Projeto Steamlesspunkless A – Semana 25 – ainda escrevendo capítulo 26

O projeto “Steamlesspunkless A” é o projeto da escrita do meu primeiro romance. Leva este nome por se passar em um cenário que se inspira no espírito da Era Vitoriana sem, no entanto, possuir tecnologias a vapor, mas se encaminhando lentamente para sua revolução industrial e também problemas sociais. Nesta série de posts comento semanalmente como está sendo a escrita do livro.

Período de 14/01/13 a 20/01/13  —–  Palavras no word: 122.043

Tendo terminado o conto da Última Torre (mas ainda não a série de posts sobre o design dele, sorry), a semana passada me dediquei inteiramente o livro do projeto steamlesspunkless, pelo menos no que toca escrever no computador. Resumindo o que aconteceu, consegui muito bem cumprir a cota de escrever 1500 palavras por dia nos dias úteis da semana, provando a mim mesmo mais uma vez que posso escrever tamanha quantidade de texto no PC sem me distrair com as infinitas coisas que a internet pode mostrar.

Em relação a escrita em si, o que percebi que é, curiosamente, foi mais fácil escrever A Última Torre, mesmo sendo este conto muito mais rebuscado do que uso no livro. Não sei se isso é devido a ser uma história menor, ou os acontecimentos serem mais condensados, ou até porque uma estrutura de um romance, com inúmeras coisas para se falar, é mais cansativa, mas o fato é que percebi que escrever as coisas pro livro saía de forma um pouco mais custosa, contudo, perfeitamente possível de se escrever.

Uma imagem da Companhia Negra, de Glen Cook, só pra chamar atenção.

Primeiro eu fiquei bastante preocupado que de alguma forma estivesse forçando tudo, que de alguma forma não fosse apropriado para mim passar as coisas diretamente para o PC, em relação ao projeto Steamlesspunkless. Contudo, pude verificar que o capítulo em questão era um capítulo particularmente complicado, por ser predominantemente momentos de tensão, sem haver um combate iminente e sem haver interação entre os personagens. Basicamente, os personagens estão fugindo e andando pela cidade com medo de serem encontrados, tentando alcançar um lugar em que supostamente teriam proteção. Isso, tentando escapar da polícia, da guarda da cidade e das pessoas que estão atrás deles. É um tipo de cena que eu não havia escrito antes e que, no meu estilo meio detalhista, acabou se mostrando difícil. Um lado meu se preocupa de eu estar inventando desculpas pra só escrever no computador, mas acho que não é o caso.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 24 – Outro Editor de Texto

Período de 07/01/13 a 13/01/13

Palavras no word: 114.538

paginas no caderno: 343

Certo, como eu havia falado, na semana passada eu resolvi tentar uma nova abordagem. Por alguns motivos que citei, eu não iria mais escrever as coisas antes no caderno (pelo menos do livro), mas iria direto para o computador. Teoricamente nesta semana que passou eu deveria escrever pelo menos 7.500 palavras para o livro (isso de coisa aproveitável), pois assim ficaria verificado que eu consigo fazer progresso sem ser vitimado pelas distrações do computador. Acontece que para o livro eu consegui escrever apenas 4.000 palavras… E mais 4.500 para o conto da Última Torre.

Na teoria, eu não cumpri a minha meta para o livro, no entanto, somado com o que fiz para o conto (que já terminei e enviei para a antologia, só resta aguardar), pude verificar que eu consigo perfeitamente produzir a quantidade mínima que eu queria. Para falar a verdade, se eu insistisse, eu poderia ter escrito umas 15.000 palavras no total essa semana, mas considerei que era um esforço desnecessário e que iria tomar o tempo que eu estava pesquisando, lendo e fazendo anotações para outras coisas, então deixei de lado a pretensão. Eu digo que eu poderia ter conseguido essa margem porque em um desafio pessoal, na segunda feira escrevi 3.500 palavras somando livro e conto.

Kadath – a maior inspiração para A Última Torre

É justo ponderar sobre se escrever tanto de vez é realmente uma boa coisa. Afinal, pode muito bem acontecer de eu estar escrevendo tantas palavras assim e não está realmente produzindo algo com a qualidade que procuro. No entanto, creio que o conto da Última Torre foi o melhor conto que escrevi até hoje, então tiro daí a idéia de que sim, posso escrever isso tudo aí sem estar escrevendo um monte de besteira. Tudo deve depender de disciplina. Para falar a verdade, olhando o que escrevi do livro (as partes em que foi coisa nova e não simplesmente passar do caderno para o PC), eu não tenho certeza se está tão bom quanto eu gostaria, mas uma vozinha me diz que isso deve principalmente à mudança no “paradigma” da escrita e não em como realmente a coisa está. Pedirei para algum colega ler e me dar uma opinião futuramente.

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