Zerando Minha Steam

No fim de 2014, em algum momento que não me lembro, decidi que eu iria zerar(terminar) todos os jogos que eu tenho na Steam. Veja bem, eu tenho bastante jogos lá, muitos que eu nem sei como consegui (na verdade sei e estou olhando para o humble bundle, estou olhando para você) e outros que embora eu tenha achado interessante, não tenho previsão nenhuma para sequer instalar. Então, para não desperdiçar o dinheiro investido — que na verdade, foi bem pouco — e não ficar sem apreciar essas obras eletrônicas de diferentes estilos e gêneros que eu adquiri de maneiras legais, tomei essa resolução de zerar ele.

Parece muito com uma promessa de ano novo. Talvez seja.

Em todo caso. Eu cheguei a conclusão de que a melhor forma de eu jogar os jogos todos seria fazer isso em ordem alfabética. Assim vou ter que passar por todos. (mas vou pensar algo para que de tempos em tempos eu possa pular alguns e aproveitar um jogo que eu esteja a fim de jogar no momento)


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História Não Publicada – Capítulo 7 – Parte Um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Eu falei foi do 5, mas Alone in the Dark 4 é melhor.

 

Capítulo 7

O café já tinha esfriado, mas ainda continuava assoprando ele antes de cada uma das vezes que levava a xícara á boca. Estava com sono. Estava cansado. havia dormido por cerca de seis horas, mas não fora o suficiente para descansar. Esperava apenas que à noite estivesse acordado. Era isso que importava.

Pagou pelo café, mas continuou no casebre que fazia vezes de lanchonete. Estava numa área aberta e uma brisa refrescante vinha de onde imaginava ser o norte. Respirou fundo o ar do lugar. O ar montanhoso do lugar, pensava em dizer. Mas não sabia se aquilo era realmente um lugar montanhoso.

Rabiscou mais alguma coisa em seu caderno e deixou a caneta de lado. A xicara foi pousada na pagina em que trabalhava sem motivo aparente, um sorriso que não era tão amargo se formando com a visão daquele semi-círculo deixado pelo café que escorrera pela borda do recipiente segundos atrás. Trabalhava na história. A história que escrevia, a história que vivera.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 26 – Sobre metas não alcançadas e problemas na história

Primeiro eu tenho que dizer que desta vez não consegui alcançar a meta. Pelo menos em relação ao livro. Minha meta mensal estava estabelecida como 20.000 palavras no Word por mês e desta vez eu consegui apenas 16.500. O fato me deixa um pouco chateado, afinal eu estava conseguindo manter todos os ritmos que eu havia estabelecido. Contudo, não é exatamente algo que é muito ruim, uma catástrofe ou algo parecido.

Na verdade, eu escrevi MAIS de 16.500 palavras no mês, só que 9.000 delas foram direcionadas à Última Torre. Se contar tudo, escrevi umas 25.500 palavras, o que é um valor 25% maior do que o teto que eu estava colocando, embora contemple um projeto paralelo. Certo, eu não consegui atingir o que eu queria para o livro, mas ao menos em matéria de esforço, eu continuo com o mesmo nível. Sem contar que, as metas não são algo com o qual eu deva me digladiar, mas sim me guiar. Na verdade, seria um grande problema se eu começasse a ficar muito angustiado em não cumprir a meta, pois mostraria que eu estou disposto a forçar a escrita do livro a custo da qualidade que procuro, o que, acredito, não é o caso.

Um meme triste para a meta não alcançada

Tendo dito isso, aos progressos (ou não) da semana passada:

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História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 1

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

 

Protection from what?
Protection from what?

 

O escritor se perguntou por que diabos foram para aquele lugar. Só tinha uma saída, só tinha uma entrada. Não era o melhor lugar pra se ir. Caralho, ele tinha lido tudo o que é de zumbi que encontrara pela frente. Jogara vários jogos também. Até assistira Romero, dia, noite madrugada, a porra toda. Não que aquilo fosse realmente um zumbi, um possuído, repetiu para si mesmo. Sim possuído. No entanto fosse o que fosse, estava entrando no galpão, com seis de seus melhores amigos. Pensou em pokemon. Pensou em como sair dali. Mas seu cérebro estava em pane, eles taparam a única saída. Porra, sabia que iria se arrepender daquela merda.

Os possuídos entraram a passos lentos, como que olhando o lugar. Quase farejando. Procurando suas vítimas. Estava escuro, eles não enxergavam no breu, isso era bom. Sem visão noturna, sem bolas de fogo, pelo menos era mais fácil que Doom.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 25 – ainda escrevendo capítulo 26

O projeto “Steamlesspunkless A” é o projeto da escrita do meu primeiro romance. Leva este nome por se passar em um cenário que se inspira no espírito da Era Vitoriana sem, no entanto, possuir tecnologias a vapor, mas se encaminhando lentamente para sua revolução industrial e também problemas sociais. Nesta série de posts comento semanalmente como está sendo a escrita do livro.

Período de 14/01/13 a 20/01/13  —–  Palavras no word: 122.043

Tendo terminado o conto da Última Torre (mas ainda não a série de posts sobre o design dele, sorry), a semana passada me dediquei inteiramente o livro do projeto steamlesspunkless, pelo menos no que toca escrever no computador. Resumindo o que aconteceu, consegui muito bem cumprir a cota de escrever 1500 palavras por dia nos dias úteis da semana, provando a mim mesmo mais uma vez que posso escrever tamanha quantidade de texto no PC sem me distrair com as infinitas coisas que a internet pode mostrar.

Em relação a escrita em si, o que percebi que é, curiosamente, foi mais fácil escrever A Última Torre, mesmo sendo este conto muito mais rebuscado do que uso no livro. Não sei se isso é devido a ser uma história menor, ou os acontecimentos serem mais condensados, ou até porque uma estrutura de um romance, com inúmeras coisas para se falar, é mais cansativa, mas o fato é que percebi que escrever as coisas pro livro saía de forma um pouco mais custosa, contudo, perfeitamente possível de se escrever.

Uma imagem da Companhia Negra, de Glen Cook, só pra chamar atenção.

Primeiro eu fiquei bastante preocupado que de alguma forma estivesse forçando tudo, que de alguma forma não fosse apropriado para mim passar as coisas diretamente para o PC, em relação ao projeto Steamlesspunkless. Contudo, pude verificar que o capítulo em questão era um capítulo particularmente complicado, por ser predominantemente momentos de tensão, sem haver um combate iminente e sem haver interação entre os personagens. Basicamente, os personagens estão fugindo e andando pela cidade com medo de serem encontrados, tentando alcançar um lugar em que supostamente teriam proteção. Isso, tentando escapar da polícia, da guarda da cidade e das pessoas que estão atrás deles. É um tipo de cena que eu não havia escrito antes e que, no meu estilo meio detalhista, acabou se mostrando difícil. Um lado meu se preocupa de eu estar inventando desculpas pra só escrever no computador, mas acho que não é o caso.

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História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 6

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Uma imagem de Tolkien, pois a alternativa era uma de Yuri

 

Emílio, no entanto, não pareceu notar a falta de interesse claramente aparente. Talvez não fosse algo complicado. Cansaço, solidão e medo fazem as pessoas ouvirem o que querem… ou algo completamente oposto ao que gostariam.

No entanto, Emílio carecia de companhia. Talvez de atenção. Ou, pelo menos, era isso o que o escritor imaginou naquele momento. E anotou em seu caderno.

– Não tenho nenhuma aqui comigo, quer dizer, claro que tenho várias na cabeça. Té umas que nem mostrei pra galera… – pareceu que iria contar algo que guardara para si, mesmo diante de seus amigos, de seus círculos. Pareceu que mostraria um pedaço de sua alma. – Ah, deixa para lá… To afim de pensar em música agora não. Porra, como você pode pensar em música numa hora dessa?

– Eu sou um escritor, você um músico. Eu penso em histórias o tempo todo. O que as vezes envolve pensar em música também. Mas se você é o que diz ser. Um criador de algo, certamente algo seu atravessou sua consciência mesmo nestes momentos em que o perigo é eminente.

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História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 5

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

 

Commala come Ka. Porque referencias à Torre Negra e ao Ka-tet de Roland nunca são o bastante.

– Tudo isso foi sua culpa, no final. O que eu fiz apenas seguiu seus torpes esquemas. Mas se é para eu estar dentro de uma história, se você fez com que eu chegasse até, vou chegar até o final… Hugin. – disse o Escritor algumas semanas atrás, citando alguém que jamais seria visto nesta história.

Rugiu em um tom rasgado e que foi ouvido apenas para ele. Antes de se virar e sair do banheiro, teve a impressão de que sua imagem no espelho mudara o seu semblante. Que sorrira em franco desafio. Mas, como sempre, não passara de uma impressão. Ou talvez, no fundo, um desejo.

– Maldita boa memória. – Disse quando chegou até a sala principal do pequeno galpão. Não via Emílio, obra da escuridão que os protegia, mas ele atacava um dos pacotes de Cheetos.

– O que?

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Projeto Steamlesspunkless A – Semanas 22 e 23 – “Problemas” e nova mudança de rotina

Na semana do natal, a vigésima segunda desde que comecei a escrever o livro (e também a qual não fiz nenhum registro), foi basicamente a minha semana de folga. Apenas li os livros que já estava lendo, vi alguns filmes (nenhum realmente interessante) e escrevi coisas sobre outros projetos. E, principalmente continuei com o projeto da ultima torre, embora eu não tenha postado muita coisa dele aqui.

A semana passada, que viria ser a vigésima terceira desde que comecei a escrever o livro, seria a volta ao trabalho, uma daquelas semanas que eu trabalharia mais no caderno e menos em passar coisas do caderno para o PC. Ou pelo menos essa era a Idea. Com ano novo e pré ano novo logo no início da semana, acabei ficando com apenas três dias mais fim de semana para trabalhar. Eu realmente podia ter cumprido minha meta ainda assim, mas acabei não fazendo nada.

To aceitando uma dessas de presente… Funcionou para o Neil Gaiman

Na verdade, dizer que não escrevi nada é um pouco de exagero e talvez até mesmo desrespeito com quem não gasta tanto tempo quanto eu nessa coisa. Mas o que acontece é que das 25 paginas de caderno que eu tinha que escrever, escrevi apenas 17 paginas das 25 que deveria escrever e se precisava passar 2500 palavras para o Word, passei apenas 1000. No fim das contas, não é nada que eu não possa recuperar e, inclusive, me fez perceber (na verdade, confirmar) que eu começo a ter dificuldades em escrever sobre uma mesma coisa, em paginas de caderno, quando passo da quinta pagina.

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História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 4

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

As referências nesta parte são meio obscuras. A própria escolha da imagem é uma referência.

Em um grande clichê, anteriormente o Escritor se olhou no espelho e então sua aparência começou a ser descrita. Ele viu que sua barba estava espessa. O cabelo maior do que a muito tempo não deixava ficar. Tirou uma mexa que teimava em incomodar os olhos, por pouco não ultrapassando a altura destes e riu. Um riso estranho, descontrolado. Um clichê, pensava ele. Um muito utilizado. Um que usara em sua primeira história. Apresentar o personagem quando este olha para uma superfície reflexiva. Coisa de amador, mas usara, um dia. Qual era mesmo o nome do personagem? Mal se lembrava. Na verdade, sim, lembrava. Tão fresco na memória quanto qualquer coisa que tivesse feito segundos atrás. Mas não, não queria se lembrar do personagem de nome japonês. Não queria desenterrar o passado.

Arregalou os olhos e viu a imagem no espelho repetir o ato. Como deveria ser. Puxava as pálpebras para os lados, como se procurasse analisar o branco dos olhos. Mas era a íris e a pupila que mirava, ambas quase da mesma cor aquela distancia. Cansaço. Apenas cansaço, era o que via. Os olhos como os de um morto, como de alguém que perdera o espirito. Um riso se fez nos lábios, será que, afinal, não seria ele o possuído? Alguém que perdera o espirito, que tivera sua alma, seu eu tomado por forças maiores, forças além da compreensão humana?

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 7

Para entender sobre o projeto leia a primeira postagem sobre ele.

Sétimo post deste mini-projeto que tem sido muito interessante para mim. Desta vez passo para a etapa cinco do Snowflake, onde o autor do texto base diz para criar sinopses da história do ponto de vistas dos personagens. Uma pagina para cada personagem principal, meia pagina para cada personagem secundário.

Este é um passo interessante, algo que não fiz no livro que estou escrevendo e que teria sido bastante útil. Talvez não tenha tanta relevância num conto, principalmente pois há apenas um personagem ativo, mas irei fazer da mesma maneira.

Embora o resumo da etapa quatro já seja baseado em um ponto de vista de Revan, farei outro resumo, para ver o que pode sair dele. Após isso, farei um para O Castelo, o que creio que será uma tarefa bem complicada, e um para Jequiá e a mulher do pântano. O Castelo será considerado personagem principal, os outros dois personagens secundários.

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Iteração 5 – Parte 1

Revan

Durante toda a sua vida Revan não se importou com seus sonhos envolvendo a Ultima Torre, acreditando se tratar dos delírios de uma pessoa que no fundo tinha saudades do mundo exterior que conhecera em sua infância. Tudo isso mudou quando descobriu que os Senhores da Encruzilhada não estavam acumulando conhecimento sobre o Castelo, para poder combatê-lo, mas sim escondendo informação que poderia ser útil para entender melhor a construção viva que devorava o mundo. Sabendo que a torre que vira em seus sonhos não era mentira e que a chave para seus portões estava ao alcance de suas mãos, não sentiu remorsos em trair a sua ordem e se lançar em uma desesperada jornada que marcaria o seu fim. O mundo que um dia amara, onde tivera seus pais estava ameaçado da destruição, mas ainda haveria esperança se o castelo não tivesse devorado a tudo que existia. Precisava saber se ainda havia salvação e a torre era seu único meio.

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