Projeto Steamlesspunkless A – Semana 26 – Sobre metas não alcançadas e problemas na história

Primeiro eu tenho que dizer que desta vez não consegui alcançar a meta. Pelo menos em relação ao livro. Minha meta mensal estava estabelecida como 20.000 palavras no Word por mês e desta vez eu consegui apenas 16.500. O fato me deixa um pouco chateado, afinal eu estava conseguindo manter todos os ritmos que eu havia estabelecido. Contudo, não é exatamente algo que é muito ruim, uma catástrofe ou algo parecido.

Na verdade, eu escrevi MAIS de 16.500 palavras no mês, só que 9.000 delas foram direcionadas à Última Torre. Se contar tudo, escrevi umas 25.500 palavras, o que é um valor 25% maior do que o teto que eu estava colocando, embora contemple um projeto paralelo. Certo, eu não consegui atingir o que eu queria para o livro, mas ao menos em matéria de esforço, eu continuo com o mesmo nível. Sem contar que, as metas não são algo com o qual eu deva me digladiar, mas sim me guiar. Na verdade, seria um grande problema se eu começasse a ficar muito angustiado em não cumprir a meta, pois mostraria que eu estou disposto a forçar a escrita do livro a custo da qualidade que procuro, o que, acredito, não é o caso.

Um meme triste para a meta não alcançada

Tendo dito isso, aos progressos (ou não) da semana passada:

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 14

“Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Finalmente, última parte da sexta etapa do Snowflake. Aqui vai a extensão do parágrafo que resumia a ultima parte do conto.

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Iteração 6 – Parte 4

Depois de abrir os portões que levam da Última Torre, Revan vislumbra paisagens indizíveis e maravilhas alienígenas enquanto passo a passo, completa sua subida. Ele sabe que está morrendo, que o ultimo golpe de Jaquiá arrancou a sua vida, mas agora está muito perto, lembrando de seus anseios, persiste em sua subida.

Em seu caminho, tomando conhecimento de coisas que não deveriam estar a disposição dos homens, Revan sofre de muitos devaneios, visões febris do passado e dos futuros que ainda podem vir. Tais imagens sobre o que poderia fazer com os novos conhecimentos,s obre como poderia voltar à Encruzilhada e se vingar dos bibliotecários ameaçam fazê-lo desistir de sua jornada em sua ultima etapa, mas ele persiste contra a nova adversidade e continua em sua caminhada inexorável até o topo das escadarias de alabastro.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 24 – Outro Editor de Texto

Período de 07/01/13 a 13/01/13

Palavras no word: 114.538

paginas no caderno: 343

Certo, como eu havia falado, na semana passada eu resolvi tentar uma nova abordagem. Por alguns motivos que citei, eu não iria mais escrever as coisas antes no caderno (pelo menos do livro), mas iria direto para o computador. Teoricamente nesta semana que passou eu deveria escrever pelo menos 7.500 palavras para o livro (isso de coisa aproveitável), pois assim ficaria verificado que eu consigo fazer progresso sem ser vitimado pelas distrações do computador. Acontece que para o livro eu consegui escrever apenas 4.000 palavras… E mais 4.500 para o conto da Última Torre.

Na teoria, eu não cumpri a minha meta para o livro, no entanto, somado com o que fiz para o conto (que já terminei e enviei para a antologia, só resta aguardar), pude verificar que eu consigo perfeitamente produzir a quantidade mínima que eu queria. Para falar a verdade, se eu insistisse, eu poderia ter escrito umas 15.000 palavras no total essa semana, mas considerei que era um esforço desnecessário e que iria tomar o tempo que eu estava pesquisando, lendo e fazendo anotações para outras coisas, então deixei de lado a pretensão. Eu digo que eu poderia ter conseguido essa margem porque em um desafio pessoal, na segunda feira escrevi 3.500 palavras somando livro e conto.

Kadath – a maior inspiração para A Última Torre

É justo ponderar sobre se escrever tanto de vez é realmente uma boa coisa. Afinal, pode muito bem acontecer de eu estar escrevendo tantas palavras assim e não está realmente produzindo algo com a qualidade que procuro. No entanto, creio que o conto da Última Torre foi o melhor conto que escrevi até hoje, então tiro daí a idéia de que sim, posso escrever isso tudo aí sem estar escrevendo um monte de besteira. Tudo deve depender de disciplina. Para falar a verdade, olhando o que escrevi do livro (as partes em que foi coisa nova e não simplesmente passar do caderno para o PC), eu não tenho certeza se está tão bom quanto eu gostaria, mas uma vozinha me diz que isso deve principalmente à mudança no “paradigma” da escrita e não em como realmente a coisa está. Pedirei para algum colega ler e me dar uma opinião futuramente.

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Mini-Projeto: A Última Torre – Parte 13

Sinopse”: Mini-projeto onde mostro passo a passo o desenvolvimento de um conto utilizando o método para “design” de histórias, snowflake. Mostrarei desde o primeiro passo, resumir a história em uma frase, até a escrita do conto propriamente dita. Para entender mais sobre o projeto leia a primeira postagem.

Este aqui é o penúltimo post da sexta parte do Snowflake. A ideia se mantém a mesma, expandir um dos parágrafos que resumia a história para uma pagina inteira, ou perto disso. Acho que nesse ponto não é preciso ser rigoroso, se você escreveu, escreveu e chegou a duas paginas, não apague ou tente diminuir, minha opinião é que não tem problema pecar pelo excesso nessa parte do design, se surgir algo interessante, vá escrevendo.

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Iteração 6 – Parte 3

Revan avança sobre a planície, maravilhado. Ele nunca havia visto um lugar tão aberto como ali, tão limpo. Por um instante, pensa que está do lado de fora do Castelo e anda vários metros, maravilhado com a idéia, contudo, logo percebe que é tolice pensar aquilo, ele ainda está preso no onipresente Castelo, ao longe, bem ao longe, consegue divisar a silhueta de imensas muralhas, ele segue em frente. Revan logo começa a ver pedaços aleatórios de alvenaria, paredes solitárias, colunas caídas e se pergunta o que afinal, seria aquele lugar. O que fazia o Castelo ali.

Com o passar do tempo, a quantidade de detritos começa a aumentar, e por Revan começa a sentir que alguma força invisível está contra ele. Pedras aparecem nos piores lugares, lascas de tijolos que ele tinha certeza não estarem ali, o fazem tropeçar. Começa muito discreto e discretamente a sensação vai aumentando. Paredes desmoronam logo ao seu lado a areia do lugar torna difícil a sua passagem. Primeiro começa com uma paranóia, mas logo ele percebe que realmente é o centro das atenções do monstruoso Castelo. Começa a acelerar o passo, temendo o que possa ser feito contra ele.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semanas 22 e 23 – “Problemas” e nova mudança de rotina

Na semana do natal, a vigésima segunda desde que comecei a escrever o livro (e também a qual não fiz nenhum registro), foi basicamente a minha semana de folga. Apenas li os livros que já estava lendo, vi alguns filmes (nenhum realmente interessante) e escrevi coisas sobre outros projetos. E, principalmente continuei com o projeto da ultima torre, embora eu não tenha postado muita coisa dele aqui.

A semana passada, que viria ser a vigésima terceira desde que comecei a escrever o livro, seria a volta ao trabalho, uma daquelas semanas que eu trabalharia mais no caderno e menos em passar coisas do caderno para o PC. Ou pelo menos essa era a Idea. Com ano novo e pré ano novo logo no início da semana, acabei ficando com apenas três dias mais fim de semana para trabalhar. Eu realmente podia ter cumprido minha meta ainda assim, mas acabei não fazendo nada.

To aceitando uma dessas de presente… Funcionou para o Neil Gaiman

Na verdade, dizer que não escrevi nada é um pouco de exagero e talvez até mesmo desrespeito com quem não gasta tanto tempo quanto eu nessa coisa. Mas o que acontece é que das 25 paginas de caderno que eu tinha que escrever, escrevi apenas 17 paginas das 25 que deveria escrever e se precisava passar 2500 palavras para o Word, passei apenas 1000. No fim das contas, não é nada que eu não possa recuperar e, inclusive, me fez perceber (na verdade, confirmar) que eu começo a ter dificuldades em escrever sobre uma mesma coisa, em paginas de caderno, quando passo da quinta pagina.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 18 – Volta ao Trabalho

Acho que não há tanto a se dizer sobre essa semana que passou. Terminei a escrita o capítulo 20, que era focado em uma das personagens, e iniciei / quase terminei o 21. Estou com um pouco de medo em relação a essa parte do livro, porque o ritmo dá uma queda muito brusca. Em geral, desde o capítulo 18, tudo o que o leitor recebe são conversas entre diversos personagens que se preparam para o que virá, um pouco de revelação sobre alguns deles e também interações em que mostram um pouco mais da personalidade de cada um.

More Work?! Work work…

O objetivo é que isso seja uma grande calmaria antes da tempestade que tem o seu início logo no fim do capítulo 21, que marca uma aceleração no ritmo da trama, mas tenho medo de não conseguir fisgar devidamente o interesse. Em geral, isso se deve porque algumas cenas ficaram galhofas demais. Não sei se sou bom mostrando um lado mais “sentimental” dos personagens. E de certa forma estou achando algumas ações e reações um pouco inverossímeis, decorrentes de uma falta de maturidade minha em (d)escrever coisas mais adultas. Mas acredito que nesse ponto, ainda não posso fazer nada. Certamente não estou escrevendo um shonen que nem Naruto, mas em seriedade não chega a ser um Guerra dos Tronos.

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A new Project appears!

Não é exatamente um projeto. Mas sim uma experiência. O fato é que eu tenho que escrever um conto para a antologia da editora 9Bravos. Bom, na verdade não tenho, mas sendo uma editora soteropolitana, coloquei em minha cabeça que sim, tenho, para prestigiar a iniciativa. Eu iria começar lá pro meio de dezembro, mas decidi fazer disso uma nova experiência, então vou começar logo.

Se você acompanha o meu blog, sabe que me baseei em um método chamado snowflake para organizar o meu primeiro livro, O Projeto SteamlessPunkless A, e se você não acompanha o blog, provavelmente não se importa.

O fato é que o snowflake é um método para se fazer design de romances. Ele auxilia o escritor a organizar as idéias e evitar pontas soltas, idéias mal planejadas em histórias grandes. Não cheguei a usar inteiramente em meu livro, mas parcialmente. Minha idéia para agora é tentar usar ele para um conto de até 9000 palavras (e se você me conhece, ele terá 9000 palavras) e ver o que sai disso. Provavelmente, terei que fazer algumas adaptações, mas ei, é uma experiência.

O método snowflake consiste em 10 passos que vão desde resumir a história em uma frase, passando por resumir os capítulos até começar a escrever o livro. Não passarei por todas as etapas porque não fariam sentido para um conto, mas ainda assim, devo chegar mais ou menos até a sete.

Dentro da proposta do blog, irei mostrar os passos e falar sobre o processo criativo. Amanhã (ou hoje mais tarde) devo começar com o primeiro passo. Eu já sei sobre o que irei escrever, será baseado em um conto curto que escrevi para a fábrica dos sonhos, com o tema Torre, na verdade, uma extensão dele. Não sei se vai ser aceito ou não na antologia, até porque a minha ideia é me inspirar em “À Procura de Kadath” do H.P Lovecraft, e isso significa que não terá diálogo nenhum e, em geral, um pouco chato para a maioria das pessoas. Não sei se serei bem sucedido, mas tenho que tentar.

O prazo para entrega do conto é até dia 10, então, é a minha meta. Vou tentar fazer algo diferente e fazer comentários dia-a-dia sobre como está sendo o processo da escrita e “design” do conto.

Como meu tempo não é infinito, essa atividade tomará o lugar da escrita do longevo conto de terror pseudo lovecraftiano e do worldbuilding de Cmyvllaeth. Não vou deixar de escrever esses dois, mas será nas horas vagas agora, não algo “oficial” que irei me preocupar.

Renan Barcellos, que bebia agua

e que também tinha algumas vinganças por fazer