História Não Publicada – Capítulo 7 – Parte Dois

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Na verdade a referencia é mais a um personagem meu, de um conto bem antigo, mas essa imagem vai ter que servir.

Depois de se sentir parecido com Edward Carnby, o escritor ficou vontade de catar um cigarro em algum lugar e então fumar, no sossego de suas próprias idéias. Mas isso era idiota, ele não fumava.

Foi andando pela praça, observando os canteiros, as cercas de metal, pintadas recentemente de preto. Tentou extrair dali algum significado. Mas tudo o que percebia eram suas pálpebras pesadas, seus olhos cansados lhe mostrando uma trêmula visão.

Olhou ao redor, como se tentasse entender aonde se encontrava. Mas sabia onde era, no fim das contas. Era uma cidade pequena, no interior da Bahia. Não sabia direito quantos habitantes tinha. Devia ter pesquisado isso, ou alguma coisa desse tipo. Mas a cidade não era muito menor que Feira de Santana. E fazia frio. Bastante frio. Mesmo pela manhã era comum ver algumas pessoas usando agasalho. Ele mesmo usava, um casaco marrom, cheio de bolsos, como gostava. Usava ele tambem em salvador, mesmo não sentindo tão frio quanto onde se encontrava.

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História Não Publicada – Capítulo 7 – Parte Um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Eu falei foi do 5, mas Alone in the Dark 4 é melhor.

 

Capítulo 7

O café já tinha esfriado, mas ainda continuava assoprando ele antes de cada uma das vezes que levava a xícara á boca. Estava com sono. Estava cansado. havia dormido por cerca de seis horas, mas não fora o suficiente para descansar. Esperava apenas que à noite estivesse acordado. Era isso que importava.

Pagou pelo café, mas continuou no casebre que fazia vezes de lanchonete. Estava numa área aberta e uma brisa refrescante vinha de onde imaginava ser o norte. Respirou fundo o ar do lugar. O ar montanhoso do lugar, pensava em dizer. Mas não sabia se aquilo era realmente um lugar montanhoso.

Rabiscou mais alguma coisa em seu caderno e deixou a caneta de lado. A xicara foi pousada na pagina em que trabalhava sem motivo aparente, um sorriso que não era tão amargo se formando com a visão daquele semi-círculo deixado pelo café que escorrera pela borda do recipiente segundos atrás. Trabalhava na história. A história que escrevia, a história que vivera.

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História Não Publicada – Capítulo 6 – Parte Única

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Não tem uma referencia explicita dele, mas creio que a ideia surgiu de Lovecraft.
Não tem uma referencia explicita dele, mas creio que a ideia surgiu de Lovecraft.

Capítulo 6

A luz do amanhecer banhou o chão, trazendo os primeiros raios de um novo dia àquela cidade esquecida não só por Deus, mas por todo filho da puta que já clamou um reino divino. O sol brilha para todos. Frase de algum lugar, veio à mente do escritor.

Com o inicio de um clarear, veio a salvação. Os possuídos estacaram, como robôs perdidos em meio ás ordens humanamente confusas que tinham que seguir, repetiram os movimentos que faziam, como um disco arranhado. Algo como uma peça fora do lugar.

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Resenha – O Tigre de Sharpe

O início da carreira do Rambo britânico

Capa nem boa nem ruim. Mas chama atenção, tem cara de algo histórico ou coisa parecida.

O escritor britânico Bernard Cornwell é conhecido no Brasil principalmente por seus livros que tratam de temas medievais, como Crônicas Saxônicas, as Crônicas de Arthur e a Trilogia do Graal e neles consegue mostrar um estilo muito característico, unindo fatos, possibilidades e personagens fictícios para apresentar romances históricos muito focados em guerras, grandes conquistas e batalhas. Tudo muito realista e verossímil, mostrando um lado nada fantástico dos combates e da vida que se levava na época. Contudo, as épocas onde espadas, escudos e machados dominavam não são as únicas ambientações das quais se valem o autor, sendo a sua maior série ambientada nas guerras napoleônicas e no fim do século XVII. Além de composta por mais de vinte livros, os primeiros tomos d’As Aventuras de Sharpe foram também os primeiros livros que o escritor publicou.

Conhecido no exterior como o maior personagem de Cornwell, inclusive tendo uma série sobre sua histórias (estrelada por Sean Bean, o Ned Stark de Guerra dos Tronos), Richard Sharpe é um oficial inglês marrento e de baixo nascimento, tendo ascendido em campanha nos postos do exercito britânico e portanto sofrendo de preconceito por parte de seus colegas. Nos primeiros livros escritos por Cornwell, o personagem está na Europa, nas tropas militares sob a responsabilidade pelo, naquela época, General Arthur Wellesley – primeiro duque de Wellington, futuro primeiro ministro e futuramente responsável pela derrota de Napoleão em Waterloo.

O livro O Tigre de Sharpe, embora não seja o primeiro escrito pelo autor, é cronologicamente o primeiro das histórias de Richard Sharpe. Na obra, as Guerras Napoleônicas ainda não começaram, Napoleão é conhecido apenas como um militar francês atrevido e Wellesley tem muito pouco crédito no exército britânico. Ambientado no Mysore, Índia, em 1799, no final da quarta guerra entre os ingleses da Companhia das Índias e o Reino do Mysore, o livro mostra um jovem Sharpe como soldado raso e iletrado, competente, mas insatisfeito com a vida no exército, seriamente pensando em virar a casaca e desertar em prol dos franceses. Atormentado e enganado pelo sargento Hakeswill, o protagonista acaba indo para o tronco ser chicoteado, mas no ultimo instante acaba sendo escolhido para a perigosa tarefa de, junto ao tenente Willian Lawford, se embrenhar na cidade de Seringapattan, onde reside o responsável pelas forças do Mysore – o Sultão Tippu – e resgatar as informações conseguidas por um oficial de alta patente que havia sido capturado; e que possui uma informação que pode salvar o exército inglês de uma armadilha.

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História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Eu tinha medo desse filme. Muito medo.

Na semana passada, envoltos pela escuridão e surpresos, os possuídos esqueceram interruptor por um instante. Olharam para as trevas. Não viram o escritor. Não viram Emílio. Mas sabiam de onde o caderno tinha sido disparado. Na verdade, não sabiam que porra era aquela, mas tinha vindo daquele canto da sala. Um canto ocupado por um sujeito que ainda queria chegar no fim da história.

O escritor correu abaixado, tentando não fazer barulho. Mas era difícil não fazer barulho quando se corre no escuro por um lugar desconhecido e  com armadilhas feitas especialmente para alguém tropeçar.

Três dos adversários seguiram ele, seguiram o som. O escritor rolou no chão quando caiu, sabia fazer isso.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 26 – Sobre metas não alcançadas e problemas na história

Primeiro eu tenho que dizer que desta vez não consegui alcançar a meta. Pelo menos em relação ao livro. Minha meta mensal estava estabelecida como 20.000 palavras no Word por mês e desta vez eu consegui apenas 16.500. O fato me deixa um pouco chateado, afinal eu estava conseguindo manter todos os ritmos que eu havia estabelecido. Contudo, não é exatamente algo que é muito ruim, uma catástrofe ou algo parecido.

Na verdade, eu escrevi MAIS de 16.500 palavras no mês, só que 9.000 delas foram direcionadas à Última Torre. Se contar tudo, escrevi umas 25.500 palavras, o que é um valor 25% maior do que o teto que eu estava colocando, embora contemple um projeto paralelo. Certo, eu não consegui atingir o que eu queria para o livro, mas ao menos em matéria de esforço, eu continuo com o mesmo nível. Sem contar que, as metas não são algo com o qual eu deva me digladiar, mas sim me guiar. Na verdade, seria um grande problema se eu começasse a ficar muito angustiado em não cumprir a meta, pois mostraria que eu estou disposto a forçar a escrita do livro a custo da qualidade que procuro, o que, acredito, não é o caso.

Um meme triste para a meta não alcançada

Tendo dito isso, aos progressos (ou não) da semana passada:

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História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 1

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

 

Protection from what?
Protection from what?

 

O escritor se perguntou por que diabos foram para aquele lugar. Só tinha uma saída, só tinha uma entrada. Não era o melhor lugar pra se ir. Caralho, ele tinha lido tudo o que é de zumbi que encontrara pela frente. Jogara vários jogos também. Até assistira Romero, dia, noite madrugada, a porra toda. Não que aquilo fosse realmente um zumbi, um possuído, repetiu para si mesmo. Sim possuído. No entanto fosse o que fosse, estava entrando no galpão, com seis de seus melhores amigos. Pensou em pokemon. Pensou em como sair dali. Mas seu cérebro estava em pane, eles taparam a única saída. Porra, sabia que iria se arrepender daquela merda.

Os possuídos entraram a passos lentos, como que olhando o lugar. Quase farejando. Procurando suas vítimas. Estava escuro, eles não enxergavam no breu, isso era bom. Sem visão noturna, sem bolas de fogo, pelo menos era mais fácil que Doom.

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