História Não Publicada – Capítulo 4 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Não gostei desse filme, mas ele é referenciado no texto, sooo…

 

Carrancudo, anteriormente o escritor pegou um caderno e folhas avulsas. Pensou em numerar a porra toda para depois não se perder. Mas não queria perder tempo. Uma parte lateral de sua cabeça, logo atrás das têmporas, urgia, clamando para que derramasse nas paginas o que passava em sua cabeça. Começou a escrever o que lhe vinha à mente, sobre o que havia passado nos momentos que vivera nas ultimas horas. Completava informações, escrevia capítulos novos. A caneta nanquim de ponta 0.5 riscava as paginas como um louco açoitando sua vítima com uma faca. O que escreveu era frenético, sem noção, sem técnica e sem seu característico linguajar arrojado.

Se Emílio pensou em falar alguma coisa, desistiu. Algo nos olhos do Escritor podem tê-lo demovido do intento. Mas algo nos modos do homem que escrevia também trouxe um estranho sentimento de piedade e compaixão. Algo que lhe trouxe uma inusitada confiança. Parece que não eram só os campos de batalha que faziam estranhas amizades. Não era essa a frase que procurava o escritor, mas foi a que lhe veio à cabeça.

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Projeto Steamlesspunkless A – Semana 17 – Semana de descanso trabalhosa

Primeiro de tudo. Minha semana de descanso foi um fracasso. Primeiro porque eu acabei encontrando outras coisas para trabalhar, como por exemplo minha novíssima idéia para um novo projeto de fantasia dessa vez passado no Brasil império.

De uma forma ou de outra, acabei gastando a mesma quantidade de tempo com a escrita, embora tenha sido menos cansativo porque não precisei seguir nenhuma meta ou escrever cinco paginas de caderno por dia. No inicio eu fiquei um pouco receoso de que na volta ao trabalho do projeto Steamlesspunkless eu acabasse não conseguindo pegar o ritmo de novo. Mas, spoiler para o registro da semana que vem, isso acabou não acontecendo.

A semana de descanso não foi bem assim

Como eu havia falado anteriormente, essa semana também foi para tratar de re-organizar a segunda parte do livro. Nenhuma mudança na plot em si, apenas no ritmo e no clima. Eu queria dar um aumento no passing para dar o tempo da história passar a ideia de que o clímax está se aproximando. Sem essa alteração, o clímax praticamente cairia na cabeça do leitor. Creio que possa ser interessante em algumas coisas, mas não iria servir para mim.

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História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 4

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo.

Não gosto do Resident Evil 4, mas Leon e os ganados foram uma referência que apareceu nessa parte.

No último capítulo o escritor começou a atirar, claro. Os dois revolveres disparando quase simultaneamente contra os oito que corriam em sua direção. Pensava se teria oito balas ou ainda menos do que isso. A cada tiro disparado seu braço ia para trás. Os cotovelos pregados na cintura, tentando resistir o recuo da maneira que podia com o seu treinamento em videogame nos fins de semana – tudo bem, na maioria dos dias. Blam, blam blam, diziam as armas, explodindo seu conteúdo cada vez que o gatilho era apertado – e não puxado. Era uma bala para cada um deles, tinha que acertar, precisava acertar. E errou a maioria dos tiros, as pessoas não atiram usando as duas mãos a toa e dois revolveres de uma vez só era mais coisa de exibicionismo do que duelos de verdade.

Cinco das balas passaram longe dos alvos. Indo se acomodar nas paredes do lugar ou então em alguma das caixas de madeira.  As duas primeiras, as que foram disparadas antes do coice das armas atrapalhar a porra acertaram alvos diferentes, na barriga, mas acertaram. A terceira acertou alguém  mas o escritor não teve tempo de perceber quem foi.

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História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 2

Para entender melhor este projeto.

Leia o primeiro capítulo.

– Foda-se Emílio. Foda-se! – Disse na primeira parte do capítulo três em resposta à Emílio, que tentava contestar sua sanidade. Se lembrou de um personagem de uma outra história – A primeira coisa que se faz quando uma merda assim acontece é pegar uma porra de uma mochila. E umas botas, seus allstars fodidos só vão fazer você se foder.

Pegou alguns pacotes de salgados e duas garrafas de 500ml de suco industrializado, jogou tudo na mochila e a colocou de volta ao ombro. Emílio andava de um lado ao outro, aflito. Poderia sair dali sozinho a hora que quisesse, mas não parecia disposto a abandonar a única companhia que achara naquele dia de merda.

– Bora, bora, esta esperando o que, Músico?

– Tava esperando cê terminar de fazer essas merda aí, disgraça.

– Olha aqui, eu já…

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Resenha – O Expresso do Oriente

Trama insatisfatória, personagens interessantes

Imagem pequena, mas única encontrada =(

O Expresso do Oriente de Graham Greene (Editora Record; 190 paginas; esgotado) pode não se mostrar exatamente uma história satisfatória como um todo, mas não deixa de ser interessante. Os que gostam do gênero do drama e romance podem encontrar uma boa leitura, contudo, dificilmente os que preferem uma narrativa ágil e ação se encontrarão no livro. Os personagens muito bem modelados – nem bons nem maus, apenas humanos com defeitos e virtudes – e a forma rebuscada da narração podem ser uma boa referência para qualquer escritor, goste ou não do estilo.

O Expresso do Oriente, trem cuja linha ligava Paris até Istambul, figura em vários segmentos da ficção. Talvez por sua opulência, sendo o primeiro veículo da linha a possuir vagões dormitórios e vagões restaurantes, ou então por sua fama e história conturbada, foi palco de assassinatos nas tramas Agatha Christie, carregou caçadores de vampiro em Drácula, deslocou-se para o espaço em Doctor Who e sediou a maior parte de um episódio de As Tartarugas Mutantes Ninja. O livro de Graham Greene falha em apresentar uma história variada e mirabolante como algumas das outras obras em que figura o primeiro expresso de luxo do mundo, mas tem o mérito de ser uma das primeiras a utilizar o veículo como palco.

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