Projeto Steamlesspunkless A – Semana 29 – Personagens, persongens

Período de 18/02/13 a 24/02/13  —–  Palavras no word: 138.310

Só pra não dizer que não tem imagem, aqui uma de o homem do castelo alto.

Essa semana passada eu voltei ao meu ritmo normal. E devo dizer que consegui cumprir todas as metas que eu tinha. Continuei com a escrita do livro, seguindo o esquema de 1000 palavras diárias escritas usando o Q10. Consegui com isso um bom avanço no capítulo 28, na verdade terminando ele.

Minha opinião sobre o capítulo 28 está um pouco dividida, a primeira cena (que toma a maior parte dele) é apenas a conversa entre dois personagens e o resultado dela. Nela acho que mostro bastante do ponto de vista de um dos personagens principais e também as motivações e personalidades de um dos meus personagens secundários preferidos até o momento. Ficou uma cena extensa, mas eu gostei bastante do resultado e também me trouxe à tona muito material interessante que eu vou tentar explorar nas exaustivas revisões que terei.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 20 – Duas Dezenas Completas

Essa foi a segunda dezena que completei desde que comecei a escrever esses relatórios ou qualquer coisa que eles sejam. Acho que minha situação não mudou muito com o passar do tempo, continuo com as mesmas inseguranças, os mesmos medos e continuo olhando para o livro e achando uma bosta. Na verdade, provavelmente isso se intensificou um pouco. Contudo, é interessante ler posts anteriores e ver que eu ainda estava na primeira parte do livro, ou que sequer tinha atingido 50.000 palavras. Na época isso me parecia bem significativo, uma enorme barreira vencida, agora vejo que foi só mais uma etapa e consigo notar que estou progredindo bastante na escrita do livro. E claro que eu não reli posts antigos, não tenho tempo pra isso.

No decorrer dessas várias semanas, a partir de determinado ponto eu comecei a reclamar que eu estava achando alguma coisa estranha na forma como a narrativa estava saindo, como se estivesse diferente do inicio do romance ou coisa parecida. Foi até por isso que eu voltei a escrever no caderno, para tentar recuperar isso. Bom, eu acabei percebendo o que era. Ou pelo menos parte da questão.

Acontece que no início das coisas que escrevi, eu entrava mais no psicológico dos personagens, sem ter medo de dizer que ele sentiu aquilo ou fez tal coisa por causa disso, contudo, com o passar do tempo, de alguma forma entrou na minha cabeça que eu não tinha escrito dessa forma, que eu havia tentado mascarar isso para o narrador não “entrar na cabeça dos personagens”. Aí em vez de eu falar que tal pessoa sentiu uma raiva assim e assim, eu comecei a dizer que ele parecia com raiva.  Pode parecer uma coisa pequena, mas não junção de vários momentos e em se tratando de outras possibilidades, pode mudar bastante coisa.

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Resenha – Pilares da Terra

A Vida de Uma Cidade e de Seu Povo

Capa bem legal, embora possa passar uma impressão errada

Em Pilares da Terra(Editora Rocco, 940 paginas, R$ 69,00), fica claro o porquê de Ken Follet ser conhecido principalmente pelos seus romances baseados em um pano de fundo histórico. Começando no ano de 1123 e terminando em 1174, o livro mostra o percurso de toda uma geração, como eles afetam onde vivem e o que fazem para sobreviver à época de atribulações conhecida como A Anarquia, período no qual a Inglaterra foi dividida por uma guerra civil que durou quase trinta anos.

A história do livro, contudo, não se foca nos acontecimentos reais, utilizando eles para criar o clima do livro e sua influencia para motivar muitos dos conflitos da trama. Personagens históricos como o Rei Estevão (Stephen) e a Rainha Matilda figuram em diversos pontos do livro, no entanto se mostrando como personagens de apoio. Sem apelar para uma exploração das guerras e batalhas que aconteceram, o livro mostra o desenvolvimento da pequena cidade de Kingsbridge, da ascensão e queda de seus moradores mais proeminentes, e principalmente, na construção da catedral da cidade.

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Resenha – Cai o Pano: O Último Caso de Hercule Poirot

Chave de Ouro Para o Fim da Saga do Detetive Belga

Uma capa simples, talvez.

Reconhecida como a Rainha do Crime, Agatha Christie começou sua carreira com um personagem que viria a acompanhar toda a sua vida literária. Figurando em trinta e três romances policiais, metade das que a escritora viria a escrever, Hercule Poirot se tornou um personagem conhecido no gênero das histórias investigativas, ultrapassando a barreira das páginas e marcando presença em diversos filmes, além de possuir uma série de televisão iniciada em 1989. Em Cai o Pano, como o subtítulo do livro promete, o leitor pode ver o ultimo caso de um dos mais longevos personagens dos romances policiais.

Apesar de declaradamente inspirado em Sherlock Holmes, a criação de Agatha Christie possui uma vida própria e longeva, aparecendo em dezenas de livros ao longo de mais de cinqüenta anos, certamente se tornou uma figura única e notável com sua cabeça em forma de ovo, temperamento arrogante e o tão bem cuidado bigode ao estilo militar. Um livro sobre a última investigação do detetive que se apóia em “suas pequenas células cinzentas” – com o passar do tempo considerado intratável, cansativo e “um sujeitinho egocêntrico e detestável” por sua autora – poderia dar errado de diversas maneiras, contudo a Rainha do Crime, apesar de alguns tropeços, conseguiu dar um fim merecido às histórias de seu personagem mais famoso sem sair de seu estilo.

Como última história do detetive, a trama inicial do livro já começa acertando. Convidados a uma reunião de ex-militares, a dupla Poirot e Hastings se reencontram na conhecida casa em Styles Court, palco do primeiro romance escrito por Agatha Christie e do primeiro caso em que os dois personagens trabalharam juntos. Como não acontecia a muitos livros, Hastings volta a ser o narrador, fazendo uma combinação com apelo aos saudosistas das primeiras aparições do detetive Belga e também fechando a saga do personagem no mesmo lugar em que ela começou, como em um tributo.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 7

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Sétimo post deste mini-projeto que tem sido muito interessante para mim. Desta vez passo para a etapa cinco do Snowflake, onde o autor do texto base diz para criar sinopses da história do ponto de vistas dos personagens. Uma pagina para cada personagem principal, meia pagina para cada personagem secundário.

Este é um passo interessante, algo que não fiz no livro que estou escrevendo e que teria sido bastante útil. Talvez não tenha tanta relevância num conto, principalmente pois há apenas um personagem ativo, mas irei fazer da mesma maneira.

Embora o resumo da etapa quatro já seja baseado em um ponto de vista de Revan, farei outro resumo, para ver o que pode sair dele. Após isso, farei um para O Castelo, o que creio que será uma tarefa bem complicada, e um para Jequiá e a mulher do pântano. O Castelo será considerado personagem principal, os outros dois personagens secundários.

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Iteração 5 – Parte 1

Revan

Durante toda a sua vida Revan não se importou com seus sonhos envolvendo a Ultima Torre, acreditando se tratar dos delírios de uma pessoa que no fundo tinha saudades do mundo exterior que conhecera em sua infância. Tudo isso mudou quando descobriu que os Senhores da Encruzilhada não estavam acumulando conhecimento sobre o Castelo, para poder combatê-lo, mas sim escondendo informação que poderia ser útil para entender melhor a construção viva que devorava o mundo. Sabendo que a torre que vira em seus sonhos não era mentira e que a chave para seus portões estava ao alcance de suas mãos, não sentiu remorsos em trair a sua ordem e se lançar em uma desesperada jornada que marcaria o seu fim. O mundo que um dia amara, onde tivera seus pais estava ameaçado da destruição, mas ainda haveria esperança se o castelo não tivesse devorado a tudo que existia. Precisava saber se ainda havia salvação e a torre era seu único meio.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 19 – Crise de fé e a segunda parte do livro

Período: 03/12/2012 – 09/12/2012

Acho que a semana correu naturalmente, ou pelo menos algo parecido. Escrevi as paginas que precisava escrever, trabalhei no mini-projeto da Última Torre e até mesmo tive uma idéia nova para um jogo de tabuleiro/guerra civil voltado para guerras. Acho que o único problema mesmo foi que eu percebi ser bastante cansativa a semana que tenho que passar 1500 palavras para o PC. Não se isso é natural ou por que eu estava bastante distraído. De qualquer forma, quase consegui toda a meta semanal, só ficou faltando umas 800 palavras.

Liek dis

Nesse período, consegui completar o capítulo 21. O que me leva a oficialmente começar a segunda parte do livro, deixando para trás tanto a primeira parte quanto o “interlúdio” em que os personagens estão na Taverna do Trapeixe. Sinceramente, não gosto muito dos capítulos desse interlúdio, embora existam partes interessantes. Creio que o problema esteja no conjunto deles e em um medo meu de que esse momento do livro esteja chato para caralho.  Tem também a questão de que tive que lidar com partes sentimentais de diversos personagens, principalmente de Sares, que é garota e, para piorar, adolescente. Deu trabalho e eu não sei se está forçado ou não.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 18 – Volta ao Trabalho

Acho que não há tanto a se dizer sobre essa semana que passou. Terminei a escrita o capítulo 20, que era focado em uma das personagens, e iniciei / quase terminei o 21. Estou com um pouco de medo em relação a essa parte do livro, porque o ritmo dá uma queda muito brusca. Em geral, desde o capítulo 18, tudo o que o leitor recebe são conversas entre diversos personagens que se preparam para o que virá, um pouco de revelação sobre alguns deles e também interações em que mostram um pouco mais da personalidade de cada um.

More Work?! Work work…

O objetivo é que isso seja uma grande calmaria antes da tempestade que tem o seu início logo no fim do capítulo 21, que marca uma aceleração no ritmo da trama, mas tenho medo de não conseguir fisgar devidamente o interesse. Em geral, isso se deve porque algumas cenas ficaram galhofas demais. Não sei se sou bom mostrando um lado mais “sentimental” dos personagens. E de certa forma estou achando algumas ações e reações um pouco inverossímeis, decorrentes de uma falta de maturidade minha em (d)escrever coisas mais adultas. Mas acredito que nesse ponto, ainda não posso fazer nada. Certamente não estou escrevendo um shonen que nem Naruto, mas em seriedade não chega a ser um Guerra dos Tronos.

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