Os Construtores, ou Os Meahdirr ou Aqueles que Usavam Magia

Olá, possíveis leitores. No post de hoje (que, caso se lembrem, é sobre o mundo de Cmyvllaeth), vou tentar falar sobre um dos pontos principais que fizeram com que as nações de Rehquia não seguissem uma evolução tecnológica igual à do nosso mundo. “Magia!”, alguém poderia dizer, mas não. Falarei sobre os Meahdirr (mé-Á-dir).

Por toda Rehquia é possível encontrar o que outrora podem ter sido majestosas construções, de uma arquitetura peculiar, semelhante à utilizada em Tirasli, mas ainda assim, com diferenças fundamentais. Talvez fossem de uma beleza quase idílica, como se cada galeria e cada salão fossem um mini-monumento, se comparado com o que pode ser visto nos tempos atuais de Cmyvllaeth em matéria de edificações. Contudo, tais obras se encontram em ruínas que datam além dos registros de qualquer cultura Rehquia.

Os Construtores, como ficaram conhecidos no início da colonização das terras que há muito tempo se chamavam Dwyrain, ou Os Meahdirr, como são chamados na atualidade, são um povo – ou povos, como tentam afirmar as hipóteses de alguns arqueólogos – cuja história foge a qualquer registro histórico das nações ainda vivas. Toda sua existência é torneada de mistérios, nenhuma cultura alega ter tido contato real com esse povo fantástico que existiu há milhares de anos atrás. A única prova de sua existência são as construções que deixaram para trás e que sobreviveram ao tempo.

Eu não pensava nisso quando idealizei os Meahdirr. Mas a ideia das ruínas deles espalhadas lembra o antigo reino de Arnor.

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O Argumento, Ou a Pedra Fundamental de Cmyvllaeth

Ao longo do processo de desenvolver o projeto SteamlessPunkless, ou seja, o mundo de Cmyvllaeth, surgiram algumas ideias principais que foram como guias, algo como as pedras fundamentais que sustentaram o processo de desenvolvimento deste cenário. Penso nesses pontos como aquilo que diferencia este mundo fantástico e que, quando apresentados, podem mostrar uma primeira visão de como funciona. Seria como o argumento por trás da criação, o primeiro escopo do cenário.

Neste post vou tentar falar um pouco destes temas que, à primeira vista, ou tem uma maior importância, ou um maior diferencial dentro de Cmyvllaeth.

O primeiro de tudo e mais importante é algo que já foi citado: Cmyvllaeth não é um mundo medieval.

Muitos séculos se passaram desde a “era das trevas” desse mundo, onde as grandes civilizações eram povoadas por camponeses ignorantes que aravam sua própria terra, praticavam escambo para conseguir o que eles próprios não produziam e tinham que pagar dízimo aos seus reis, que eram o poder único e absoluto. Nos tempos atuais (369 depois do grande êxodo, segundo Darai), as nações do continente de Rehki (agora chamada de Rehquia) possuem bancos, papel moeda, uma sociedade que preza a produção artística, método científico e apenas Riddahri ainda é governada por um poder absoluto.

Existem lugares onde ainda reina a selvageria e a ignorância, na própria Rehquia ainda existem povos que vivem como bárbaros em comunidades em regiões montanhosas e frias. Outros continentes também abrigam culturas menos avançadas ou simplesmente exóticas. Para todos os efeitos, Rehki é como se fosse o equivalente à Europa de Cmyvllaeth, um lugar onde o cidadão de respeito precisa estar com seu chapéu e os cavalheiros mais ricos passeiam em charretes usando terno, na maioria das vezes gravata, bengala e uma cartola ou chapéu coco, de momento em momento checando a hora nos seus insanamente caros relógios de bolso.

Alguém muito rico em Tirasli ou Darai se vestiria neste estilo.

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