Meu problema com nomes no projeto SteamlessPunkless

Existe um problema com nomes no projeto SteamlessPunkless (que a partir de agora passarei a me referir mais como A Gema dos Meahdirr). E antes que certo indivíduo bovino, que saberá que está sendo citado, não se trata dos nomes APARENTEMENTE – deixo claro u_u – sejam difíceis de se pronunciar. Ou pelo menos não exatamente.

Quando eu comecei a escrever as primeiras coisas que viriam a fazer parte do mundo de Cmyvllaeth, onde A Gema dos Meahdirr estará ambientado, eu não sabia ainda que eu iria querer uma fantasia que não fosse medieval. E para falar a verdade, eu não tinha lá tanta experiência literária para pensar em coisas menores como nomes. Então, fiz basicamente o que todo iniciante na fantasia deve fazer quando se trata de fantasia medieval. Nomeei as coisas baseando-me em livros de fantasia medieval que eu conhecia.

Acontece os nomes em tais obras eram basicamente de origem inglesa, celta, escandinava – européia em geral – ou eram criações baseadas em línguas fictícias que embora não estivessem ligadas per se a nenhuma língua, foram feitos tendo em mente leitores de língua inglesa.

Esse é o padrão dos nomes na literatura de fantasia medieval. Senhor dos Anéis é assim, Brumas de Avalon é assim, infinitos livros de RPG são assim. Então é mais do que normal que alguém que está iniciando no gênero siga essa formula de forma um tanto quanto irrefletida.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 14

“Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Finalmente, última parte da sexta etapa do Snowflake. Aqui vai a extensão do parágrafo que resumia a ultima parte do conto.

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Iteração 6 – Parte 4

Depois de abrir os portões que levam da Última Torre, Revan vislumbra paisagens indizíveis e maravilhas alienígenas enquanto passo a passo, completa sua subida. Ele sabe que está morrendo, que o ultimo golpe de Jaquiá arrancou a sua vida, mas agora está muito perto, lembrando de seus anseios, persiste em sua subida.

Em seu caminho, tomando conhecimento de coisas que não deveriam estar a disposição dos homens, Revan sofre de muitos devaneios, visões febris do passado e dos futuros que ainda podem vir. Tais imagens sobre o que poderia fazer com os novos conhecimentos,s obre como poderia voltar à Encruzilhada e se vingar dos bibliotecários ameaçam fazê-lo desistir de sua jornada em sua ultima etapa, mas ele persiste contra a nova adversidade e continua em sua caminhada inexorável até o topo das escadarias de alabastro.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 13

Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Este aqui é o penúltimo post da sexta parte do Snowflake. A ideia se mantém a mesma, expandir um dos parágrafos que resumia a história para uma pagina inteira, ou perto disso. Acho que nesse ponto não é preciso ser rigoroso, se você escreveu, escreveu e chegou a duas paginas, não apague ou tente diminuir, minha opinião é que não tem problema pecar pelo excesso nessa parte do design, se surgir algo interessante, vá escrevendo.

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Iteração 6 – Parte 3

Revan avança sobre a planície, maravilhado. Ele nunca havia visto um lugar tão aberto como ali, tão limpo. Por um instante, pensa que está do lado de fora do Castelo e anda vários metros, maravilhado com a idéia, contudo, logo percebe que é tolice pensar aquilo, ele ainda está preso no onipresente Castelo, ao longe, bem ao longe, consegue divisar a silhueta de imensas muralhas, ele segue em frente. Revan logo começa a ver pedaços aleatórios de alvenaria, paredes solitárias, colunas caídas e se pergunta o que afinal, seria aquele lugar. O que fazia o Castelo ali.

Com o passar do tempo, a quantidade de detritos começa a aumentar, e por Revan começa a sentir que alguma força invisível está contra ele. Pedras aparecem nos piores lugares, lascas de tijolos que ele tinha certeza não estarem ali, o fazem tropeçar. Começa muito discreto e discretamente a sensação vai aumentando. Paredes desmoronam logo ao seu lado a areia do lugar torna difícil a sua passagem. Primeiro começa com uma paranóia, mas logo ele percebe que realmente é o centro das atenções do monstruoso Castelo. Começa a acelerar o passo, temendo o que possa ser feito contra ele.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 4

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Quarto post sobre o mini-projeto, fim da terceira iteração. Para ler a etapa anterior: Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 3

Houve muitos “não se sabe”, “acreditasse” e outras incertezas. Mas acho que é interessante para ter a noção de que não se tem certeza de quase nada acerca do castelo.

O nome do personagem

O Castelo

O Castelo que devora o mundo

Aqui.

Um resumo de uma sentença sobre o histórico do personagem

Um castelo mágico ou profano que possui vontade própria e pouco a pouco se expande, absorvendo o mundo e os seres ao seu redor.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 1

Aqui começa a primeira parte do Mini-Projeto A Última Torre, que é o nome provisório do conto que vou escrever (e que, na verdade, é nome do mini-conto que escrevi e no qual estou me baseando). Bom, como os posts serão diários ou na medida que eu for produzindo conteúdo relevante, tentarei fazê-los curtos. Não terão imagens. Tudo bem, podem ter imagens, mas este aqui não vai ter.

O primeiro passo do método snowflake, para o qual você pode conferir uma explicação aqui, consiste em resumir toda a história do romance – neste caso conto – em apenas uma sentença curta. Teoricamente, não se precisa saber nada de antemão, embora eu ache que isso não seja muito interessante. Segundo o autor do texto em que me baseei, esse resumo de uma sentença tem que funcionar como uma espécie de ferramenta que passe/venda a ideia da história que quer escrever em poucos segundos. Ele recomenda que tenha até quinze palavras e que não mencione nomes próprios. A questão dos nomes próprios é interessante, porque força a utilizar conceitos para os personagens.

Sem mais delongas, aqui vai.

Iteração 1

“Um Guardião desiludido busca descobrir se ainda existe algo além das muralhas do Castelo que devora o mundo”.

Ficou um pouco maior do que 15 palavras. Mas é justo, já que em português usamos mais conectivos.

Bom, a primeira etapa é só isso. O que acham, pessoal? Sugerem alguma mudança para a frase, para que ela tenha a mesma ideia, mas com menos palavras (não é algo que precisa ser feito, mas tentar talvez seja divertido)?

Renan Barcellos, que não tava bebendo nada

e lembrava dos bons tempos de Tony Hawks 2

Os Construtores, ou Os Meahdirr ou Aqueles que Usavam Magia

Olá, possíveis leitores. No post de hoje (que, caso se lembrem, é sobre o mundo de Cmyvllaeth), vou tentar falar sobre um dos pontos principais que fizeram com que as nações de Rehquia não seguissem uma evolução tecnológica igual à do nosso mundo. “Magia!”, alguém poderia dizer, mas não. Falarei sobre os Meahdirr (mé-Á-dir).

Por toda Rehquia é possível encontrar o que outrora podem ter sido majestosas construções, de uma arquitetura peculiar, semelhante à utilizada em Tirasli, mas ainda assim, com diferenças fundamentais. Talvez fossem de uma beleza quase idílica, como se cada galeria e cada salão fossem um mini-monumento, se comparado com o que pode ser visto nos tempos atuais de Cmyvllaeth em matéria de edificações. Contudo, tais obras se encontram em ruínas que datam além dos registros de qualquer cultura Rehquia.

Os Construtores, como ficaram conhecidos no início da colonização das terras que há muito tempo se chamavam Dwyrain, ou Os Meahdirr, como são chamados na atualidade, são um povo – ou povos, como tentam afirmar as hipóteses de alguns arqueólogos – cuja história foge a qualquer registro histórico das nações ainda vivas. Toda sua existência é torneada de mistérios, nenhuma cultura alega ter tido contato real com esse povo fantástico que existiu há milhares de anos atrás. A única prova de sua existência são as construções que deixaram para trás e que sobreviveram ao tempo.

Eu não pensava nisso quando idealizei os Meahdirr. Mas a ideia das ruínas deles espalhadas lembra o antigo reino de Arnor.

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Relatos de um início, ou “como comecei a escrever fantasia medieval”

Cmyvllaeth começou a se formar no final de 2008, quanto eu estava no terceiro ano. Naquela época esse mundo era simplesmente de fantasia medieval, um bom genérico, inclusive. E também não tinha esse nome. Na verdade, não tinha nome eu o chamava de Norrath quando tinha que chamar de alguma coisa, porque era um nome legal (embora fosse o mundo do MMORPG Everquest).

Naqueles tempos eu já escrevia há algum tempo, há quase dois anos eu acho, mas tinha escrito apenas uma fan fiction¹ de Resident Evil, um tanto de uma história sobre vampiros (do tipo que não brilha!), o conto “Caminhos para a Verdade” (que apesar de escrito nas coxas é um dos meus preferidos e muito importante para minha “carreira”) e uma redação que muitos meses mais tarde seria reescrita sob forma do conto de terror “Às vinte horas na rua 12”, cujo título eu já considerava terrível naquela época.

Este é o verdadeiro mundo de Norrath e, desde aquela época o meu cenário não se parecia nada com ele.

Mesmo sendo fã de fantasia medieval desde os oito anos eu nunca havia pensado em uma história desse gênero ou de outro parecido para escrever. Até que eu vi numa banca uma daquelas revistas que vêm com CD de jogos e essa trazia o RPG Maker².

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O Argumento, Ou a Pedra Fundamental de Cmyvllaeth

Ao longo do processo de desenvolver o projeto SteamlessPunkless, ou seja, o mundo de Cmyvllaeth, surgiram algumas ideias principais que foram como guias, algo como as pedras fundamentais que sustentaram o processo de desenvolvimento deste cenário. Penso nesses pontos como aquilo que diferencia este mundo fantástico e que, quando apresentados, podem mostrar uma primeira visão de como funciona. Seria como o argumento por trás da criação, o primeiro escopo do cenário.

Neste post vou tentar falar um pouco destes temas que, à primeira vista, ou tem uma maior importância, ou um maior diferencial dentro de Cmyvllaeth.

O primeiro de tudo e mais importante é algo que já foi citado: Cmyvllaeth não é um mundo medieval.

Muitos séculos se passaram desde a “era das trevas” desse mundo, onde as grandes civilizações eram povoadas por camponeses ignorantes que aravam sua própria terra, praticavam escambo para conseguir o que eles próprios não produziam e tinham que pagar dízimo aos seus reis, que eram o poder único e absoluto. Nos tempos atuais (369 depois do grande êxodo, segundo Darai), as nações do continente de Rehki (agora chamada de Rehquia) possuem bancos, papel moeda, uma sociedade que preza a produção artística, método científico e apenas Riddahri ainda é governada por um poder absoluto.

Existem lugares onde ainda reina a selvageria e a ignorância, na própria Rehquia ainda existem povos que vivem como bárbaros em comunidades em regiões montanhosas e frias. Outros continentes também abrigam culturas menos avançadas ou simplesmente exóticas. Para todos os efeitos, Rehki é como se fosse o equivalente à Europa de Cmyvllaeth, um lugar onde o cidadão de respeito precisa estar com seu chapéu e os cavalheiros mais ricos passeiam em charretes usando terno, na maioria das vezes gravata, bengala e uma cartola ou chapéu coco, de momento em momento checando a hora nos seus insanamente caros relógios de bolso.

Alguém muito rico em Tirasli ou Darai se vestiria neste estilo.

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