História Não Publicada – Capítulo 8 – Parte três

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo write or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Foi uma das referencias dessa parte. Nada muito difícil de achar.
Foi uma das referencias dessa parte. Nada muito difícil de achar.

– Espera, cê não pode ta dizendo isso. – disse Emílio, atônito, no fim parte dois do capítulo oito –  Não pera, a gente não vai ir atrás de descobrir que porra é essa.

– Ora, claro que vamos, Músico.

– Não, não. Você vai. – apontou de novo – Você vai se você quiser. Mas eu não arredo meu pé daqui. Não mesmo. Se quiser vai para lá pro museu agora mesmo. Mas daqui a uma hora a porra da noite vai chegar e talvez essa merda toda volte a acontecer.

O escritor pegou um pedaço de papel e começou a rabiscar. Eram palavras desconexas, apenas substantivos sem qualquer ligação. Olhava para um jarro de flores. Não para Emílio. Se perguntava onde estava seu poder de persuasão agora. Passeando talvez.

– Emílio. Só aqui podemos dar um jeito nessa situação. Daqui a gente pode dar um jeito nisso tudo. Acabar com essa maldição ou seja lá o que está acontecendo.

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Sobre como anda o projeto Steamlesspunkless

O projeto não parou junto com as postagens sobre como ele estava se encaminhando. Mas também não está sendo produzido em uma velocidade sequer próxima à que eu estava trabalhando. Porque isso? Bom, tentarei explicar.

No início deste ano (ou foi final do ano passado?) eu comecei a escrever a novela “A Última Torre”, fiz até amostra do snowflake usando essa ela e etc. Acontece que ao terminar de escrever essa novela, eu senti algo que eu não sentia a algum tempo. E que, eu percebi depois de pensar sobre o assunto, me fazia falta. Era a sensação de terminar alguma coisa.

Eu estava me dedicando praticamente de forma integral ao projeto do steamlesspunkless (isso é, dentro do tempo que eu dedicava a escrita, o que era muito). Em pouco mais de um ano nesse ritmo, escrevi mais de “A Gema dos Meahdirr” – este é o nome – do que muitos livros do gênero escritos no Brasil têm em quantidade de palavras. Não que isso seja bom ou ruim, mas apenas para mostrar que, bem eu escrevi um bocado.  E quando eu terminei de escrever o A Última Torre, eu percebi que eu QUERIA escrever outras coisas. E terminar coisas menores também.

Por si só, isso já é um agravante para diminuir o ritmo da coisa. Mas há outros pontos.

Acontece que A Gema dos Meahdirr é o primeiro romance que eu comecei a escrever e cheguei a um ponto de desenvolvimento em que eu me sinta seguro de dizer que realmente trabalhei nele. No entanto, é um livro bastante… Complexo. Ele tem seis personagens principais, seis visões diferentes que sempre interagem entre si e cada um guardando os seus segredos e esperanças sobre o que está ocorrendo. Isso sem falar na cidade, que à sua forma também é um personagem.

Eu creio que poderia lidar com isso, se fosse só isso. Eu havia me planejado para isso, afinal. Mas aí vem outras coisas. Conforme eu ia escrevendo a história, eu fui percebendo alguns erros no planejamento que eu tinha feito (coisa natural de acontecer, até mencionei outras vezes), mas batava acrescentar uma ou outra coisa, mexer aqui e ali, matar um personagem, fazer outro aparecer e então estava tudo resolvido. O problema é que outras coisas foram se complicando. E por culpa minha. Conforme eu ia avançando na trama do livro, eu percebia que havia espaço para mais intriga, para mais motivações na história de alguns personagens e principalmente, para a história recente da cidade. Porque muito, muito envolve a história recente da cidade.

Basicamente, haviam coisas que eu não precisava mudar/acrescentar. Mas eu olhava para o que tinha, olhava, olhava, e chegava a conclusão de que eu queria acrescentar aquilo ou aquela outra coisa. Teoricamente era para ser algo simples, mas eu fui tendo idéias para tornar complexo e, pelo menos para mim, melhor.

Falando tudo isso. Eu basicamente iria demorar muito, muito para escrever a coisa toda da forma que eu quero. E não estou disposto a ficar tanto tempo me dedicando a uma só coisa. Portanto, o que acontece é que a previsão que já não existia, se estendeu ainda mais. É possível que sequer A Gema dos Meahdirr seja o primeiro romance que eu termine. (mas estou confiante que no máximo vai ser o terceiro).

Resumindo, estou levando a coisa num ritmo bem lento, trabalhando lentamente mais continuamente, enquanto trabalho também em outras coisas (talvez eu fale aqui). Inclusive, pretendo fazer posts falando sobre o mundo em que o livro se passa e coisa assim, para ir mostrando como é a realidade em que a história está inserida.

Ah, e não é só isso. Tenho em mente a idéia de escrever uma série de noveletas mias ou menos interligadas que mostrem diferentes aspectos da cidade de Santhem. Isso me ajudará em diversas formas. Primeiro porque estarei escrevendo (e terminando) coisas menores. Estarei desenvolvendo melhor a cidade e conhecendo mais da história recente dela, que será muito usada no “A Gema dos Meahdirr” e também, a depender de como eu faça, posso usar isso para poupar em detalhes sobre a ambientação no próprio a “A Gema dos Meahdirr”.

Então, é isso. Próximas semanas estarei falando melhor sobre as coisas que estou escrevendo agora, sobre idéias para essa série de noveletas e também posts sobre o projeto Steamlesspunkless em geral. (continuar postando “História Não Publicada” e também começar a postar “A Última Morte de Ciannor Ravorak).

Renan Barcellos, que nada bebia

e que lá estava postando outro post novamente.

Projeto Steamlesspunkless A – Semana 29 – Personagens, persongens

Período de 18/02/13 a 24/02/13  —–  Palavras no word: 138.310

Só pra não dizer que não tem imagem, aqui uma de o homem do castelo alto.

Essa semana passada eu voltei ao meu ritmo normal. E devo dizer que consegui cumprir todas as metas que eu tinha. Continuei com a escrita do livro, seguindo o esquema de 1000 palavras diárias escritas usando o Q10. Consegui com isso um bom avanço no capítulo 28, na verdade terminando ele.

Minha opinião sobre o capítulo 28 está um pouco dividida, a primeira cena (que toma a maior parte dele) é apenas a conversa entre dois personagens e o resultado dela. Nela acho que mostro bastante do ponto de vista de um dos personagens principais e também as motivações e personalidades de um dos meus personagens secundários preferidos até o momento. Ficou uma cena extensa, mas eu gostei bastante do resultado e também me trouxe à tona muito material interessante que eu vou tentar explorar nas exaustivas revisões que terei.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 28 – O trabalho continua, mas sem nenhuma previsão

Período de 11/02/13 a 17/02/13  —–  Palavras no word: 133.057

Na última semana eu não fiz muita coisa (nem fiz o registro da semana 27, que foi minha semana de descanso e foi basicamente assistir filme e escrever coisas aleatórias). Escrevi alguns dias, não escrevi outros, fim de semana compensei um pouco da cota de palavras que não havia alcançado em janeiro, mas não exatamente tive muito progresso.

A questão toda é que teve o carnaval, fiquei muitos dias parado em casa, e quanto mais tempo livre eu tenho, menos eu faço. É tudo uma questão de não ter uma rotina para quando eu estiver de folga, aí acabo procrastinando, divagando e fazendo menos do que faria em dias mais cheios. Foi principalmente devido a isso que acabei decidindo aproveitar as folgas para descansar e não me preocupar com metas ou progressos, escrevi só quando a preguiça deixou e pronto. Essa semana pretendo voltar ao ritmo normal.

Apesar de ter escrito menos, essa semana passada não foi vazia de avanços. Pelo contrário, tive algumas ponderações interessantes sobre o livro. Algumas meramente continuações de questões passadas, outras algumas “técnicas” que tem funcionado para mim.

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Resenha – O Tigre de Sharpe

O início da carreira do Rambo britânico

Capa nem boa nem ruim. Mas chama atenção, tem cara de algo histórico ou coisa parecida.

O escritor britânico Bernard Cornwell é conhecido no Brasil principalmente por seus livros que tratam de temas medievais, como Crônicas Saxônicas, as Crônicas de Arthur e a Trilogia do Graal e neles consegue mostrar um estilo muito característico, unindo fatos, possibilidades e personagens fictícios para apresentar romances históricos muito focados em guerras, grandes conquistas e batalhas. Tudo muito realista e verossímil, mostrando um lado nada fantástico dos combates e da vida que se levava na época. Contudo, as épocas onde espadas, escudos e machados dominavam não são as únicas ambientações das quais se valem o autor, sendo a sua maior série ambientada nas guerras napoleônicas e no fim do século XVII. Além de composta por mais de vinte livros, os primeiros tomos d’As Aventuras de Sharpe foram também os primeiros livros que o escritor publicou.

Conhecido no exterior como o maior personagem de Cornwell, inclusive tendo uma série sobre sua histórias (estrelada por Sean Bean, o Ned Stark de Guerra dos Tronos), Richard Sharpe é um oficial inglês marrento e de baixo nascimento, tendo ascendido em campanha nos postos do exercito britânico e portanto sofrendo de preconceito por parte de seus colegas. Nos primeiros livros escritos por Cornwell, o personagem está na Europa, nas tropas militares sob a responsabilidade pelo, naquela época, General Arthur Wellesley – primeiro duque de Wellington, futuro primeiro ministro e futuramente responsável pela derrota de Napoleão em Waterloo.

O livro O Tigre de Sharpe, embora não seja o primeiro escrito pelo autor, é cronologicamente o primeiro das histórias de Richard Sharpe. Na obra, as Guerras Napoleônicas ainda não começaram, Napoleão é conhecido apenas como um militar francês atrevido e Wellesley tem muito pouco crédito no exército britânico. Ambientado no Mysore, Índia, em 1799, no final da quarta guerra entre os ingleses da Companhia das Índias e o Reino do Mysore, o livro mostra um jovem Sharpe como soldado raso e iletrado, competente, mas insatisfeito com a vida no exército, seriamente pensando em virar a casaca e desertar em prol dos franceses. Atormentado e enganado pelo sargento Hakeswill, o protagonista acaba indo para o tronco ser chicoteado, mas no ultimo instante acaba sendo escolhido para a perigosa tarefa de, junto ao tenente Willian Lawford, se embrenhar na cidade de Seringapattan, onde reside o responsável pelas forças do Mysore – o Sultão Tippu – e resgatar as informações conseguidas por um oficial de alta patente que havia sido capturado; e que possui uma informação que pode salvar o exército inglês de uma armadilha.

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História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 5

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

 

Commala come Ka. Porque referencias à Torre Negra e ao Ka-tet de Roland nunca são o bastante.

– Tudo isso foi sua culpa, no final. O que eu fiz apenas seguiu seus torpes esquemas. Mas se é para eu estar dentro de uma história, se você fez com que eu chegasse até, vou chegar até o final… Hugin. – disse o Escritor algumas semanas atrás, citando alguém que jamais seria visto nesta história.

Rugiu em um tom rasgado e que foi ouvido apenas para ele. Antes de se virar e sair do banheiro, teve a impressão de que sua imagem no espelho mudara o seu semblante. Que sorrira em franco desafio. Mas, como sempre, não passara de uma impressão. Ou talvez, no fundo, um desejo.

– Maldita boa memória. – Disse quando chegou até a sala principal do pequeno galpão. Não via Emílio, obra da escuridão que os protegia, mas ele atacava um dos pacotes de Cheetos.

– O que?

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 19 – Crise de fé e a segunda parte do livro

Período: 03/12/2012 – 09/12/2012

Acho que a semana correu naturalmente, ou pelo menos algo parecido. Escrevi as paginas que precisava escrever, trabalhei no mini-projeto da Última Torre e até mesmo tive uma idéia nova para um jogo de tabuleiro/guerra civil voltado para guerras. Acho que o único problema mesmo foi que eu percebi ser bastante cansativa a semana que tenho que passar 1500 palavras para o PC. Não se isso é natural ou por que eu estava bastante distraído. De qualquer forma, quase consegui toda a meta semanal, só ficou faltando umas 800 palavras.

Liek dis

Nesse período, consegui completar o capítulo 21. O que me leva a oficialmente começar a segunda parte do livro, deixando para trás tanto a primeira parte quanto o “interlúdio” em que os personagens estão na Taverna do Trapeixe. Sinceramente, não gosto muito dos capítulos desse interlúdio, embora existam partes interessantes. Creio que o problema esteja no conjunto deles e em um medo meu de que esse momento do livro esteja chato para caralho.  Tem também a questão de que tive que lidar com partes sentimentais de diversos personagens, principalmente de Sares, que é garota e, para piorar, adolescente. Deu trabalho e eu não sei se está forçado ou não.

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História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Não gostei desse filme, mas ele é referenciado no texto, sooo…

 

Carrancudo, anteriormente o escritor pegou um caderno e folhas avulsas. Pensou em numerar a porra toda para depois não se perder. Mas não queria perder tempo. Uma parte lateral de sua cabeça, logo atrás das têmporas, urgia, clamando para que derramasse nas paginas o que passava em sua cabeça. Começou a escrever o que lhe vinha à mente, sobre o que havia passado nos momentos que vivera nas ultimas horas. Completava informações, escrevia capítulos novos. A caneta nanquim de ponta 0.5 riscava as paginas como um louco açoitando sua vítima com uma faca. O que escreveu era frenético, sem noção, sem técnica e sem seu característico linguajar arrojado.

Se Emílio pensou em falar alguma coisa, desistiu. Algo nos olhos do Escritor podem tê-lo demovido do intento. Mas algo nos modos do homem que escrevia também trouxe um estranho sentimento de piedade e compaixão. Algo que lhe trouxe uma inusitada confiança. Parece que não eram só os campos de batalha que faziam estranhas amizades. Não era essa a frase que procurava o escritor, mas foi a que lhe veio à cabeça.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 17 – Semana de descanso trabalhosa

Primeiro de tudo. Minha semana de descanso foi um fracasso. Primeiro porque eu acabei encontrando outras coisas para trabalhar, como por exemplo minha novíssima idéia para um novo projeto de fantasia dessa vez passado no Brasil império.

De uma forma ou de outra, acabei gastando a mesma quantidade de tempo com a escrita, embora tenha sido menos cansativo porque não precisei seguir nenhuma meta ou escrever cinco paginas de caderno por dia. No inicio eu fiquei um pouco receoso de que na volta ao trabalho do projeto Steamlesspunkless eu acabasse não conseguindo pegar o ritmo de novo. Mas, spoiler para o registro da semana que vem, isso acabou não acontecendo.

A semana de descanso não foi bem assim

Como eu havia falado anteriormente, essa semana também foi para tratar de re-organizar a segunda parte do livro. Nenhuma mudança na plot em si, apenas no ritmo e no clima. Eu queria dar um aumento no passing para dar o tempo da história passar a ideia de que o clímax está se aproximando. Sem essa alteração, o clímax praticamente cairia na cabeça do leitor. Creio que possa ser interessante em algumas coisas, mas não iria servir para mim.

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História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 4

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo.

Não gosto do Resident Evil 4, mas Leon e os ganados foram uma referência que apareceu nessa parte.

No último capítulo o escritor começou a atirar, claro. Os dois revolveres disparando quase simultaneamente contra os oito que corriam em sua direção. Pensava se teria oito balas ou ainda menos do que isso. A cada tiro disparado seu braço ia para trás. Os cotovelos pregados na cintura, tentando resistir o recuo da maneira que podia com o seu treinamento em videogame nos fins de semana – tudo bem, na maioria dos dias. Blam, blam blam, diziam as armas, explodindo seu conteúdo cada vez que o gatilho era apertado – e não puxado. Era uma bala para cada um deles, tinha que acertar, precisava acertar. E errou a maioria dos tiros, as pessoas não atiram usando as duas mãos a toa e dois revolveres de uma vez só era mais coisa de exibicionismo do que duelos de verdade.

Cinco das balas passaram longe dos alvos. Indo se acomodar nas paredes do lugar ou então em alguma das caixas de madeira.  As duas primeiras, as que foram disparadas antes do coice das armas atrapalhar a porra acertaram alvos diferentes, na barriga, mas acertaram. A terceira acertou alguém  mas o escritor não teve tempo de perceber quem foi.

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