Projeto A – Semana 11 e 12 – Achievement Unlocked

Depois de uma semana desgraçada, com direito a febre, apresentação na semana de iniciação científica e mau humor, tenho que dizer que, além de ter sobrevivido (embora ainda com febre), eu consegui escrever mais de onze mil palavras. Dessa forma, conseguindo o fabuloso achievement de escrever 20.000 palavras em um mês. Talvez quem participe do Nanowrimo olhe para essa marca e pense “Ha, bichinha, escrevo 50.000 em novembro”, no entanto, além de escrever duas dezenas de milhares de palavras no Word, escrevi umas 100 páginas no caderno, dois contos completamente novos, uns cinquenta anos da cronologia de meu mundo, avancei no conto gigantesco em que estou trabalhando e ainda comecei a escrever as ideias para um cenário pós-apocalíptico Diesel Punk.

Eu escrevi insanamente e agora usarei o meme do Freddie Mercury.

Acho que já usei alguma vez, mas to nem aí.

Bom, em relação ao Projeto A, como vocês provavelmente não lembram, no último post mencionei que havia terminado os capítulos do “grupo 2” em relação à primeira parte do livro. Tendo terminado isso, comecei a trabalhar nos capítulos do “grupo 1” e tive um bom desenvolvimento. Escrevi dois capítulos (9 e 10) que ficaram bem legais (tem lutas!) e comecei um terceiro (o 13) que é penúltimo antes de eu dar por terminada essa etapa do livro.

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O Projeto Steamlesspunkless “A”

Quando eu tive a idéia de começar um blog e consegui reunir energias para realmente fazê-lo, eu tinha como objetivo falar do mundo que estava criando e também do livro que iria escrever. A idéia era, quando eu começasse o livro, que toda semana falasse um pouco de como estava sendo o processo de escrita e as consequências de todo o preparo antecipado que eu fiz.

Portanto é com orgulho que venho dizer que… Eu já comecei a escrever o livro há três meses.

Bem, a maioria das pessoas que se preocupam em ler o blog já sabem disso, mas deve ter uma ou duas pessoas que não sabem e, com sorte, muitas pessoas futuras que precisarão saber. Meu plano era escrever resumos dos capítulos do início até o fim e desenvolver o grosso do mundo de Cmyvllaeth antes de começar de fato a escrita do livro.

Contudo, eu estava ficando ansioso e irritado. Eu tinha idéias e queria vê-las logo no papel, portanto, adiantei meus planos. Mas não pensem que fui logo direto ao pote, só fiz isso depois de um ano de planejamento e de ter o resumo de três quartos do livro. Para alguns, pode ser muito, para outros, pouco. No momento, para mim é um pouco menos do que o que eu consideraria o suficiente, mas estou me virando.

A quem estou enganando, não consigo escrever com bico de pena =(
(mas essa é uma tinteiro)

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Resenha – A Máquina Diferencial

Um romance histórico de um passado que nunca existiu

Capa do livro, muito bonita em minha opinião

William Gibson e Bruce Sterling são conhecidos principalmente pelo mérito de definir o que seria o Cyberpunk na literatura, com trabalhos como Neuromancer e a antologia Mirrorshades. No entanto, A Máquina Diferencial (Editora Aleph, 2012; 456 páginas; R$ 55,00)  não leva o leitor até um futuro distópico. O livro, escrito simultaneamente pelos dois autores durante um período de sete anos, traz à tona uma Era Vitoriana onde vapor e computadores fazem parte do cotidiano. Além de serem os precursores do Cyberpunk, os dois autores acabaram escrevendo uma das maiores referências do Steampunk.

No universo de A Máquina Diferencial, a ciência evoluiu de forma muito mais acelerada que a versão histórica da Era Vitoriana. Conseguindo finalizar o projeto que nomeia o livro, o matemático Charles Babbage acaba trazendo uma série de mudanças não só para a ciência como para o mundo.

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Certo, mas então, foi assim que veio o SteamlessPunkless

Olá pessoal que perseverou e voltou para o segundo post do blog. Dessa vez vou tentar explicar um pouco do por que de eu chamar o meu cenário com esse nome grande, chato e complicado: SteamlessPunkless.

É mais ou menos comum quem escreve fantasia e ficção científica – e também quem lê – se referir às obras pelo gênero e principalmente o subgênero delas (e também por classificações que não chegam a ser subgêneros). São coisas como cyberpunk, steampunk, noir, fantasia medieval, fantasia urbana, ficção especulativa, ficção política, pulp, pós-apocalíptico, new weird e outros inúmeros termos (inclusive a editora Draco parece ter por nobre missão lançar antologias voltadas para todos esses sub-temas).

Essa imagem passa bastante um clima Noir

No grupo de escrita do qual participo, o Taverna do Trapeixe, era comum nos referirmos aos nossos diferentes projetos pelo “subgênero” a que ele pertencia, uma forma de identificar o nicho e também mostrar logo uma “cara” para aquele cenário. É comum ouvir nas reuniões coisas como: “Meu cenário de fantasia medieval” ou coisas parecidas como “um steampunk pós-apocalíptico, pelo menos no início”.

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Hello World ou Apresentação ou O Primeiro Post

Olá você que está lendo este blog pela primeira vez (ou que por algum motivo estranho quer reler este post), meu nome é Renan Barcellos e este aqui será um espaço em que irei colocar as coisas que escrevi, mostrar minha produção, falar sobre os mundos que, por enquanto, existem apenas na minha cabeça. Em geral, coisas desta ordem.

Sendo mais específico, neste blog pretendo apresentar as coisas que venho trabalhando de forma a mostrar os mundos e universos que vou criando ao longo de minha escrita. Existe um cenário mais ou menos principal (pelo menos, no momento presente) e é nele que tenho depositado a maioria de meus esforços e que pretendo pouco a pouco esmiuçar e apresentar suas culturas, seus lugares e suas vidas. Contudo, não é só este mundo que habita minha imaginação e com o tempo vai sendo colocado em um papel (tanto físico, quanto digital), mas existem outros cenários nos quais acabo fazendo este ou outro conto, este ou outro personagem e guardo os fragmentos de criação que surgiram para futuramente olhar com mais afinco.

Bom, é daí que vem esse nome estranho (mas que talvez não seja tão estranho quanto Trapeixe): SteamlessPunkless e Outros Cenários.

“SteamlessPunkless” seria o cenário mais ou menos principal a que me referi algumas dezenas de palavras atrás. Ele é um cenário basicamente de fantasia medieval… Mas um pouco mais complicado que isso (explicarei um pouco mais sobre isso no próximo post). Já o “E outros cenários”… bem, seriam os outros cenários os quais me referi, que abrangem fantasia moderna, cyberpunk e coisas pós-apocalípticas que em sua maior parte ainda residem em minha mente.

Imagem do cenário de RPG cyberpunk 2020 para alegrar a galera.

Como dito, este blog será mais concentrado no mundo carinhosamente batizado de SteamlessPunkless, porque ele é a casa do livro que estou escrevendo, mas vez ou outra eu pretendo mostrar algo dos “outros cenários”, que tambem ocupam uma parte bem grande do meu coração de escritor.

A abordagem será mais ou menos a seguinte (embora conforme eu for vendo que ela é completamente inútil e equivocada eu vá mudando):

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