História Não Publicada – Capítulo 8 – Parte Um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Pra quem manja das manjaria, a referencia uqe tem nessa parte é bem clara.
Pra quem manja das manjaria, a referencia uqe tem nessa parte é bem clara.

Capítulo 8

– Você só achou isso?

– É, só isso, te falei, porra.

– Não, Emílio. Porra digo eu. Google, Wikipedia, sei lá mais que desgraça inventaram nos ultimos anos e você só me vem com isso?

– Foi o que achei, caralho. Se quiser algo melhor vai lá e procura essa merda. Não sei pra que tamos pesquisando essas porra de qualquer forma. Era para a gente ta é saindo daqui.

O escritor andou de um lado para o outro. Cansado. Pedira, teria que explicar tudo para o músico. Pensou que aquelas coisas eram óbvias. Mas no fim das contas, talvez estivesse sendo intransigente. Afinal, sabia mais sobre aquilo do que o garoto. Mais do que podia admitir. Olhou para a lampada no teto do quarto da pousada, não a que pegara fogo, mas a que se instalara logo pela manhã e suspirou.

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História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Eu tinha medo desse filme. Muito medo.

Na semana passada, envoltos pela escuridão e surpresos, os possuídos esqueceram interruptor por um instante. Olharam para as trevas. Não viram o escritor. Não viram Emílio. Mas sabiam de onde o caderno tinha sido disparado. Na verdade, não sabiam que porra era aquela, mas tinha vindo daquele canto da sala. Um canto ocupado por um sujeito que ainda queria chegar no fim da história.

O escritor correu abaixado, tentando não fazer barulho. Mas era difícil não fazer barulho quando se corre no escuro por um lugar desconhecido e  com armadilhas feitas especialmente para alguém tropeçar.

Três dos adversários seguiram ele, seguiram o som. O escritor rolou no chão quando caiu, sabia fazer isso.

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Resenha – O Expresso do Oriente

Trama insatisfatória, personagens interessantes

Imagem pequena, mas única encontrada =(

O Expresso do Oriente de Graham Greene (Editora Record; 190 paginas; esgotado) pode não se mostrar exatamente uma história satisfatória como um todo, mas não deixa de ser interessante. Os que gostam do gênero do drama e romance podem encontrar uma boa leitura, contudo, dificilmente os que preferem uma narrativa ágil e ação se encontrarão no livro. Os personagens muito bem modelados – nem bons nem maus, apenas humanos com defeitos e virtudes – e a forma rebuscada da narração podem ser uma boa referência para qualquer escritor, goste ou não do estilo.

O Expresso do Oriente, trem cuja linha ligava Paris até Istambul, figura em vários segmentos da ficção. Talvez por sua opulência, sendo o primeiro veículo da linha a possuir vagões dormitórios e vagões restaurantes, ou então por sua fama e história conturbada, foi palco de assassinatos nas tramas Agatha Christie, carregou caçadores de vampiro em Drácula, deslocou-se para o espaço em Doctor Who e sediou a maior parte de um episódio de As Tartarugas Mutantes Ninja. O livro de Graham Greene falha em apresentar uma história variada e mirabolante como algumas das outras obras em que figura o primeiro expresso de luxo do mundo, mas tem o mérito de ser uma das primeiras a utilizar o veículo como palco.

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