Uma primeira visão da República de Darai

O Reino de Dwyrain, atual República de Darai, foi a primeira nação que criei para Cmyvllaeth e foi feito com a idéia de ser a principal ambientação para as histórias e contos que eu iria escrever. Na época em que pouco do cenário havia sido pensado, quando o plano ainda era fazer uma história puramente medieval, Darai iria ser uma nação que não se espelhava em nenhum correspondente específico de nosso mundo, seguiria a idéia medieval-fantástico, tendo suas próprias características e um pouco da mistura de várias culturas. Contudo, conforme meus planos foram indo em direção a algo vitoriano e tentando ser cada vez mais steampunk sem ser steampunk, essa noção acabou mudando um pouco.

Com a idéia do vitoriano, Darai acabou tomando como inspiração direta a Inglaterra. Não que seja de fato uma “encarnação” inglesa em um cenário de fantasia, mas toma emprestado dos bretões muitas noções e estilos. Talvez o principal deles seja a iminência de uma revolução industrial pioneira, bem como a redescoberta da magia, que também evoca esse conceito de uma quebra de paradigmas que foi realizado pela Inglaterra durante a Era Vitoriana.

Ruas em Darai, e no continente de Rehquia em geral, possuem aspectos semelhante à desta imagem

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O Argumento, Ou a Pedra Fundamental de Cmyvllaeth

Ao longo do processo de desenvolver o projeto SteamlessPunkless, ou seja, o mundo de Cmyvllaeth, surgiram algumas ideias principais que foram como guias, algo como as pedras fundamentais que sustentaram o processo de desenvolvimento deste cenário. Penso nesses pontos como aquilo que diferencia este mundo fantástico e que, quando apresentados, podem mostrar uma primeira visão de como funciona. Seria como o argumento por trás da criação, o primeiro escopo do cenário.

Neste post vou tentar falar um pouco destes temas que, à primeira vista, ou tem uma maior importância, ou um maior diferencial dentro de Cmyvllaeth.

O primeiro de tudo e mais importante é algo que já foi citado: Cmyvllaeth não é um mundo medieval.

Muitos séculos se passaram desde a “era das trevas” desse mundo, onde as grandes civilizações eram povoadas por camponeses ignorantes que aravam sua própria terra, praticavam escambo para conseguir o que eles próprios não produziam e tinham que pagar dízimo aos seus reis, que eram o poder único e absoluto. Nos tempos atuais (369 depois do grande êxodo, segundo Darai), as nações do continente de Rehki (agora chamada de Rehquia) possuem bancos, papel moeda, uma sociedade que preza a produção artística, método científico e apenas Riddahri ainda é governada por um poder absoluto.

Existem lugares onde ainda reina a selvageria e a ignorância, na própria Rehquia ainda existem povos que vivem como bárbaros em comunidades em regiões montanhosas e frias. Outros continentes também abrigam culturas menos avançadas ou simplesmente exóticas. Para todos os efeitos, Rehki é como se fosse o equivalente à Europa de Cmyvllaeth, um lugar onde o cidadão de respeito precisa estar com seu chapéu e os cavalheiros mais ricos passeiam em charretes usando terno, na maioria das vezes gravata, bengala e uma cartola ou chapéu coco, de momento em momento checando a hora nos seus insanamente caros relógios de bolso.

Alguém muito rico em Tirasli ou Darai se vestiria neste estilo.

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