Zerando Minha Steam Semana 4 – Afterfall: Insanity

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E então que o jogo que era legalzinho, ficou mais do que chato. Ficou ruim. A história do jogo estava sendo apresentada em um ritmo legal, mostrando pouco a pouco a situação no abrigo “Glory” e seu funcionamento. Mas pouco depois de começar efetivamente a ação, o roteiro começou a acelerar bastante, ao ponto de chegar um momento em que as coisas eram muito forçadas.

O que acontece é que Albert Tokaj desceu ao terceiro nível do “Glory” para lidar com um possível vazamento de alguma coisa tóxica, então descobriu que as pessoas de lá estavam num estado de loucura assassina que ele considerava como uma evolução da “síndrome de confinamento” que ele já estudava, o agente químico espalhado no lugar teria acirrado isso e feito a doença psicológica se tornar algo viral. Tudo bem, dá até para aceitar isso, mas e quanto às mutações que algumas pessoas sofreram, se tornando criaturas monstruosas com espinhos saindo das costas e outras coisas aleatórias? Ele não faz nenhum comentário sobre isso, nenhum que seja.

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Resenha – Drácula

Mais Que Uma História de Horror

Capa da minha edição
Capa da minha edição

Publicado em 1897, Drácula fomentou reações mistas no contexto vitoriano em que estava inserido. Apesar de colocado como um clássico automático do gênero do Horror Gótico, acima de obras como as de Edgar Alan Poe e de Mary Shelley, a história do conde vampiresco só foi começar a ter destaque alguns anos adentro do século XX. A obra não foi a primeira a romantizar o mito do vampiro, crédito que é concedido a John Willian Polidori com a novela “The Vampyre”, mas, apesar disto, foi o personagem do irlandês Bram Stoker que se tornou o vampiro mais conhecido do mundo e definiu várias convenções sobre as criaturas na literatura.

Plot e Estrutura

Ao contário de alguns de seus sucessores e antecessores, Drácula é principalmente uma história de terror. E isto é passado com as sutilezas normalmente atribuídas ao Horror Gótico, usando do psicológico e principalmente do medo do desconhecido. Os personagens não sabem o que é um vampiro, não possuem esse arquétipo da cultura pop enraizado neles e mal conseguem enxergar nos acontecimentos estranhos que ocorrem ao seu redor a presença do sobrenatural. Numa era de pensamento extremamente científico como a vitoriana, o tema da “Ciência vs Superstição” se revela na dificuldados protagonistas aceitarem a natureza do Conde Drácula e de seus feitos diabólicos.

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História Não Publicada – Capítulo 8 – Parte Um

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Um escritor à procura de uma história se vê ele mesmo em um conto de terror, ação e suspense. Sendo a sua profissão, a sua vida, a escrita, não tem muito mais o que fazer além de tentar sobreviver e tentar escrever o que lhe acontece. (esta história foi escrita sem planejamento e pelo wirte or die, o que está aqui é a primeira coisa que veio à cabeça do autor, na tentativa de emular as condições do personagem)

Pra quem manja das manjaria, a referencia uqe tem nessa parte é bem clara.
Pra quem manja das manjaria, a referencia uqe tem nessa parte é bem clara.

Capítulo 8

– Você só achou isso?

– É, só isso, te falei, porra.

– Não, Emílio. Porra digo eu. Google, Wikipedia, sei lá mais que desgraça inventaram nos ultimos anos e você só me vem com isso?

– Foi o que achei, caralho. Se quiser algo melhor vai lá e procura essa merda. Não sei pra que tamos pesquisando essas porra de qualquer forma. Era para a gente ta é saindo daqui.

O escritor andou de um lado para o outro. Cansado. Pedira, teria que explicar tudo para o músico. Pensou que aquelas coisas eram óbvias. Mas no fim das contas, talvez estivesse sendo intransigente. Afinal, sabia mais sobre aquilo do que o garoto. Mais do que podia admitir. Olhou para a lampada no teto do quarto da pousada, não a que pegara fogo, mas a que se instalara logo pela manhã e suspirou.

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História Não Publicada – Capítulo 5 – Parte 2

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo

Eu tinha medo desse filme. Muito medo.

Na semana passada, envoltos pela escuridão e surpresos, os possuídos esqueceram interruptor por um instante. Olharam para as trevas. Não viram o escritor. Não viram Emílio. Mas sabiam de onde o caderno tinha sido disparado. Na verdade, não sabiam que porra era aquela, mas tinha vindo daquele canto da sala. Um canto ocupado por um sujeito que ainda queria chegar no fim da história.

O escritor correu abaixado, tentando não fazer barulho. Mas era difícil não fazer barulho quando se corre no escuro por um lugar desconhecido e  com armadilhas feitas especialmente para alguém tropeçar.

Três dos adversários seguiram ele, seguiram o som. O escritor rolou no chão quando caiu, sabia fazer isso.

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História Não Publicada – Capítulo 3 – Parte 3

Para entender melhor este projeto (sério, é importante!).

Leia o primeiro capítulo.

Roland, O Pistoleiro que busca pela Torre Negra na cidadezinha de Tull. Porque é uma uma boa ideia usar algo mencionado na parte postada como capa.

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No ultimo post eles passaram por um corredor cheio de caixas de madeira. A maioria parecia estar vazia, mas isso não era importante, de qualquer forma. Não poderiam usar para nada. No fim do caminho havia uma porta fechada, o escritor se perguntou se aquela merda estaria trancada, mas logo parou de se perguntar. É obvio que estava. A dupla pararam de correr. Os oito não-zumbis-mas-algo-mais que vinham atrás deles não.

– Você faz música, deve saber abrir essa porra.

– Que?! Isso não faz sentido.

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Conto – E para o Mendigo, Mais uma Vítima

E Para o mendigo, Mais uma vítima

Esta imagem do livro “Antagonistas”, do Novo Mundo das Trevas, inspirou o personagem.

Os olhos de Sarah arregalaram-se quando ela percebeu o mendigo – aquele mendigo – surgir da penumbra noturna a alguns metros atrás de Alejandro. Uma lâmina sem brilho decorava as mãos da aparição.

A mulher quis gritar, elevar sua voz estridente para alcançar a todos da redondeza em um sonoro pedido de socorro. Contudo, mesmo coxo, o mendigo era rápido, muito rápido. Mal havia ela conseguido desvencilhar-se dos apaixonados beijos de Alejandro e a ameaça já estava logo ali…

Confusão e uma pequena dose de divertimento se instalaram no semblante de Alejandro. Não havia percebido o perigo e imaginava que sua amante estivesse preparando alguma espécie de joguete. Pouco depois já não imaginava mais nada, em seu rosto estampava-se uma surpresa sofrida, enquanto no de Sarah apenas o terror. Dois palmos de um metal prateado haviam atravessado o pescoço do latino.

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