Rotinas e Eu

Eu tenho um relacionamento curioso com rotinas. Não consigo produzir se não estiver dentro de um planejamento razoavelmente rigoroso e ao mesmo tempo fico chateado de estar repetindo o mesmo esquema vezes incontáveis.

Eu consigo escrever bastante quando consigo criar uma rotina de escrita. Teve um ano que eu escrevi mais de 200.000 palavras, divididas entre o livro-que-ainda-não-conclui-e-não-vai-sair-tão-cedo e contos pequenos e duas ou três noveletas (isso sem contar paginas e paginas de caderno de anotações) no entanto, cada dia é uma luta para eu conseguir estar dentro dos horários que separei para escrita (basicamente todos os horários livres, porque se não me distraio).

Então creio que, pelo menos no campo da escrita, essas rotinas são boas para mim. O problema é que elas não funcionam por muito tempo.

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Resenha – Fracasso de Público: Heróis Mascarados e Amigos Encrencados

Leitores, pessoas de passagem e afins, sei que no início do blog falei que o mesmo iria ser um lugar onde eu iria postar sobre coisas que eu escrevo, minha pequena trajetória na escrita e coisas neste tema. No entanto, resolvi escrever umas resenhas e acho justo posta-las aqui, já que mostrar o que leio e o que entendi do mesmo é uma forma de apresentar o que me influencia, o conhecimento que vou construindo e que é essencial para meu escrever.

Não sei com que frequência postarei resenhas, imagino que tentarei fazê-las na medida que for lendo livros e encadernados (porque fazer resenha de toda HQ mensal que leio ia ser… complicado.)

Bom, sem mais blá blá blá, aí vai a primeira resenha que escrevo.

Capa do primeiro encadernado: Heróis Mascarados e Amigos encrencados.

Fracasso de Público – Heróis Mascarados e Amigos Encrencados (Editora Gal; 2009; 240 páginas; 38 reais) é o primeiro encadernado da série escrita por Alex Robinson. Publicada de forma independente nos Estados Unidos, os quadrinhos conseguiram um Eisner de Talent Deserving a Wider Recognition em 2001, faturar o Prix Du Premier Album no Festival Internacional de Angoulême, além de ser considerado a melhor Graphic Novel Indie de todos os tempos pela Wizard Magazine sem se valer do tema de super-heróis, que domina o mercado Americano.

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