Projetos (Alguns Deles Contos) Inacabados…

É comum autores bem estabelecidos ao darem dicas para os que não conseguiram se profissionalizar que eles devem terminar as coisas que começam. Neil Gaiman, autor de Sandman e Deuses Americanos, particularmente menciona isso várias vezes. Como publicar um livro? Ele explica: Você escreve. Você termina o que você escreve. E uma dica mais direta dele sobre a importância de terminar coisas: Você precisa terminar de coisas É assim que se aprende, terminando coisas.

Particularmente, eu não acredito que seja assim que se aprende. Mas não tiro a validade da coisa, terminar o que se escreve é necessário para certos aprendizados “literários” e talvez para que sua flua um trabalho continuo. Talvez não terminar o que se começou a escrever acabe levando a pessoa a ter muitas pausas na sua produção porque falta “autoestima autoral” e um costume de pôr os projetos para frente.

Não sei se o que eu falei tem validade, foi algo que me ocorreu agora, mas pode muito bem ser o “mau” que me afligiu em inúmeras ocasiões.

Power of Words
Só uma imagem aleatória

O caso é que eu escrevo já tem  bastante tempo. Fazem sete anos que eu abandonei fanfics e comecei a escrever coisas originais com uma esperança de talvez um dia publicar algo, e fazem cinco que eu decidi que seria escritor e comecei a colocar bastante esforço nisso. Acontece que eu tenho muito menos coisas terminadas do que deveria.

Veja bem, apesar de altos e baixos no nível de dedicação e de produção, eu escrevi bastante. Teve um ano mesmo que escrevi mais de 200.000 palavras, o que é coisa pra caramba, além de mais de 300 paginas de anotações. Isso é muita coisa. Outras teriam terminado uns dois ou mesmo três romances com essa quantidade.

Mas é melhor deixar essa questão de lado. O ponto não é exatamente terminar romances. O ponto é que eu tenho mais histórias não terminadas do que histórias terminadas e isso vem me incomodando cada vez mais. Incomodou tanto que eu resolvi recapitular tudo o que eu havia começado a escrever e não terminei.

E nessa contagem, cheguei a 22 histórias que eu já havia começado e não terminei. Um número que aumenta para trinta e alguma coisa se considerar o que eu não cheguei a começar a escrever mas fiz quantidades consideráveis de anotações e dediquei tempo. Dessa quantidade estão uns 8 romances e o resto se divide entre contos, novelas e noveletas. Muitas dessas coisas estavam na metade, ou em um quarto. Algumas até faltavam só finalizar.

Creio que fazer essa contagem me ajudou a não perceber porque eu meio que já sabia a decidir que era hora de parar com seja lá o que eu estava fazendo e efetivamente terminar umas coisas que deixei por terminar, em vez de trabalhar coisas novas. Foi por isso que decidi a partir desse ano ir terminando coisas passadas.

Não estou pensando em nada mirabolante no momento. Nada de terminar romances de 200.000 palavras antes de tudo. Pretendo terminar os dois últimos contos que comecei — um sobre samurai que deve estar muito chato e outro sobre um cara conversando com um soldado morto em um bar — e depois disso terminar a primeira parte de “Á Última Morte de Ciannor Ravorak”, que da s histórias grandes que tenho, é provavelmente a menor. Depois disso vou pensar no que fazer, que provavelmente vai ser terminar a parte seguinte de Ciannor Ravorak e mais alguns contos.

Também planejo revisar algumas coisas antigas e que eu acho que precisam de mais uma reescrita antes de minha consciência permitir deixar de lado, mas isso é algo que eu ainda vou me programar para fazer.

Renan Barcellos, que estava pensando em café

e que achava que histórias têm que terminar mesmo 

História Não Publicada – Capítulo 9 – Parte um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo write or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Arthur Dent é esse cara daí
Arthur Dent é esse cara daí

 

E o escritor checou sua arma pela terceira vez. Ou talvez fosse a quinta, não estava contando de verdade. É possível que uma dezena já tivesse se somado.

Fazia 20 minutos que Emílio fora embora. Tentava pensar no que faria dali em diante. Uma história precisa de coadjuvantes, era o que repetia para si mesmo baixinho, para convencer a necessidade da presença do garoto. Uma história precisa de coadjuvantes.

Checou a arma pela sétima vez. Seis balas. Mais seis de reserva, em seu bolso. O revolver .38 estava novamente alimentado e pronto para matar. “Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas.” Tinha visto isso em algum lugar, não tinha certeza se em algum carro que passava, mas um canto tímido de sua mente dizia que fora numa caminhonete, em um filme, um filme dublado, na tv.

As balas foram trazidas por Emílio, claro. O escritor só sabia de armas na teoria e, mesmo que fosse um atirador profissional, desses que faziam as balas curvarem, que acertavam moscas em suas asas, não tinha certeza se iria conseguir encontrar munição naquele lugar. Tinha certeza que não iria. Aquela cidade era um buraco de merda. Por um instante o nome fugiu á sua mente, mas logo voltou, como um pássaro pousando à janela.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semanas 22 e 23 – “Problemas” e nova mudança de rotina

Na semana do natal, a vigésima segunda desde que comecei a escrever o livro (e também a qual não fiz nenhum registro), foi basicamente a minha semana de folga. Apenas li os livros que já estava lendo, vi alguns filmes (nenhum realmente interessante) e escrevi coisas sobre outros projetos. E, principalmente continuei com o projeto da ultima torre, embora eu não tenha postado muita coisa dele aqui.

A semana passada, que viria ser a vigésima terceira desde que comecei a escrever o livro, seria a volta ao trabalho, uma daquelas semanas que eu trabalharia mais no caderno e menos em passar coisas do caderno para o PC. Ou pelo menos essa era a Idea. Com ano novo e pré ano novo logo no início da semana, acabei ficando com apenas três dias mais fim de semana para trabalhar. Eu realmente podia ter cumprido minha meta ainda assim, mas acabei não fazendo nada.

To aceitando uma dessas de presente… Funcionou para o Neil Gaiman

Na verdade, dizer que não escrevi nada é um pouco de exagero e talvez até mesmo desrespeito com quem não gasta tanto tempo quanto eu nessa coisa. Mas o que acontece é que das 25 paginas de caderno que eu tinha que escrever, escrevi apenas 17 paginas das 25 que deveria escrever e se precisava passar 2500 palavras para o Word, passei apenas 1000. No fim das contas, não é nada que eu não possa recuperar e, inclusive, me fez perceber (na verdade, confirmar) que eu começo a ter dificuldades em escrever sobre uma mesma coisa, em paginas de caderno, quando passo da quinta pagina.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 19 – Crise de fé e a segunda parte do livro

Período: 03/12/2012 – 09/12/2012

Acho que a semana correu naturalmente, ou pelo menos algo parecido. Escrevi as paginas que precisava escrever, trabalhei no mini-projeto da Última Torre e até mesmo tive uma idéia nova para um jogo de tabuleiro/guerra civil voltado para guerras. Acho que o único problema mesmo foi que eu percebi ser bastante cansativa a semana que tenho que passar 1500 palavras para o PC. Não se isso é natural ou por que eu estava bastante distraído. De qualquer forma, quase consegui toda a meta semanal, só ficou faltando umas 800 palavras.

Liek dis

Nesse período, consegui completar o capítulo 21. O que me leva a oficialmente começar a segunda parte do livro, deixando para trás tanto a primeira parte quanto o “interlúdio” em que os personagens estão na Taverna do Trapeixe. Sinceramente, não gosto muito dos capítulos desse interlúdio, embora existam partes interessantes. Creio que o problema esteja no conjunto deles e em um medo meu de que esse momento do livro esteja chato para caralho.  Tem também a questão de que tive que lidar com partes sentimentais de diversos personagens, principalmente de Sares, que é garota e, para piorar, adolescente. Deu trabalho e eu não sei se está forçado ou não.

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