O triunfal retorno do blog (ou mais provavelmente só retorno mesmo)

É isso aí, estou voltando a trabalhar neste god forsaken blog. E sim, para os que talvez não tenham ficado cientes, eu havia parado de mexer nele. Foi sem aviso, admito, repentinamente, ainda quando as coisas pareciam estar normais. Mas pelo menos para me redimir estou aqui dizendo que irei voltar com ele. Sou gente boa, não?

Imagem não relacionada. Procurei por "imagem aleatória cool" no google e saiu isso
Imagem não relacionada. Procurei por “imagem aleatória cool” no google e saiu isso. De alguma forma me lembrou a capa de Neuromancer

Em primeiro lugar, acho que devo uma explicação sobre o porquê ter parado de escrever no blog. Bom, a resposta mais sincera é… Eu não estava a fim de escrever para o blog. É tipo, eu não tava com vontade. Acontece que por algum motivo mesmo os posts simples eu demora umas boas duas horas escrevendo e isso me tomava muito tempo. Resenhas então? Dias escrevendo aquelas porras. E além de tudo, tinha a questão de não ter quase acesso nenhum por aqui. Tudo bem que era algo que eu já esperava, e quase aceitava, mas no fim das contas, quando se pesa os poréns, acaba contando.

– Com esses motivos para parar de escrever no blog, por que diabos resolveu voltar a escrever aqui? – perguntou um leitor entediado que por acaso entrou nesse blog empoeirado.

Bom, basicamente há uma falta de criatividade nos meus motivos, eu estou voltando a mexer aqui porque eu estou com vontade e that’s that. Tudo bem, não é só isso.

Acontece que eu estou há um tempo sem escrever nada, ou, pelo menos, sem escrever muita coisa. E eu acabei percebendo que falar meu blá blá blá sobre o que eu ando escrevendo aqui no blog – com visitantes ou não – me ajudava a ser mais assíduo, ou pelo menos ser mais fiel a uma rotina de escrita.

Isso não quer dizer, contudo, que eu fiquei sem escrever nada nesse meio tempo. Depois de terminar o conto da Última Torre, que não foi aceito na antologia da Editora Bravos como creio que eu falei aqui muito tempo atrás, escrevi uma noveletta para mandar para a antologia Space Opera da Editora Draco. Bom, também não foi aceita, mas ainda assim ficou bem divertida. Além disso, escrevi algumas coisas pequenas em meu caderno de coisas aleatórias, escrevi um conto chamado O Despertador que achei que ficou muito bom e QUASE mando para o concurso cultural de contos Machado de Assis. Ah, e tive idéias, muitas idéias. Algumas desenvolvi, outras só anotei, só uma de fato cheguei a começar a escrever.

E claro, continuei com o projeto Steamlesspunkless A. Mas isso vou deixar para outro post, que tentarei postar na sexta-feira.

Então, o que esperar do blog agora?

Bom, vou continuar postando “História não Publicada” ás segundas feiras. Ocasionalmente postarei algo sobre meus progressos em diversos e aleatórios projetos e ainda outras vezes postarei alguma outra coisa que eu escrever. Com alguma regularidade irei botar aí uma novela Sword & Sorcery que estou escrevendo, essa chamada de “A Última Morte de Ciannor Ravorak”. E pretendo quando eu estiver afim falar sobre uma ou outra coisa que tem me inspirado.

Quanto a resenhas… bem, vão existir, mas ainda não sei com que freqüência. Depende de QUANDO vou terminar de ler Guerra e Paz e começar a ler algo que eu me sinta seguro em resenhar D:

Acho que por hoje é só isso. Se quiser ler coisas minhas, tenho postado no Wattpad, tem coisas lá que não postei/postarei aqui. E se quiser ver vídeos ruins de gameplay, tenho isso também e pode ser encontrado neste link.

Até sexta-feira o/

Ou não.

Renan Barcellos, que bebia café e água (mas não café com água)

e que acha a trilha sonora de Final Fantasy VI a melhor que há

História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 4

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

As referências nesta parte são meio obscuras. A própria escolha da imagem é uma referência.

Em um grande clichê, anteriormente o Escritor se olhou no espelho e então sua aparência começou a ser descrita. Ele viu que sua barba estava espessa. O cabelo maior do que a muito tempo não deixava ficar. Tirou uma mexa que teimava em incomodar os olhos, por pouco não ultrapassando a altura destes e riu. Um riso estranho, descontrolado. Um clichê, pensava ele. Um muito utilizado. Um que usara em sua primeira história. Apresentar o personagem quando este olha para uma superfície reflexiva. Coisa de amador, mas usara, um dia. Qual era mesmo o nome do personagem? Mal se lembrava. Na verdade, sim, lembrava. Tão fresco na memória quanto qualquer coisa que tivesse feito segundos atrás. Mas não, não queria se lembrar do personagem de nome japonês. Não queria desenterrar o passado.

Arregalou os olhos e viu a imagem no espelho repetir o ato. Como deveria ser. Puxava as pálpebras para os lados, como se procurasse analisar o branco dos olhos. Mas era a íris e a pupila que mirava, ambas quase da mesma cor aquela distancia. Cansaço. Apenas cansaço, era o que via. Os olhos como os de um morto, como de alguém que perdera o espirito. Um riso se fez nos lábios, será que, afinal, não seria ele o possuído? Alguém que perdera o espirito, que tivera sua alma, seu eu tomado por forças maiores, forças além da compreensão humana?

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Os Construtores, ou Os Meahdirr ou Aqueles que Usavam Magia

Olá, possíveis leitores. No post de hoje (que, caso se lembrem, é sobre o mundo de Cmyvllaeth), vou tentar falar sobre um dos pontos principais que fizeram com que as nações de Rehquia não seguissem uma evolução tecnológica igual à do nosso mundo. “Magia!”, alguém poderia dizer, mas não. Falarei sobre os Meahdirr (mé-Á-dir).

Por toda Rehquia é possível encontrar o que outrora podem ter sido majestosas construções, de uma arquitetura peculiar, semelhante à utilizada em Tirasli, mas ainda assim, com diferenças fundamentais. Talvez fossem de uma beleza quase idílica, como se cada galeria e cada salão fossem um mini-monumento, se comparado com o que pode ser visto nos tempos atuais de Cmyvllaeth em matéria de edificações. Contudo, tais obras se encontram em ruínas que datam além dos registros de qualquer cultura Rehquia.

Os Construtores, como ficaram conhecidos no início da colonização das terras que há muito tempo se chamavam Dwyrain, ou Os Meahdirr, como são chamados na atualidade, são um povo – ou povos, como tentam afirmar as hipóteses de alguns arqueólogos – cuja história foge a qualquer registro histórico das nações ainda vivas. Toda sua existência é torneada de mistérios, nenhuma cultura alega ter tido contato real com esse povo fantástico que existiu há milhares de anos atrás. A única prova de sua existência são as construções que deixaram para trás e que sobreviveram ao tempo.

Eu não pensava nisso quando idealizei os Meahdirr. Mas a ideia das ruínas deles espalhadas lembra o antigo reino de Arnor.

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