Músico. Mais tarde se perguntaria porque não continuava enrolando como estava fazendo, podia fazer qualquer coisa, menos mostrar um revolver, perigoso e letal, para quem já tivera sua vida ameaçada e estava com nervos em frangalhos. Tudo por uma história melhor. Bom, agora iria ter que fazer alguma coisa.

– Baixa essa desgraça! – Emílio voltou a seu estado alerta.

– Calma, calma porra!

Abriu o tambor da arma de fogo com uma paciência que não imaginou que tivesse e tirou as três capsulas vazias.

– Está vendo isso aqui? Três tiros. Três pessoas. Três mortes. Caralho, três mortes.

Jogou uma das capsulas para o chão.

– Um desconhecido que jogou uma porra de uma faca em mim. – Não ousou arriscar o gesto de apontar pro próprio rosto – Ta vendo essa marca em minha testa? Foi o cabo, não a lâmina que acertou. “Kaka”. – Sorriu um sorriso enviesado.

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